quarta-feira, dezembro 31, 2003

Eee..! Último dia do ano. Amém. (como ansiei por isso - ano maldito! pouca coisa boa, vááárias ruins... sabe aquilo que professores e psicólogos têm de dizer 'ó, se você fizer duas listas, uma com as coisas boas e a outra com as ruins, vai contabilizar que existem mais benesses que malefícios'... mas baH! dessa vez foi até pior que 2002, meu ano maldito, pior que 1999,pior que tudo, pior que adolescência... fuH! Deus me livre...)

Mas então que fim de ano me dá uma coisa de lembrar...

se tudo passa como se explica
o amor que fica nessa parada
amor que chega sem dar aviso
não é preciso saber mais nada


(de você sei quase nada/pra onde vai ou porque veio... é do Zeca Baleiro, Quase Nada)

'Tá vendo só? É assim que eu acredito que devam ser as paixões, amores etc. Mas pensando agora: se for assim calminho poderá ser classificado como 'paixão' (com P maiúsculo)? Hein? Não sei muito bem. Era só isso que eu queria e acho que quando eu quero muito uma coisa eu acabo me convencendo de algo que favoreça eu ter ou não. Por exemplo, já aconteceu de eu forçar a barra e me sentir apaixonada e não estar realmente, era só na minha cabeça. Horrível e degradante. Humanamente degradante. Fora que às vezes eu enjôo de uma situação e ponto final. Acho isso muito feio.
E o que eu preciso saber de um amor? Nada. Por que ele passa. Se tudo passa, então para quê sentir qualquer coisa se nada vai durar..? Fico nessa eterna dúvida e acabo por decidir que é melhor continuar, pelo menos enquanto minha cabeça não dominar. Só queria um amor calminho para ter em quem pensar quando cansar de ser só... Bem, estou cansada, mas talvez paixões
não gostem de mim agora. Não sei.


Às vezes eu me odeio...

sábado, dezembro 27, 2003

post in catarse

Acho que nunca vai ser da mesma maneira se novo. Isso é óbvio mas é difícil para eu aceitar esse tipo de conclusão. Eu, que carrego meus esqueletos, aqueles que as pessoas 'nomais' guardam no armário. Sei que isso é meio besta. Ficar com uma mania de 'verdade'. Encarar as coisas. Nem dói tanto, acho. Mas é só uma necessidade, não de sinceridade excessiva, mas de não mentir para eu mesma. E também não acho justo quando mentem para mim. Porque eu procuro não mentir, mas principalmente porque eu acredito. É muito contraditório, eu sei, eu dizer que não confio muito nas pessoas por puro medo (ou receio, como me ensinaram), e dizer também que acredito nelas. É mais ou menos assim: se eu perguntar alguma coisa, ou no meio de uma conversa, se me disserem que dois com dois são quatro eu acredito, assino embaixo e tal. O negócio da confiança é mais embaixo... Nada sai da minha boca para o ouvido de ninguém, de genuinamente e intrinsecamente meu se eu não confiar um tiquinho em meu interlocutor. Se eu valer alguma coisa para quem lê isso e algum dia teve qualquer coisa de meu, tenha certeza que você é especial para mim, e se eu não confio inteiramente em você, ao menos um pouco isso é verdade. Acho que eu sou meio trouxa. Sinto receio mas ao mesmo tempo uma grande necessidade de confiar em alguém, como se existisse uma força meio sobre-humana me impelindo a isso. Meio injusto.

Mas pulando essa parte e voltando a ser a velha Ellen que não está nem aí para nada... Acho que eu queria abraçar. Pessoas que me conhecem a mais tempo sabem o quanto isso era difícil para mim. Era algo realmente im-pos-sí-vel. E houve uma situação bem ilustrativa a esse respeito...

