domingo, dezembro 14, 2008

"Logo você
Que dizia saber
Não sabe
Aonde quer chegar
Olha o que fez
Perdeu-se outra vez
Não sabe
Aonde quer chegar"
Mop Top again... Aonde quer chegar. Agora serve para mim.
Acabei de assistir a um filme. Dava tudo errado mas no final deu tudo certo. Típico e tal. Daí eu comecei a pensar. Agora fudeu por que não lembro mais de nada. Mas o que interessa é que comecei a pensar uma coisa que não tinha nadíssima a ver com o filme. Engraçado isso de minha cabeça fazer conexões "ao acaso".

Tenho dado muitas aulas. Não descansei ainda. Tenho aulas para dar até terça-feira. Minhas aulas, quer dizer, o internato, começam dia 19. De janeiro. O que significa que terei pouco mais de um mês de descanso. E é esranho o fato de que provavelmente estas serão minhas últimas férias de mais de 30 dias. Talvez também as últimas com mais de 15 dias seguidos. Por que do 5° para o 6° ano serão umas duas semanas. Daí o 6° ano acaba em outubro. E com diploma na mão e CRM no bolso, óbvio que vou trabalhar, dar plantões afim de juntar dinheiro. E estudar muito para as provas de residência. Se eu passo de primeira, as "aulas" começam em fevereiro (acho). Até isso, plantões. Depois de começar, nunca mais pára.


Eu sempre pensei que se ainda não deu certo é porque não chegou ao fim. O que é um tanto contraditório e talvez até meus verdadeiros amigos achem que não combine nada com minha natureza cáustica... Sim, acabo sendo otimista. Apesar de extremamente insegura, ansiosa e sei lá mais o quê. Talvez só queira algo ou alguém. Mas se for mesmo isso, espero que seja como um resfriado - você pensa que vai ser uma gripe, e é só uma coisinha passageira. Realmente espero que meus amigos e minha família me bastem.


Acho que me conheço o suficiente para saber que não acredito em mim como deveria, como mereço, como outros (os que me amam, presumo eu) crêem em mim. Acho que meus conhecimentos não bastam, queria conseguir não dormir, não me divertir, não sentir tanto, só estudar e estudar e estudar... Sim, não queria ter uma "vida". Engraçado que pensando nisso agora estou com um puta nó na garganta, daqueles que doem um monte.

E minha cadela pitbull está deitada no sofá, roncando e provavelmente sonhando, uma vez que emite uns grunhidos enquanto dorme. Ainda bem que ela está em casa agora, por que meu poodle morreu atropelado e ele era realmente muito amado, faz muita falta. Agora ele estaria no sofá, rolando, derrubando almofadas e desarrumando o manto que a mamãe põe em cima do sofá. Daí eu diria: Thor seu capetinha, pára já com isso! Ele ficaria em posição estática um minutinho. Então desceria do sofá, espreguiçaria e viria até mim, focinhar minha mão para ganhar cafuné. A Hera é mais de dormir e arrastar um pano ou um pau, ou qualquer coisa que ela consiga carregar para que você jogue e ela corra atrás feito doida. Acho que adoro cachorros, no? (pelo menos os meus)

Será que eu mereço o que tenho? Será que mereço mais?

Rá. Lembrei o que estava pensando depois do filme... Era que todo mundo sempre diz que é melhor o arrependimento por algo que fizemos do que o gerado pelo que deixamos de fazer. Mas me permito discordar. Explico. Eu não sou assim. Eu me arrependo sim das cagadas que fiz nesta vida. Provavelmente vou me arrepender de muitas mais. E vou continuar sendo precavida demais. Vou continuar deixando de fazer coisas (não queria usar "coisas", mas não encontrei outra palavra...) por medo de me arrepender depois. Por que não tenho tanto aquela dor da dúvida. Esta dói menos que a dor causada pelas cagadas muitas vezes inexplicáveis que faço.

Pode ser que eu esteja assim meio dert porque fiquei sem tomar os remédios por uns três dias, o que não é bom. Tenho relaxado muito no meu tratamento medicamentoso. Não tenho me esforçado muito. Isto não é bom, eu sei. Só que às vezes cansa. Cansa o tempo todo ter que se vigiar. Cansa saber que você tem uma disfunção no cérebro, ele funciona errado, e para não te causar maiores problemas, você terá que tomar remédios pela vida toda. Provavelmente fará terapia a vida toda (mas dessa parte eu gosto... adoro terapia, o fato de poder conversar com alguém que nunca vai te trair, nunca poderá usar o que você pensa, diz e sente contra você), visitará o psiquiatra uma vez por mês. Enche o saco. Andei gastando mais do que devia, nada descontrolado, mas poderia não ter gastado. Sintomas de mania. E essa tristeza, sintomas de depressão. Um saco...

