quinta-feira, outubro 30, 2003

Umas quatro notícias. Duas mesmo boas, uma ruim... e uma eu não decidi ainda se boa ou não. Meu primo passou em terceiro lugar, sem nem terminar o terceirão, em Ciências Econômicas!!!!!!!!! E eu, eu mesmíssima, tirei 48 na redação, o que eu achei que serviria para amenizar minha agonia... Meu, 48 é 80% da nota, e isso é realmente muito bom. O máximo que eu tinha conseguido até hoje em vestibulares foi 40. Sim, eu estou feliz por isso :)

Às vezes eu me surpreendo com minhas reações. Não, não passei no vestibular, e posso dizer que foi a prova de biologia que acabou comigo. Depois dela comecei a me cobrar e as coisas não foram melhores, por que elas tinham que ter sido bem superiores em aproveitamento. Enfim.

E a quarta notícia é que fiz inscrição para o vestibular da UEL.

quarta-feira, outubro 29, 2003

Skimarink dink din
Skimarink dink du
Te amo
Te amo de manhã quando o sol já vem
Te amo à noitinha quando a lua vem também...
[acho que é assim, ontem assisti Xuxa depois de uns 10 anos]

Boi, boi, boi
Boi da cara pre-ta
Pega essa menina que tem medo de care-ta
[acho que estou com medo]

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E hoje, dizem, é o cinqüentenário da morte do Graciliano Ramos. Não é só de "Vidas Secas" que escreve o homem... Parecia que ele escrevia vivendo num limite, não, numa certa tensão pré alguma coisa que não se sabe boa ou ruim. Não, não vou dizer: tipo eu agora. É, mas não vou dizer.

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Estou péssima, para dizer bem a verdade. Horrível não ter certeza. Quase certeza que não vou conseguir dormir essa noite. E nem sei o que é que vou ficar fazendo, por que sei que ler "Baudolino" [do Umberto Eco] não vai dar.

Talvez eu leia a Bíblia, em busca de consolo etc, em busca de ânimo, colo. Por que: quem é que vai me perdoar por eu não ter sido tão boa quanto esperavam que eu fosse, quanto eu esperava ter sido.

Talvez não exista dor maior que decepção, principalmente se for em relação à nós mesmos... [ou a pessoas que gostamos muito, que somos leais, que apoiamos em qualquer circuntância, que parecias ter nos apoiado, que acreditamos, que colocamos nossas mãos no fogo... mas essa é uma outra - looonga - história, que eu conto, ou não, outro dia]

terça-feira, outubro 28, 2003

Eu tenho um problema. Um problema muito grave. Eu tenho COMPULSÃO em escrever. Se eu pensar e não escrever na hora, eu esqueço. Daí que depois eu fico puta comigo! Fora que o que eu falo, eu acabo esquecendo, ou não lembrando direito... Uma bosta. Eu tenho que estar lendo ou escrevendo o tempo todo. Afora a mania besta de "I need you"... mas essa todo mundo já sabe, eu acho.

Mas então. Sempre foi assim, eu sempre tive agendas e cadernos, que muita gente lia e quase sempre não entendia. He-he. 'Tá. Isso tá pior agora, deve ser meu estado de ansiedade extrema que vai acabar me consumindo até quinta-feira, eu já falei disso. Minha pele estava ótima, meu estômago idem, até dia 13. Minha pele tá quase uma bosta, meu estômago idem. 'Tô reclamando um monte, mas foda-se, aquela velha história de "o blog é meu, eu escrevo o que eu quiser, and fuck you!!!'.

Legal é que depois da fuckn' quinta eu vou começar a chorar desesperademente etc.

A BOA notícia é que a inscrição para o vestibular da UEL foi prorrogada [diga-se de passagem: de novo] até... tcharammmm: DIA 30!!! Acho que me parto pra lá... [com apoio finenceiro e tudo de tio, já que meu pai me deserdou até das dívidas] 'Tá errado, I know...

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Estou desesperadamente afim de dar carinho. Aquilo de abraçar, ouvir, ninar, cafuné, ombro, colo e tudo o mais. E o mais esquisito: eu não espero naaaaaaaaaada em troca. Preciso urgentemente de um psicólogo. Ou de conversar :)

domingo, outubro 26, 2003

AAAAAAAAAAAAAh! Lá vem problema, mas eu não vou pensar nisso agora. Nem depois, eu espero. He-he...