Eu já namorava o Raul. Acho que era na época do final do segundo ano (tipo outubro/novembro de 2000 - nooossa!! 'tô ficando veeelha...) e estávamos jogando basquete - algo que nuuunca acontecia naquela época - depois das provas bimestrais do colégio. Eu mais Raul e no mínimo a Joyde e o Bokão. Tinha mais gente, devia ser o Garcia e o Padre, talvez o Lucas Henn e o Piu mais a Gra, os malucos que jogavam basquete. Lembrei: era o último dia de aulas daquele ano e o próximo seria o ano do terceirão, O terceirão. Acho que estava tudo mais ou menos bem entre eu e o Raul. Mas o Bokão estava mais estranho que o costume, tanto que uma hora ele olhou para mim e para o Raul e pediu um abraço. Ellen tremeu: eis que meu melhor amigo me pede algo bem simples e eu sabia que não poderia, não conseguiria fazer nada por ele. Olhei: me desculpa... você me perdoa? Eu não consegui, e por um bom tempo esse foi meu pesadelo, um amigo que eu gostava tanto pedindo um mero abraço e Dona-Ellen-cheia-de-complexos não conseguindo fazer nada... Cômico se não fosse trágico.

Demorou relativamente bastante tempo e muita terapia para eu conseguir dar três beijinhos e um abraçozinho nas pessoas que não fossem meus namorados, e mesmo com eles era um verdadeiro processo conseguir uma intimidade dessas... Huh. Era como se fosse uma falsidade eu abraçar pessoas as quais eu nem sempre amava de paixão, digamos. Bem estranho. Viu? Isso é um esqueleto que eu não enterrei, preciso dele constante mente ao meu lado como um troféu: eu O superei (eu, sacas?). Daí que agora eu sou quase uma puta! Hehehe... Eu até fico com pessoas que estou vendo pela primeira (e geralmente última) vez! Embora faça bastante tempo que isso não aconteça porque resolvi que quero ir para o céu. Nada a ver. Eu fiquei 'certinha' nem sei porquê. Enjoei de só ficar, esses moleques me estressam, muito toscos... Tsc-tsc. Se eu vivo bem sem eles, por que mitificá-los? Hein-hein? Essa é uma outra (loooonga) história que eu conto outro dia. =)


pos scriptum: a parte final de mais um dos meus posts enooormes é brincadeira... qualquer coisa depois eu tento explicar...

quinta-feira, dezembro 25, 2003

Pouta melda, eu 'tô de bom humor! Também, me deram chocolate... Hehehe =)

Eis que ontem meu pai veio com uma conversa bem típica dele quando quer nos por em nossos devidos lugares, de completa subserviência, segundo a ótica dele do papel das pessoas de uma "família cristã", digamos. Mas eu não vou desfiar nem aqui nem agora meu discurso psicanalítico do papai. É uma looonga história. Então: ele veio com o papo de que eu era muito revoltada e mal agradecida. A noção de revolta dele é mau-humor e desobediência e namorados não arranjados por ele. Bem, ele nunca tentou de verdade arrumar namorado pra mim, e acho que nunca tentaria, pois para dad, filhos devem ser seres assexuados e desprovidos de necessidades emocionais tais como beijos e abraços que não vindos dele, isso que ele nunca me deu um só abraçozinho. Isso não é mentira, tampouco exagero meu. Daí eu, num rompante de coragem de desagradar papai com uma resposta sincera que não ia completamente de acordo com suas convicções de como um filho deve agir com seus pais, respondi coerentemente que: papai, o senhor está enganado a meu respeito. Isso que o senhor diz não é verdade desde meus treze anos. Por que a revolta à qual ele se refere é aquela típica da fase eu sou um cu de nossas existências mortais (adolescência). EU RESPONDI MEU PAI NA NOITE DE NATAL!!! 'Tá.

Como consegui escapar da praia esse ano, papai resolveu dizer que não ia porque eu estou machucada. Nada a ver. Desculpa. Não vai porque ele também não quer. Ainda bem. Imagina eu na praia, quebrada e de mau humor ante pessoas constantemente bêbadas e talvez felizes, garotas tolas e sem assunto torrando ao sol do meio-dia, pegando suaves cânceres de pele... É que eu 'tô de bom-humor. 'Magina... Vamos passar o ano novo com os primos do papai, em Marialva! Maaaaaaassa!!! Eles são completamente pirados. E tem umas tias e primas comédia. Vai ficar todo mundo bêbado. Vou levar Sagarana (do Guimarães Rosa). Tudo bem, eu nem estou reclamando =) Eu só gosto mesmo de ficar num canto lendo e pensando nas pessoas. Principalmente agora...