Esse post já está enorme e eu nem falei tudo que queria. Whatever. E reprovei no inglês. Suck. Não sei se vou fazer cursinho para residência ano que vem, o que eu queria muito - por motivos que aceito ter e por motivos (obscuros) que não quero admitir nem para mim mesma, hohoho... Meu pai vai voltar a trabalhar em casa, o que terá conseqüências boas e ruins. Como tudo na vida - tão clichê. Tá.



p.s.: está certo escrever "ter gastado", depois de verbos curtos, vem um verbo longo... assim falou um ex-professor de gramática, um que deu aula para o Pasquale... calem a boca :P

sábado, novembro 15, 2008

Absurdo, é um absurdo


Depois tem quem se pergunte por que a saúde brasileira é esse caos... tem que não se toque e ache que tem apenas direitos, deveres são para quem não tem dinheiro. Porquê eu tive que passar pelo "massacre psicológico" que é o vestibular no Brasil e outras pessoas não? Serei melhor profissional? Acredito que sim... Não estou dizendo que uma pessoa que estude na Bolívia será pior profissional que qualquer um que estude no Brasil, mesmo porque existem umas faculdadezinhas chulé por aqui também... O fato é que geralmente alguém que opte por estudar por lá, não está muito afim de se esforçar, e eu acredito que sem esforço ninguém aprende a dar valor à vida - não apenas na sua, mas nas mais importantes, nas vidas de quem você, futuro médico, deve amar, cuidar, não necessariamente salver... 

Que bosta! Acho podre isso: você se mata de estudar, daí vem um playboizinho endinheirado "papai quer que eu sseja médico", faz a faculdade nas coxas e tem o mesmo título que você, um carimbo com CRM e tudo... Tudo bem que para ele passar na residência sem pagar vai ser *quase* impossível (mesmo por que, o papai pode ter Q.I. = quem indica). 

Mas ele tem dinheiro para montar um consultório 10.000 estrelas - coisa que você, pobre coitado, não fará tão cedo, não antes de trabalhar feito um camelo por no mínimo 10 anos. E as pessoas, os pacientes, vão com a cara do tal consultório: "Olha que bonito! Se ele tem um consultório assim, tão chique, deve ser ótimo médico, senão não teria tantos pacientes, não é mesmo!?". E vão com a cara dele, que está sempre descansado, por que não tem que trabalhar demais - papai ainda lhe envia R$ 10.000 por mês, de mesada, para ajudar no início da carreira - pobrezinho, já se esforçou tanto na faculdade! O orgulho da vovó!

E quando ele fizer 2.500 cagadas por que nunca estudou direito então nunca vai estudar, ninguém vai conseguir cassar seu CRM, por que ele já terá dois milhões de amigos médicos, que não permitirão tal barbaridade com um colega tão agradável...

Whatever... como diz minha irmã: "alguém te obrigou a fazer medicina?" Ô o




p.s.: não me entendam mal... acredito do fundo do meu coração que também existem exceções, que existam pessoas que estudam em faculdades particulares na Bolívia ou no Paraguai e que se tornam bons profissionais, por se dedicarem, por estudarem e por fazerem o que gostam/gostarem do que fazem, da mesma forma que também há quem estude nessas faculdades que todo ano o MEC diz que vai fechar e que se formam muito bons profissionais. Não me entendam mal. Só estou falando da maioria que é vagal e etc.