Então que teve um negócio massa hoje. Depois do almoço foi todo mundo pro meu quarto, Ana, Francisco, minhas duas primas e minha irmã. Whatever... que importa. Depois pessoas empenhadas me ensinaram a jogar baralho [mau-mau], e o Francisco fulo por que eu ferrava ele direto, comédia. Quando ele foi embora entrou no icq e, sabe, foi legal dar muuuuita risada com ele hoje.

Quinta-feira é o dia do desespero. Vamos, rezem por mim!! Talvez em breve eu fique impossibilitada de usar a net, liguem. Senão ninguém vai pro céu!!
Primeiro as "inutilidades"...
Falemos então do 'find' que ainda não terminou. Ontem eu fui a um churrasco dum amigo da Ingrid, e joguei futebol. Acho que estou virando menina direita, não bebi nem coca-cola. Mas eu nunca bebo coca-cola. Eu não gosto de coca-cola. Daí eu vim para casa e depois fui à igreja com minha mãe. Minha prima [uma das trocentas que eu tenho, minha família é mui grande] tava lá e eu fui pra casa dela assistir "O Senhor dos Anéis - A sociedade de Anel"- é o primeiro - e "Tempo de Despertar". Esse último é baseado num livro de mesmo título do Oliver Sacks, um médico não-tapado como tantos, neurologista, sobre uns pacientes em estado catatônico. Ai-ai. Imagina se deu ou não vontade de ser neurologista de novo?

Agora Ana resolveu aparecer aqui, o Francisco ficou de ligar e eu estou rezando para a Ingrid não lembrar que inventou de ir ao cinema hoje. Eu até gostaria, mas como? Se minha tia está vindo almoçar aqui? Vida cruel...

Bem, se alguém puder, diz aí como é que eu faço pra por um daqueles linkzinhos do icq... plizzz!?

sábado, outubro 25, 2003

[ talvez meu grande problema seja que meu mundinho é formado por meninos & meninas, e não por homens & mulheres, talvez complique mais ainda o fato de eu desejar que me protejam - ai que brega!!! ]
Que droga! Não consigo abrir nenhum endereço que tenha "blog"... Fico super fliz quando meu voyerismo internético é tolhido :(

Está passando um filme completamente ridículo na tv [ Scanners 3: fala sério ], estou sem sono por que dormi das 18 às 21h. Que bosta. Nada de inspiração. Não saí, não quero sair. E o pior: vontade de beijar na boca. Sim. Pior por que eu não quero fazer nada do que é necessário para se ter a quem beijar [ não sou adepta daquela história de por gelo num copo e "exercitar" a língua, não fiz isso aos 10 anos, não é agora que farei... ]. Ai Jisuis! Por que não cai alguém do céu, eu dou uns beijos nele e beleza, ele vai embora e adeus? Nem precisa me amar, essas coisas, etc...

Ok, eu andei tendo umas chances, mas naquelas horas eu não quis. Que bosta. :þ
Que peninha de galinha, acho que vou me enforcar num pé de cebolinha...

quinta-feira, outubro 23, 2003

Segundo minha irmã, agora o SBT vai fazer o Pop Stars - Gay...

Sabe, eu sou péssima nesse negócio de perder. De gente que eu gosto morrer. De perder qualquer coisa. Dói muito e eu quase nunca me recupero. Até hoje, quando lembro dum bonequinho com cara de tomate que eu perdi quando tinha 6 anos tenho um nó na garganta... E foi tão difícil ganhá-lo...

Eu odeio perder. Não sou nada-nada esportiva. Meu espírito esportivo é quase nulo. É nulo. Pode ser que eu seja uma covarde, mas por enquanto não vejo a menor necessidade de me expor à uma perca da qual eu demore para começar a me recuperar.