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Existe um treco estranho que não tem muita explicação e a gente chama de tempo. Ele é quem vai me dizer se o que eu sinto não é invenção só da minha cabeça solitária. Parece que eu me apaixonei.

Mas falando de tempo, eu posso dizer que 2003 foi um ano perdido. Comecei fazendo faculdade de biologia, o que eu não queria nem a pau. Daí eu fui contra tudo e contra todos, larguei os bichos do primeiro ano, que poderia ser resumido em bactérias e parentes de baratas e lombrigas... Então vovô morreu na semana do vestibular de maio. Fui fazer cursinho patrocinada por meu tio, que me adora e meu pai odeia. Inimigos particulares e tal. Não passei num vestibular maluco no qual 47% das pessoas zeraram a redação por que fui mal (justamente) em biologia ?? Mas 'tá. Perdi de vez o que um dia foi um grande amigo e cheguei a brilhante conclusão que não existe essa história de segunda chance. Errou 'tá errado, não adianta querer consertar nem implorar uma segunda chance, que as pessoas são mesquinhas o suficiente para pedi-las e não as darem a ninguém.
Que bom que já está no fim. =þ

sexta-feira, dezembro 19, 2003

Tem uma coisa que sempre acontece (vive acontecendo) e eu sei que não é só comigo.

Por que nós fazemos *de tudo* por uma pessoa e não se dispõe a *nada* por outra? Por que de um suposto amigo aceitamos tudo e qualquer coisa que outro fizer nos faz gostar menos dele? Por que amamos muito um alguém e por este alguém nos anulamos - ou quase - e corremos atrás, e aceitamos situações e imposições que antes não suportaríamos e depois negaríamos ter concedido?
Quem inventou isso não era muito esperto ou gostava mesmo é de dramalhão mexicano.
Para quem está só assistindo é fácil dizer: mas como é burro! (o ser que se 'rebaixa') A questão é que às vezes ficamos felizes quando nos pomos em tais situações, onde nossa posição ante o outro é de subserviência. (feliz = iludido - não concordo inteiramente com isso...)
Se eu pensar muito, o que vivo fazendo, concluo que a chance (estatística) de um relacionamento, qualquer que seja sua conotação - amizade, convivência pré ou pós matrimonial - dar certo é meio nula. Fora que tem a questão da dependência. É tão propagado que não se deve, não se pode, não é "saudável" depender de nada nem de ninguém que é difícil permitir uma coisa assim.
Pensa-se: eu dependo de alguém, legal; o alguém depende de mim, ótimo. Mas e quem é que depnde mais de quem? Como saber? Não há como saber. Claro. Então o mundinho racional ferrou o emocional. A resposta: mas tem que confiar! A pergunta: e quem *confia* em alguém hoje?
Ninguém. Estão todos muito afim de 'curtir'. Brindar a vida etc. Carpe diem moçada. Como se isso fosse tudo e suficiente para tapar o buraco antes de dormir... .
Sabe em que eu acredito? Que temos que tentar sim e procurar confiar. O mundo machuca muito e isso é um clichê sim. Também é uma negligência nossa. De qualquer maneira, eu não desisti ainda. Embora ficar só seja simplesmente mais fácil e cômodo (o buraco do meu dente continua vazio, mas arrumo vícios que o mascare tão bem para nem eu lembrar), embora seja quase uma luta não entregar os pontos de vez, eu continuo acreditando que o melhor achar alguém que complete. Ou complemente.                     

quinta-feira, dezembro 18, 2003

Ontem foi a revelação do amigo secreto do pessoal da biologia. Eu ganhei um treco tipo chaveiro, uma geeeeeeerafa!! Massa. Amarela com mancha roxa (lilás) e algumas partes fúcsia (rosa, magenta, sei lá) do Rogério. Eu ri tanto que minha mandíbula *quase* deslocou...