segunda-feira, novembro 03, 2008

odeio lamuriar - mas hoje eu preciso

Odeio quando o tempo passa e as pessoas que amamos se afastam a ponto de o amor que sentem pela gente acaba. E não significa nada o fato de você ainda amá-las. Odeio o fato de não fazer a menor diferença. Odeio por que... por que me sinto ignorada, sem valor nenhum. Eu tenho que parar com isso de só sentir que tenho valor se for "necessária". Eu me odeio, também às vezes.
Mas eu havia prometido parar de falar tanto odeio para um grande amigo - mas até quando ele será meu amigo? Fico me perguntando se é/foi realmente uma grande amizade se nem resistiu à distância... E fico me perguntando se não é egoísmo.
Cansei. Eu realmente cansei. E vou ter que me acostumar a perder pessoas pelo caminho como contas de um terço que você vai rezando para, apesar do cansaço, seguir em frente, ainda acreditando que pode fazer diferença no "mundo cão" [hahaha, piadinha cretina].
Cansei de ser a boazinha que engole todos os sapos do mundo. E cansei de ter dó de mim.
E não acho que estamos nesse mundo apenas para sermos felizes. Devemos ser capazes de proporcionar felicidade. Devemos ser responsáveis.
Mas eu vou conseguir - por que não sou de desistir assim, tão facilmente. Nem que seja à base de porrada. E tenho dito.
Agora vou chorar até dormir.

domingo, outubro 26, 2008

maybe I'm amazed

" Mesmo que não acredite
Em amor de verdade, em beijo de filme
Tem que haver
Alguém nessse mundo
Que não te despreze, que não te repulse
Pois mesmo que não acredite
Em conto de fada, em beijo de filme
Tem que haver
Alguém pra te amar"
Beijo de filme - Mop Top

Boa música, eu gosto. E parece com o que eu espero. Talvez exista alguém - que obviamente eu ainda não encontrei, ou que ainda não me encontrou - para me amar. Para me suportar. Talvez realmente exista isso de "amor de verdade". E, talvez, maybe babe, talvez algum dia alguém seja capaz de me amar, mesmo comigo sendo assim tão gauche, tão difícil, tão eu, tão intensa - exagerada mesmo, mesmo sendo meio gorda, mesmo sendo tão crítica, mesmo sendo futura médica.

E já que toquei no assunto, deixa eu reclamar de uma "injustiça" a cerca do curso de medicina... Às vezes eu penso que devia ter escilhido outra coisa para fazer. Mas sou meio tapada. Jamais seria capaz de ser psicóloga. Nunca conseguiria ser arquiteta. Talvez conseguisse ser pedagoga. Digo isso por que são profissões que eu admiro. O fato é que devia ter resolvido ser bonita e me casar. Mas, como acabei de dizer, sou mesmo muito tapada... Whatever.

O que quero dizer é que homens que fazem medicina são paparicados, perseguidos, sempre tem alguma mulher afim deles, por amor ou por interesse, mas sempre tem. As "asmáticas". ASMA é agarre seu médico agora. Yeah, baby! Realidade. Nem é exagero meu. Pura verdade.

Agora pergunte como é mulher que faz medicina? Ou ela "consegue" um também médico, ou desiste. Por que você acha que alguém quer uma mulher que eles homens acham que é mais inteligente que eles, que eles acham que vai ganhar mais que eles? Pois então. É assim que as coisas são. E se você não for exatamente uma Giselle Bündchen, cai fora. Desista. Ninguém vai nem olhar para você, honey.

Pronto. Reclamei. E não venha com a porra da idéia de que sei lá, isso não é verdade e eu sou uma despeitada que não arruma um namorado. Eu não quero um namorado. Pelo menos, não agora. Por que isso desviaria minha atenção. Eu teria que dar atenção à alguém. E por nada nesse mundo gostaria de não ter a carreira que sempre sonhei. Por nada nem por ninguém. Não quero marido. Nem filho. Quero ser muito boa no que resolvi fazer.


domingo, setembro 28, 2008

Começou por que o curso de medicina completou 20 anos. Daí resolveram fazer um jantar dançante todo chique e cheio de gente importante para comemorar. Daí eu e uns amigos resolvemos ir. Estava muito legal e me diverti pra caramba :p

Quando chegaram para me buscar em casa, um amigo ficava: "onde tem uma farmácia". Achei que estava doente, sei lá... Daí ele voltou com dois vidrinhos e sussurrou: ô Ellen, você vai beber? Eu:ah... acho que sim! Ele: quer um protetor gástrico? Eu: ah, dá aí. Pronto. Eis o início da história toda :)

Bebi. E como não passava mal, bebia mais. Sabe aquilo de "cu de bêbado não tem dono"? Pois é. Não. Hehehe. Da metade da festa para frente não lembro nada. E é sério isso. Embora meus amigos não me levem muito à sério. Dois deles já me disseram: ah Ellen, isso que você diz de ter esquecido é mentira... é impossível... dúvido que você não conte nada para sua psicóloga!! Mas é verdade, só sei do que me contaram.

