quinta-feira, outubro 23, 2003

Eu morreria feliz se um dia no fim da vida eu olhasse o espelho e fosse capaz de me reconhecer após tantos anos, reconhecer os defeitos, ser possível sentí-los como calos do tempo, ser capaz de admití-los sem maiores dores e conseqüências ameaçadoras à outrem. Melhor ainda: reconhecer velhas qualidades.

Eu gostaria de um dia amar tanto alguém e confiar tanto (porém não cegamente, que fique claro) que não precisasse de esforço para dizer amo você. Um amor tão puro que eu pudesse cantar:
"O problema é que eu te amo
Não tenho dúvidas que eu queria estar mais perto
Juntos viveríamos por mil anos
Porque o nosso mundo estaria completo
"

(sem medo de ser mal interpretada)

Adoraria que minha criatividade não servisse somente a mim, que um dia ela fizesse mais pessoas se sentirem bem. Bom seria que minha mal-fadada inteligência realmente causadora de problemas fosse capaz de imaginar coisas mais positivas, que gerasse outras tantas positivas.

Não precisa ser nada agora, e ter certeza é relativo, embora muito mais confortável. Não há necessidade de ser hoje ou amanhã ou em pouco tempo, nem precisa de ser o próximo namorado que vá me dizer quero ficar só com você. Bom seria se fosse a vida toda. E mesmo não gostando da totalidade de Vinícius de Moraes, aquela velha história de "ser infinito enquanto dure"...

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