Mas as piores perdas são as não computadas. Aquelas que demoramos para perceber. Meu avô morreu e embora eu desejasse que ele fosse imortal, embora eu tenha até acreditado nisso... Eu simplesmente não acreditava que ele pudesse me deixar. Nunca ele gostaria de não estar aqui. Nunca ele não estaria lá, no dia em que eu me formasse. Ele acrediatava em mim mais do que qualquer pessoa. Ele me botava para cima, tinha orgulho de mim e e não me pressionava como todo mundo, ele tinha certeza. A mesma certeza que eu tinha de que ele não morreria jamais. E "nunca diga nunca"... Aprendi isso num gibi, quem diria. Ele adorava me ouvir rir sozinha das histórias da Mônica, às vezes perguntava: minha gata borralheira, do que é que tá rindo à toa?

Podia parecer que eu não ligava muito. A verdade é que eu sabia que um dia ele tinha que ir embora. E eu às vezes só queria que Deus fosse legal comigo e me levasse antes dele. Quantos acidentes absurdos imaginei-me morrendo. Mas era eu e mais ninguém. Essa é do tipo computada - a perda.

São esse pequenos absurdos que se passam na minha cabeça. É o medo de perder que me faz não aparentar sentimentos, fazer observações idiotas que por vezes são além de estúpidas, inúteis e sarcásticos - leia-se que tem alto poder corrosivo, que machucam. Meus aspectos negativos são memso horrorosos...

Por perdas não computadas entendo os amigos perdidos pelo caminho. Será que eram mesmo amigos?

De qualquer maneira, é por isso que eu fiquei com aquela cara de brava quando saí com a Ana, foi por isso que não dei a mínima para o moço que queria me beijar, foi por isso que dei um troféu jóinha para o outro que disse "mas que ela é linda, é...", foi por isso que quando me ligaram com uma conversa de "agora já passou o vestibular, vamos sair? - você prometeu" eu disse que não... Xinguem-me.
Eu morreria feliz se um dia no fim da vida eu olhasse o espelho e fosse capaz de me reconhecer após tantos anos, reconhecer os defeitos, ser possível sentí-los como calos do tempo, ser capaz de admití-los sem maiores dores e conseqüências ameaçadoras à outrem. Melhor ainda: reconhecer velhas qualidades.

Eu gostaria de um dia amar tanto alguém e confiar tanto (porém não cegamente, que fique claro) que não precisasse de esforço para dizer amo você. Um amor tão puro que eu pudesse cantar:
"O problema é que eu te amo
Não tenho dúvidas que eu queria estar mais perto
Juntos viveríamos por mil anos
Porque o nosso mundo estaria completo
"

(sem medo de ser mal interpretada)

Adoraria que minha criatividade não servisse somente a mim, que um dia ela fizesse mais pessoas se sentirem bem. Bom seria que minha mal-fadada inteligência realmente causadora de problemas fosse capaz de imaginar coisas mais positivas, que gerasse outras tantas positivas.

Não precisa ser nada agora, e ter certeza é relativo, embora muito mais confortável. Não há necessidade de ser hoje ou amanhã ou em pouco tempo, nem precisa de ser o próximo namorado que vá me dizer quero ficar só com você. Bom seria se fosse a vida toda. E mesmo não gostando da totalidade de Vinícius de Moraes, aquela velha história de "ser infinito enquanto dure"...

segunda-feira, outubro 20, 2003

Vendo "The Green Mile" [ não lembro se tinha o artigo ou não ] pela quarta vez. Não porque quis, mas por pura causalidade. Assisti no cinema, com a Ingrid, o Garcia e o Black, dois colegas de colégio que encontramos lá por acaso. Ela é tão chorona que - eu sempre tiro sarro dizendo que ela chorou no final de "Godzilla" [ é assim? ] - as lágrimas se acumularam na borda da lente dos óculos e fizeram tipo uma cachoeirinha e escorriam até o queixo. Ela segurva minhas mãos, pra dizer a verdade, quase as arrancou. Ver filme de terror, suspense ou drama com a Yu é realmente um problema, pode-se sair do cinema com uma delas decepadas, ou as duas.

Bem, o fato é que eu nunca choro quando assisto à filmes, sejam como forem. Mais fácil eu me emocionar com o brilho do luar refletido nas folhas duma jaboticabeira ou com uma gota de sereno pendente no pingo d'ouro. Pode parecer piegas, e certamente é. Pura realidade em se tratando de moi.

Blábs e nhé...