Mas o que deu merda mesmo foi a consequência de ter bebido. A perda de controle... Os riscos não são calculados. E eu, pessoa extremamente racional, calculista mesmo, que odeia surpresas, caí numa armadilha besta. Odeio sentimentos.

Aconteceu que, assim que encontrei um outro amigo meu - grande amigo, que adoro - ele me contou que havia terminado o namoro, de bastante tempo - uns 3 anos, acho. Aconteceu que a gente ficou. Eu não acredito nisso. Em como fui deixar isso acontecer. Mas tudo bem. Agora estou tentando achar um jeito de impedir que isso estrague a amizade. Mas acho difícil. Essa mistura costuma não dar muito certo.

Aff... Esse post não ficou tão bom quanto eu queria. :/

Um dia desses eu vou falar sobre remédios. Acetato de ciproterona, meu grande amigo [não, não é droga ilícita, não]. :)


Faz quanto tempo? Uns 20 dias... Provas e mais provas. Expectativas - vem aí o 5° ano - não sei ainda se é bom ou ruim, sei que dá um frio na barriga... Imagina quando o que vier pela frente for o 6° ano? Eu me formo em outubro de 2010, daqui mais ou menos dois anos... E é engraçado isso, de como o tempo passa rápido, às vezes rápido demais. Por que eu me lembro de coisas antiiigas - como quando eu estava na 1ª série fundamental e achava o máximo minhas primas, que estavam na 8ª... pensava em quanto tempo iria demorar para eu chegar lá. Hehehe. Estranho, no mínimo.

Semana passada saí sexta e sábado. Para quem me conhece, sabe que é um acontecimento. Sei lá. Este ano me dei conta que passou a faculdade, a tal melhor fase da vida e eu não fiz nada. No 1° e 2° ano por que trabalhava feito doida. No 3° por que a única coisa que eu queria era desaparecer - e isso não é figura de linguagem. Deprê total e séria - por que será que tomo 3 remédios diferentes todo dia? :p Daí que deu um treco, por que 5° e 6° ano são barra. Legais, mais bem cansativos. Brincar de médico não é fácil, viu...

Esta semana foi muito cansativa. Trabalhei muito para juntar $$... vou para um congrsso em Campo Grande. E provas, muitas provas. Odeio provas... mas odeio mais ainda trabalhos.

Vou contar do jantar.

segunda-feira, setembro 08, 2008

Quatro e pouco da tarde, acabei de voltar da aula de medicina legal, tenho prova quarta, de pediatria [sucks, não que eu odeie crianças... se me mandarem cuidar de uma, cuido numa boa, tudo certinho, dou banho, papinha, faço dormir etc... mas não me mande brincar com ela, nunca fui muito boa nisso, nem quando eu era criança... enfim...]. À noite tenho inglês e não fiz a tarefa.

Mas... Depois da aula, à tarde, fui atrás da mamãe, que estava no médico urologista. Daí que quando cheguei à clínica, fui informada que ela havia acabado de entrar no consultório. Vou, não vou... entrei, na maior cara-de-pau. Aparentemento, o médico não gostou muito da idéia. Mas... tudo mudou, repentinamente, quando ele ficou sabendo que faço medicina, e na UEM [rá rá rá]. Daí ele começou a tratar bem, explicar o que era melhor fazer, encaminhou o exame sem delongas, e mandou minha mãe retornar, sem nem mesmo precisar de agendar consulta - o que demora uns meses [não temos plano de saúde :/]. Disse à ela que era só ir ao consultório particular dele, dizer que era minha mãe... Hahahaha :P Eu realmente ADORO fazer isso... dizer que faço medicina, por que daí o tratamento muda - o que deveria ser assim com todos, por que, muitas vezes [não se pode negar], o tratamento pelo SUS é diferenciado [para menos].

Lembro de uma vez que fui ao oftalmologista. Primeiro que havia duas entradas: uma chiquérrima para consultas particulares e conveniados... e outra, para pacientes do SUS... Sabe como era a do SUS? Uma portinha de meio metro de largura, literalmente encrustrada [é assim mesmo que se escreve?] numa parede, beeem longe da entrada dos "ricos". Sacanagem! Daí EU resolvi sacanear... Entrei para minha consulta, o médico nem olhava direito para a minha cara. Mas... tudo mudou! Assim que disse a ele que já estava cursando a matéria de oftalmologia na faculdade.
- Faculdade de quê você faz?
- De medicina... [sarcasmo no olhar oÔ]
- Onde?
- Aqui, na UEM... [hohoho... satisfação com a cara de espanto dele, como sou má]
Então, conversou comigo, sugeriu lentes de contato, que era só ir à clínica dele, e tal. Pois é.