'Tava pensando num negócio, de como temos que ser exclusivos, únicos, criativos. Tudo é uma questão de criatividade. Af, sux... Mas como eu 'tô sem muita coragem de por a cara a tapa, fica pra outra vez. :~

segunda-feira, dezembro 15, 2003

Venho tremendamente ocupada em não gostar de ninguém. Mas esse tipo de coisa ainda não faz parte do meu ser. Eu ainda me apaixono por coisas e principalmente, para meu talvez azar, por pessoas. Eu tenho medo do que posso sentir, como não teria? Mas como eu sou daquelas que se pedem um conselho, uma idéia, bem... eu sigo o que me disserem, porque eu não peço conselhos a quem quer que eu ache incapaz. Daí a Gabi ordenou que eu parasse de nóias e deixasse as coisas caminharem por si só...

[sabe o que eu mais gosto nos meus amigos da ex-facul? É que eles cuidam de mim, eles me fazem sentir segurança...]

sábado, dezembro 13, 2003

... às vezes você se decepciona com os amigos que pensa que tem.

E às vezes eu queria não gostar tanto de vocês como eu gosto. Queria esquecê-los. Esquecer todas as pessoas em que penso o tempo todo. Esquecer todo mundo que conheço ou conheci. Queria não me importar tanto com vocês. Queria não desejar poder fazer tudo de ruim que vocês tenham que fazer. Queria não desejar que todas as maldades que farão com vocês acontecessem só comigo. E queria que eu não quisesse que suas dores viessem todas pra mim, pra vocês não sentirem nenhuma. E agora eu nem queria que vocês se importassem taaanto assim, eu só queria que alguém me passasse a mão na cabeça e dissesse que "isso passa". Que dissesse que eu posso não ser perfeita mas que estarão do meu lado haja o que houver, da mesma maneira que sabem que estarei por lá por mais que me xinguem e tudo mais. Eu AMO DEMAIS as pessoas que coloco às vezes sem querer na minha vida. O maior problema é que pode acontecer de alguém que entrou um dia na minha lista de prioridades não dar a mínima pra mim. E pode acontecer de alguém deixar de se importar comigo e eu não perceber a tempo de me adaptar à nova situação.
desconsiderem tudo que eu tenha dito na última semana...
e o que eu vir a dizer pelas próximas, por que eu 'tô exatamente o cúmulo da acidez cadavérica...
sucks

I cannot speak
I lost my voice
Speakless and redundant coz' I love you not enough.

nossa, que coisa estranha... eu nem sei... EU não SEI... EU não SEI... eu que sempre sei não sei o que é que há comigo... essa 'cuzisse' espontânea... urrrrrrrrrrrrrlgh! hmmrlsssssmnngrrh!


falta de wonderwall

sexta-feira, dezembro 12, 2003

Fazendo cursinho na mesma turma que eu tem o Bruno. Bruno Volski, conhecido na época do ensino médio como Bruno-Punk. Sim. O único cara punk de verdade que eu conheci até agora. E o cara continua tão exclusivo que tenho medo. Eu sempre tenho medo das coisas que eu não posso explicar muito bem. Eu sou humana. Eu sou de uma civilização ocidental. Eu prezo a sistemática aristotélica. Eu sou racionalista. Rá: me contestem!
Isso não quer dizer exatamente muita coisa além de: eu tenho medo dele porque ele não é algo que eu possa entender e ponto final [conceituar]. Dá pra dizer que esse é o maior defeito, o mais visível deles, do pensamento lógico. Quando não se pode explicar tim-tim por tim-tim, nós ocidentais trememos e coisas tais como preconceito idiota e manias retardadas brotam como vermezinhos em carne podre. A alegoria dos vermes & carne putrefata é proposital. Só pensa num discursozinho normal a qualquer um que queira 'se aparecer'... Como pode ser que EU esteja parecendo agora...
Trocentas mil coisas me irritam nesse mundinho imbecil que eu me encontro. Mas a que mais me incomoda justamente por não ter como explicar racionalmente, que é a única maneira de entender a vida que me cerca [estou tentando não ser muito preconceituosa], é como tem um monte de gente que usa drogas. Mas, pior ainda: virou moda!! É bonito, é diferente [o que convenhamos, dadas as porcentagens não pode ser tomado como TÃO exclusivo assim...], é cool, é alternativo, underground, punk, chique, fashion...
Putaqueopariu!! Fora que massacrar seus próprios fígados é uma atitude necessária quando se fala em divertimento. Sair e não beber, ou sair e não ficar/comer alguém é o mesmo que não sair. Onde foram parar os conceitos puros de diversão? Mas... quem sou eu pra questionar uma coisa destas? Eu, que não saio de casa por nada nesse mundo? Eu, que nem quero sair pra não presenciar mais de perto esse tipo de deploração dos sentidos humanos...

