terça-feira, novembro 12, 2013

E la nave va...

Eis que me pergunto diariamente: o que estou fazendo da minha vida? Uma coisa beeem retórica, mesmo. Porque, aparentemente, não faço a menor ideia. Às vezes acho que assisto seriados demais, porque esses dias pensei enquanto estava filosofando no banheiro que as escolhas que fiz estão me levando para caminhos cada vez mais árduos etc e tal. É tão chato o pensamento que me "auto-entedio" só de pensar - vai dando uma náusea e tudo termina com um "bleeeegh", com direito à língua de fora e tudo.

Sabe aquela coisa de filme mesmo, de livro mais ainda, que o personagem tem dois caminhos para escolher. Se mantém sua integridade, seu modus operandi ou se cede ao que quer que seja, se vai deixar de lado suas convicções, ou o que se espera dele, se vai ser modificado pelo poder maior. Eu ando tão burra ignorante que não sei mais nem me expressar... Enfim.

Seria mais fácil, mas não sei dizer sobre a comodidade, ser menos "eu" e mais os outros. E é uma CHATICE SEM TAMANHO porque me sinto eternamente com 16 anos - sempre os mesmos dilemas, sempre o mesmo tipo de dúvida. 'Tá certo que quando tinha 16 anos era escolher continuar com o namorado neurótico ou não, qual curso fazer vestibular, estudar mais ou namorar mais. Na faculdade o drama era: manter-se fiel à ideia de não colar e só estudar por livros ou me render à cola e estudar pelo resumo dos outros?

Acontece que se passaram mais de uma década e ainda estou encalhada na adolescência. Ainda quero assistir seriados bestas, ainda quero ler ao invés de estudar, ainda não sei muito bem o que fazer. E o que mais me frustrou, esse ano, é que me boicotei de tal maneira que agora não dá mais para cumprir o plano. O plano da vida toda era x, tudo certo, tudo traçado. Aí eu virei uma bola que não para em pé. Tive que mudar o plano, na verdade, mudaram por mim - nesse y levei "sorte".

Cada dia que passo, apesar da relutância, eu entendo mais o que querem dizer com aquilo de trabalhar para viver ou viver para trabalhar. Atualmente, vivo para trabalhar -  e eu gostava mais disso. Parece que não sei fazer concessões. Parece que se não for o planejado inicialmente, não serei completamente feliz.

E tudo começou again com a chegada do convite de casamento duma prima que, de verdade, eu preferia não ter conhecido nunca, não fazer ideia da sua existência. Dela e do resto da família. Mas fica pra outra hora. Ainda estou tentando entender o que penso a respeito.

x = oncologia
y = intensiva