Quer outro exemplo? Há aqui na cidade uma clínica com três entradas: uma para particulares [tipo mármore de Carrara no piso], uma para conveniados [até normalzinha] e uma para o SUS [não tem nem cadeiras para todos...] Esse tipo de coisa se repete em todos os lugares que prestam serviços tanto ao SUS quanto para os outros. E eu acho, sinceramente, sacanagem. Espero que o tempo e a arrogância não me façam mudar de idéia. Já me disseram que não se pode misturar os pacientes por que os ricos não gostam, o que eu não duvido nem um pouco. Mas então por que não fazem três entradas iguais? Não é 100% certo, mas é menos errado...

quinta-feira, setembro 04, 2008

Diz um amigo meu, que obviamente também estava no tal jantar dos 20 anos, que aconteceu este diálogo entre ele e eu [que estava tomando tudo]:
- Ellen, por que você está com duas taças nas mãos?
- Uma é para a Ellen, e a outra, para a Andressa...

p.s.: meu nome é meio mexicano - Ellen Andressa [aff mau gosto]

domingo, agosto 17, 2008

Estava procurando um envelope para minha irmã. Achei. Estava junto com cartas antigas. Cartas da minha amiga que fez faculdade na USP - no primeiro ano, nos correspondíamos regularmente. Junto também tem umas cartas de um ex-namorado, o segundo, o mais complicado, o que doeu mais, etc.

Nós começamos a namorar no meio do 2° ano do ensino médio. Acho que no começo ele gostava mais de mim que eu dele, e isso gerava uma nóia tremenda, que gerava discussões, que acabou minando tudo - porque apesar de eu amar ele, no fim achei melhor terminar tudo, por que não agüentava mais aquela situação de angústia (é bem essa a palavra). Quando brigávamos, eu sempre cedia alguma coisa, só para desviar a atenção dele momentaneamente, daí a discussão dava um tempo - mas sempre voltava.

Um exemplo de como era: ele sentia vontade de dizer que me amava o tempo todo, mas como eu não era assim, ele achava que se fizesse isso, estaria me enchendo o saco, então eu deixaria de gostar dele... é muita esquisitisse para uma pessoa só. E eu tentava o tempo todo mostrar para ele que a coisa não era bem assim. Tudo muito complexo para crianças de 16 anos. Ainda assim, namoramos 1 ano e meio, e pouco mais de 1 ano depois, voltamos a namorar, por duas semanas.

Então. Enquanto procurava o tal envelope para minha irmã, achei algumas cartas dele e minhas também [eu fazia rascunhos, e guardava]. Li uma delas, ele dizendo que me amava, que se eu tivesse um problema, se eu ficasse triste, ele também ficaria, e por aí vai... O fato é que me lembrei de uma coisa até engraçada, ou não. Uma vez ele foi em casa e, para variar, brigamos. Sabe lá Deus por quê, mas ele estava com todas as minhas cartas na bolsa. TODAS. No meio da briga, ele pegou e RASGOU todas elas! Eu fiquei possessa - pensa que é fácil ter inspirações românticas para tentar convencer seu namorado que você gosta dele sim, que não tem nada a ver as nóias dele, que vai dar tudo certo, e que sim, se possível, você gostaria de ficar com ele o resto da sua vida??? [eu queria... e continuei querendo até uns dois anos atrás]

O que eu fiz? A primeira coisa que vi, joguei nele com toda minha força. Sabe o que era? Hehehe... Uma lata de nescau cheia de pregos. Pois é. Na cabeça. Depois fiquei com dó dele, ri um pouco, ele me chamou de maluca, fez um galo, mas acbou tudo bem. Ele não morreu, e nós namoramos mais uns meses.

Guardei as tais cartas e disse alto, para mim mesma: "por que é que quando a gente é mais novo, complica tanto as coisas?" Mas daí cheguei à conclusão que independente da idade, sempre é possível complicarmos as coisas se não tomarmos cuidado, se não formos prudentes [que palavra de livros de auto-ajuda, não!?]. Não dizem por aí que é errando que se aprende? [agora me imaginem com uma cara de condescendência...]