Hoje eu desabei em choro quando minha tia perguntou sobre o vestibular. Aliás, todo mundo sabe que fiz o tal, todo mundo vem perguntar sobre. E me sinto péssima em desapontar tanta gente, inclusive e talvez principalmente eu. Aquele monte de "tias" em cima, carinhosamente tentando me consolar, que você é muito novinha ainda... olha a Priscila, já tem uns 5 ou 6 anos que ela tenta e não desistiu... você é tão inteligente etc-etc-etc. Que eu faço? Chora mané.

O PIOR É QUE EU ESTUDEI!! [ quer dizer que devo ser burra mesmo... pula ]

sábado, outubro 18, 2003

Assim, só pra dizer que, apesar de tudo, eu diria que está tudo relativamente bem. Continuo a mesma coisa que sempre fui. Pensando demais e quase conformada com isso. Blá.

Daí que a Gabi ligou aqui e ela fica dizendo que eu sou forte etc mas uma vez eu li um treco sobre força e não parecia ter nada a ver comigo, blá-blá-blá... Pensa-pensa-pensa. Saudade de um monte de gente. Mas acho que ainda não está na hora de parar com a greve de paixonite aguda e crônica. E meu primo vem de Cascavel semana que vem pra me animar um pouco.

Tem mais: todo mundo quer que eu saia-saia-saia, mas eu quero ficar-ficar-ficar [em casa]. Quero só EU-EU-EU. Individualiiiiismo... O foda é que eu não amo mais ninguém. Com todos os sentidos que a frase possa ter. Quem já sentiu aquele super vazio pós. Isso passa, se não passar, acostuma-se.

Ai que m.
Eeeeeeeeeu!! Ai Jisuis como me faz falta um voyerismo internético!!
Começo com as notícias boas: sabe simulado? De vestibular? Então, o cursinho realizou um e a cdfuda aqui ficou em primeiro lugar. Nossa-que-massa-eu-tirei-pelo-menos-um-primeiro-lugar-na-vida...

O vestibular acabou. Só não decidi ainda se isso é bom ou ruim. A probabilidade de ser ruim é bem maior, já que eu, um ser do além, consegui ir mal justamente na prova de biologia, que tem peso quatro. E olha que eu não deixei de estudar a matéria só por que fiz o primeiro ano de Ciências Biológicas. Que legal. Mas pelo menos não fui só eu que fui mal... Ai-ai.

Daí ontem eu saí com meus amigos futuros biólogos e a Ingrid. Legal, povo doido e eu nem bebi nem fumei. Convicção de ser pura, santa e virginal [ pelo menos a terceira parte é de verdade ]. Dormi na casa da Gabi e então ela contou que uns certos caras que não foram legais comigo são pessimamente mal-recebidos pela minha *turma [ tá, a *palavra é medíocre e eu cometi uma redundância proposital ]... Se fodeu, se fodeu. Eu sou ruim.

Sabe aquelas pessoas pra quem a vida só deu errado? Minha mãe. Acabei de ficar fula com ela, porque tem a doce mania de me botar pra baixo. É melhor você desistir da Medicina... Como se não bastasse a absoluta falta de apoio financeiro da parte do meu pai. Aliás, um dia eu crio coragem de perguntar pra que é que eu obedeço e respeito e sou uma mula [ empregada ] doméstica, se eles nem sequer querem me dar um centavo, apoio moral ou abraço em momentos de absoluto desepero.

Já que estou num momento de hugh!, meu pai é daqueles super amigo [ dos amigos dele ] carrasco em casa. Se eu fico mal... imagina essa situação: você está à beira de um precipício, seguro apenas pela ponta dos dedos. O que se espera de um pai? Que ele vá lá, segure em suas mãos, te tire do perigo, certo? Agora, a catastrófica atitude do meu pai: ele vai, olha pra mim, e diz "se você está aí, nessa situação, é por que fez aguma coisa errada... VOCÊ ERROU, VOCÊ ERROU, VOCÊ ERROU!!! " Daí ele pisa nos meus dedos e eu caio e ele vira as costas... Super legal, né!? E o pior mesmo, é que não estou exagerando.

terça-feira, outubro 14, 2003

eu, aqui. na firma do meu tio... em meio ao vestiba... já volto!!
beijos