Às vezes eu acho que devia era me internar num convento. Virar monja. Desligar o mundo de mim. Eu não posso fazer parte disso.
só espero que isso [esse nojo] passe... sempre passa, né!?

segunda-feira, dezembro 08, 2003

AH! Eu 'tô estranha... =/ 'Mó estranha'...
Onde já se viiu [aquilo que "quem te viu, quem te vê", sacas?], Ellen, A reclamante, A que falava pelos cotovelos, A que gostava de expor suas idéias e concepções de vida e outras coisas, A que conseguia falar de si e discutir sobre personalidades com seus 'amigos'... Quem já conheceu um mero fragmento do que fui deve estranhar. Eu, que conversava, agora não digo nada. Perdi a capacidade de me expressar. Tem um mundo de coisas que eu penso, mas na hora de botar pra fora eu travo, por que vai que isso incomoda alguém ,daí vem o ou outro alguém pra me dizer que eu causo desconforto, tristeza... Sim: eu fiquei medrosa, eu perdi o que mais gostava. Minha espontaneidade. A culpa é toda minha, por que EU me negligenciei e agora não quero fazer nada. Isso me incomoda mais ainda: EU NÃO 'TÔ NEM AÍ PRA ESTAR ME ISOLANDO.
O mode fuck all: ON. E saber que 'tá errado e não ter o menor saco pra pensar em tentar fazer algo contra... Daí que se nem eu me agüento..? Eu me decepciono. Eu não consigo ter mais nem uma conversa decente com um amigo. Eu os decepciono. Blá-blá-blá.

[talvez só mais uma crise de 'fobia social' - ecaT!]

domingo, dezembro 07, 2003

Ma' QUE BÓUSTA!!
Faz tempo já que eu não escrevo um coisa decente ??
Raiva de mim _|_
Mas... tem sempre um mas... eu ouvi uns seres dizerem algo de muito absurdo, eu odeio burrice escatológica. Ó só: um menino que tem cara de neandertal e uma menina que chama Paula, o que eu achei uma injustiça com o nome, os dois eu os vi comemorando terem passado no 'vestibular' de uma facul particular daqui. Os dois, que ainda têm que assistir aulas porque estão de recuperação final e média inferior a 5,0, pois é... Biologia: véio, que era aquilo de fonte de energia??? 'Mó difícil aquela prova de bio, hein!?
Poutzgrila!! Meu, fonte de energia é COMIDA e sim, eu acho um tremendo absurdo um ser que estudou provavelmente a vida toda num colégio particular simplesmente não ter noção de o que significa comida no fim do ensino médio... Ou tiveram professores realmente ruins ou eles é que são umas amebas. Nossa. Como eu sou preconceituosa :(