Outro dia, que eu não tiver mais nada para dizer, conto o que ele fez no Natal. Não tem nada pior no mundo que ex-namorado - principalmente se o fim foi mal resolvido.

terça-feira, julho 15, 2008

Voltei às aulas. Férias? Trabalhei até quinta passada. E ontem fiquei fazendo um trabalho chato, para não dizer outra coisa. Fiquei com a pior parte: organizar o trabalho escrito, além de três tópicos... Era a única coisa que eu pedi para não fazer. Gosto mesmo de apresentar trabalhos, seminários, montar slides. Trabalho escrito não é meu forte.

Daí teve um imbecil que simplesmente não fez a parte dele. Copiei e colei do trabalho dos meninos do ano passado - uma vez que o professor orientador indicou os mesmos artigos. Mas faltava uma parte. E um colega muito bonzinho fez para mim, enquanto eu terminava de revisar o trabalho escrito. Tudo muito chato. Eu havia dividido o trabalho em pastas, cada uma com o nome da pessoa que fez aquela parte. E tem uma pasta com o nome imbecil. Fico me perguntando o que alguém pensaria se visse...


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E só porque eu vivo me gabando do fato de nunca ficar doente [por exemplo: pessoas que trabalham ou estudam em áreas da saúde devem tomar a vacina contra a gripe, e ano passado quase todo mundo tomou, eu não, por que eu nunca fico gripada], estou resfriada... Dores no corpo, gânglios cervicais palpáveis [sabe aquilo que as avós chamam de ínguas?], nariz trancado e escorrendo, um sono desgraçado, rouquidão...

Agora vou ver se faço uma prova de uma matéria que o professor manda fazermos em casa. Uma a menos.


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I'm bored. Muitas dúvidas, medos e incertezas enchem minha cabeça de caraminholas. Dúvidas e incertezas não são a mesma coisa. Não para mim. Sempre achei que dúvida é no presente, e incerteza é sobre o futuro. E eu odeio mais ter incerteza. Ao mesmo tempo que gostaria que o futuro chegasse depressa, queria ter certeza de como ele será.

sexta-feira, julho 11, 2008

Tô [meio] loira de novo por um acidente de percurso... Fui retocar as luzes por que da última vez ficou horrendo [ficou um amarelo inconcebível, não sei nem explicar]. Daí a cabeleireira sugeriu fazer com papéizinhos [papel alumínio] ao invés de touca [uma touquinha cheia de buraquinhos por onde se puxa cabelo]. Daí eu meio que dormi na cadeira, por que demora bagarai, e ela fez um monte. Tá, ficou bonito, todo mundo gostou, mas eu não pretendia exatamente ficar loira, só queria disfarçar meus cabelos brancos - tenho um número demasiado grande deles, incompatíveis com minha pouca idade. Vai ver é por isso que tenho essa nóia de ficar velha...

Falando nisso... Outro dia me deprimi por que comecei a pensar [duh!] que a partir do ano que vem acabou essa história de canetas e papéis coloridos, de cadernos, de aulas, de carteiras e professor lá na frente, de sala de aula. Tipo fódeu. Sou uma pessoa extremamente detalhista [para o que eu gosto, que fique bem entendido], muito perfeccionista, e preciso desesperadamente de planejar muito antecipadamente tudo que vou fazer. Por exemplo: antes de começar a estudar planejo como vou estudar, organizo a mesa de forma a ficar tudo em seus devidos lugares, marco com papéizinhos coloridos cada capítulo a ser lido... gasto um tempo desgraçado nisso, e seria melhor parar com essa mania besta. Minha psicóloga diz que exagero no racionalismo. Eu não acho não.

Minha maior piração atual é que já tenho tudo certo na minha cabeça como será meu apartamento quando eu passar na residência [pode demorar até, mas eu vou conseguir - tem tanta gente que consegue, porquê não eu?]. Já calculei quanto vou ter que economizar para comprar os móveis. Vou morar um ano em pensão para economizar. Não vou ter carro para não gastar, além disso vou morar numa grande cidade - São Paulo, Curitiba, Ribeirão Preto... - e sou paranóica com violência, nem pensar em ser assaltada, levar um tiro nas costas e ficar tetraplégica e não poder ser cirurgiã... Como eu sempre digo: o pior não é morrer, é o quase morrer. Viu como eu sou sem noção??

Antes eu me sentia presa no passado, tendo ainda 19 anos. Fiquei assim até agora [rá! nem a pau que eu digo por quanto tempo, senão dá para calcular quantos anos eu tenho]. Ao mesmo tempo me sentia envelhecendo, amargurando - culpa desses cabelos brancos idiotas que insistem em não parar de nascer. Eu me sentia uma criança. Diz a psicóloga - outra, uma japonesa que eu adoro - que era devido ao baixo nível da minha auto-estima. Ela não melhorou tanto assim, mas agora me sinto melhor. Consigo me ver como mulher - estranha essa frase hein!?

Então... faz uns dias que fiz aniverssário. Ganhei R$ 800 de um tio meio sem noção [esse mesmo tio me deu R$ 1000 ano passado para comprar o estetoscópio, que custou 340 paus... e no segundo ano, quando ele ficou sabendo que eu faria estágio numa clínica, mandou minha tia me dar um monte de roupas brancas... quando meu pai não queria deixar eu fazer cursinho por que havia abandonado a faculdade de biologia foi ele que pagou para mim]. Dei aulas a semana passada toda e nesta até ontem, ganhei mais ou menos R$300. Soma aí: R$ 1200. E sabe o que eu fiz? Torrei t-u-d-o. Mentira... Ainda tenho R$ 140, destinados a comprar uma bolsa que não seja dessas enormes que eu acho paia demais.

Minha veia consumista pulsou como nunca antes! Espero que depois de formada eu ganhe realmente muito bem, quero poder ir à Paris e à Milão comprar calçados... Jimmy Who [não me lembro agora se é assim mesmo que se escreve, whatever], Prada, Dolce & Gabanna, Dior e todos os etecétaras. Mas eu tenho argumentos a meu favor! As últimas camisetas que EU comprei foram no final de 2005! As últimas que eu ganhei foram no meio do ano passado! Estão todas furadas, transparentes, inusáveis [isso existe?]. Minha calça jeans estava no terceiro remendo, e a outra enorme por que eu emagreci. Gastei tudo em roupas e calçados. Todos básicos [e de bom gosto, por que eu sou foda, hahaha :D] para facilitar combinações, por que vai saber quando é que vou ter dinheiro de novo. Minha irmã diz que eu sou tão básica para me vestir que dá ânsia, hehehe... Dei dinheiro para a ingrata da minha irmã e comprei coisinhas de comer para todo mundo. Um dia eu ainda vou ter dinheiro para melhorar ao menos um pouco a vida deles...

Mas então... não sei como terminar esse post.

segunda-feira, junho 16, 2008

Quer saber de uma coisa? Não vou mais "ficar atrás" de quem não me quer - como amiga. Sabe o que é? Sabe quando você ama muito uma pessoa? Daí vocês são super-amigas. Daí ela vai fazer direito, e você vai tentar medicina. Daí você fica sem tempo nenhum - por que você é meio neurótica [mas como diz uma amiga quase psicóloga, antes neurótica que psicótica], mas mesmo assim você tenta ir atrás da pessoa. Mesmo sem telefone, mesmo sem internet, mesmo sem celular. Você compra cartões telefônicos e liga para a pessoa, e a pessoa nunca fala com você, nunca retorna - seja por que vai sair com o namorado problema [aquele mesmo, que você vivia dizendo para a pessoa não desistir, que você dava força pois sabia que, apesar de tudo, ele a amava/ama, e eles estão juntos até hoje, talvez se casem, e você tem "culpa" nisso - mas de quê importa? se tudo se esquece?], seja por que seu pai é sem noção e não te deixa sair de casa para nada [e a pessoa sabe disso, mas ela faz questão de achar que você deveria enfrentar o pai para sair com ela mesmo sob o risco de seu pai perder a paciência e ou te bater ou te expulsar de casa - sim, por incrível que isso possa parecer, meu pai é muito capaz disso mesmo - ou então por que eu ficaria tão calada e submissa às maiores loucuras dele? eu não sou besta nem fraca, eu simplesmente, por enquanto, não tenho outra saída]. Daí a pessoa parece que perde a paciência e te esquece de vez, e te "substitui", por que "a vida é assim mesmo, Ellen" (!?). E ela arruma um monte de amigas que podem sair com ela. Sim, ela te esquece... Só te liga um dia que a irmã dela foge de casa. Você se preocupa, mas ela nem se dá o trabalho de ligar novamente quando a ismã reaparece. Você vai ao velório e enterro do pai da pessoa, mas ela te ignora - eu sei, não sou idiota tanto assim, a hora era imprópria, mas você percebe ela dando atenção às outras pessoas...