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Talvez eu devesse catar meu caderno e meus rabiscos e começar a publicar velhas e novas idéias. E talvez eu tenha me tornado insociável meio sem querer. Se é reversível, eu imagino que sim, pois quase tudo na vida o é. E 'tava passando Amnésia. Teve uma época que eu queria bater a cabeça num ponto que me causasse pelo menos esquecimento temporário, nem que psicosomático. E o professor novo de História do Brasil é praticamente uma anta. Saudade do Gilson, um cara que eu ainda não decidi se é esquisito mesmo ou só faz força [esse era o outro professor de história, o bom bagarai]. Deus me livre! O cara é pior que uma professora que tive na sétima e oitava série, que era sintomaticamente surda e burra, além de portuguesa da gema. Sério que eu sabia mais que ela... No way. acho que 'tô estressada demais. E eu odeio essa palavra. Modismo: qualquer coisa que te deixa puta da cara é por causa do stress Feelho: minha fase é aguda, é burnout, depois do stress. Hmm.
O Yuri, meu fedelho particular de 8 anos reprimidos por três irmãos mais velhos, duas avós, mais de vinte primos, 6 tios, 6 tias, mais [principalmente] pai e mãe, pergunta quase inocentemente:
- Dê, quando você faz aniversário mesmo?
Eu, pensando: lá vem...
- Dia 4 de julho, por quê? - mau-humor do caraleo...
- Aaaaaah... E quantos anos você faz ano que vem?
Eu: o nível vai baixar, certeza...
- 20. [com aqueeeeeeela convicção de quem não faz nada que presta na vida, nada de útil, tipo eu sou uma ameba]
- Noooossa!!! 'Cê 'tá ficando velha hein? 'Tá na hora de casar...
Eu: putz! onde esse mundo vai parar??
- AAAAAAAAAAAh!! Claaaaaro que NÃO!!
[eu estou certa]
Daí eu tive um ataque convulsivo de riso caótico...

quarta-feira, dezembro 03, 2003

Pieces of Me
----->clichezaaaço... mas não pude evitar =)

[... a Michelle Branch cantando 'A Thousand Miles' me dá vontade de abraço e Charlie Parker tocando 'Now Is The Time', desejos [estranhamente] etílicos de algo mais completo...]

Ontem e hoje os estudos renderam muito. Ontem foi a tarde inteira explicando matemática, física e química. Hoje a intensidade de esclarecimentos foi menor, só química. E eu ADORO dar aulas, desta ou de qualquer outra maneira.

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Agora, o 'Plano de Vida - by Ellen':
× Case com alguém que ganhe alguma coisa além do mínimo necessárrio para viver (comer, tomar banho, fazer cocô e xixi num banheiro decente, etc.);
× Por 5 anos (de casado), divirta-se;
× Por 2 anos, poupe dinheiro;
× Em 3 anos, tenha dois filhos (de preferência um casal, com o menino sendo o primogênito);
× O garoto deve se chamar Reynaldo (Dado) ou João Marcos, a menina Athena ou Paula;
× Crie os filhos sendo sempre presente, compreensivo, democrático, rígido, equilibrado, carinhoso...
× Não se esqueça de amar o cônjuge, e de dizê-lo (quase que principalmente);
× Mantenha-se sempre a disposição para diálogos (e não monólogos auto-explicativos e auto-indulgentes nos quais só o "ser pronunciante" tem razão);
× Procure freqüentar uma igreja, para aprender a ser tolerante o suficiente para con-viver;
× Tenha amigos;
× Vá ao cinema, leia livros, vá ao teatro, etc;
× Ame todos;
× Ame a si mesmo;
× Mas, não se esqueça (NUNCA!!) de NÃO TER UM PLANO B.

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Sr. Evandro: você 'há! eu já sabia' o quê?? ô_O

segunda-feira, dezembro 01, 2003

Queridas pessoas que porventura acessem este humilde blog sem grandes pretensões numéricas, ideológicas/intelectuais etc [ o blog, e sua respectiva dona]: façam o favor[pliiiz!] de deixar um comentário só pra dizer: ó, eu consegui abrir... EU NÃO CONSIGO VÊ-LO!!! AAAH!! [meu filhote pode estar agonizanteee...]

Talvez, talvez, eu seja um anjo numa pele de capeta pra tentar sofrer menos. Ou pode ser que eu seja um diablo na pele de anjinho pra tentar ir pro céu. Ou também pode ser que nãaoseja nada disso, mas eu não vou dizer a terceira opção por esta ser realmente deprimente...