Quando você finalmente descobre o que é que te faz "sofrer" tanto, quando você encontra a solução, você fica muito feliz, e quer compartilhar com a pessoa, quer contar à ela, por que você a ama. E a pessoa parece que não está nem aí. Ela não te entende mais. Ou ela te despreza, ela diz que "a vida é assim mesmo" [eu odeio essa frase, é muito conformista, é para covardes, é para quem não sabe o que dizer, é para quem não se importa com mais nada, é para quem não te ama mais]. E quando você pede desculpas por ter sido tão difícil de conviver, ela te diz que "é por isso que você sofre tanto", por ser tão negativa - e você percebe indiferença + impaciência. Ela não entende que você está feliz. Que o que você está fazendo é importante para você. Que não tem negativismo nenhum nisso. Você não faz mais parte da vida dela. Você se frustra.

Isso tudo pode até estar parecendo emo, piegas e tal. Mas eu estou muuuuito decepcionada. Mesmo. Triste. Desapontada. Será sempre assim? Será que eu sou assim tão difícil? Será que todo mundo que eu amo vai desistir de mim? Será que eu com minhas complicações atrapalho tudo? Será que só eu tenho problemas? Será que só eu procuro entender as pessoas, conviver com seus problemas e amá-las mesmo assim? Eu sou mesmo muito tola. Chego a ser ingênua. Parece que nesse mundinho de Deus é "cada um por si" [outra frase paia... hehehe]. Eu é que sou der o suficiente para tentar ser diferente.

Agora estou me sentindo mais idiota ainda, por pensar essas coisas. Por escrevê-las. Por quê eu havia jurado não escrever mais essas coisas pessoais. Mas está sendo necessário, fazer o quê!? Whatever... Nobody read this stuff, so I can post that thoughts. =]

segunda-feira, junho 09, 2008

Well, como prometido, aí vai uma receita de vingança... E é engraçado como as coisas foram se encaminhando para tal. E eu nem ligo para o fato da tal "amiga" ter se fudido lascado. Alguém já leu um livro da Stella Mcartney chamado "As meninas boas vão para o céu, as más vão a todo lugar"? Hohoho... Pois é pois é pois é... Tem váááá´rios lugares que eu ainda quero visitar =]

'Tá. A história é antiga, e eu fico imaginando do quê eu seria capaz, hoje, de fazer para mostrar que besta é a vovozinha.

Eu era apaixonada por um menino da minha turma. Até aí, beleza. Ele não fazia idéia que eu existia. Daí eu tive a brilhante idéia de me tornar sua amiga. Mais ou menos na mesma época, me tornei amiga de uma menina, também da minha turma. Isso tudo quando eu estava no 2° ano...

Conversa vai, conversa vem, descobri que a melhor maneira de ser amiga dele era tendo conversas intermináveis sobre como as pessoas podem ser idiotas [!!!] e jogando basquete. Praticamente todo dia a gente jogava basquete depois da aula de educação física dos pirralhos do ensino fundamental. Fui sacando que essa tal amiga estava ficando meio afim dele [para facilitar, vou dizer que o nome da tal amiga era Cris e o menino, Zé]. Mas minha auto-estima sempre trabalhou contra mim. E daí que tive mais uma brilhante idéia: hum, e se eu trabalhar para juntar os dois? vou pro céu? [na verdade, foi um inferno...]

Fui me tornando cada vez mais amiga dele, cada vez conhecendo mais, até saber dele tintin por tintin. E no começo do 3° ano eles finalmente começaram a namorar. Daí começou a palhaçada: eu, a cupida, fui a última a ficar sabendo - estranhei, mas tudo bem. Lá pelas tantas, eles foram perdendo o contato comigo, e eu não entendia nada do que estava acontecendo. Tentava em vão conversar, perguntava o que tinha acontecido, o que eu fizera de errado... O Zé fugia de mim, escondendo o ouro - depois ele me contou que era por que a Cris não queria que ele convesasse comigo, a trouxa. A Cris, me ignorava na cara larga, do tipo me deixar falando sozinha.

Então um dia uma outra amiga minha me contou que a Cris andava falando mal de mim para todo mundo, mas que ela [a outra amiga] sabia que não tinha nada a ver, que eram calúnias, que era para eu me cuidar. Eis que minha vigancinha começou... Por que a Mel [a outra amiga, a de verdade] fora muito amiga e por muitos anos da Cris, e havia rompido relações com ela nem me lembro por quê. Hehehe... E eu sabia que o maior sonho da Cris era voltar a ser amiga da Mel... E acontece que na hora da raiva, ela tinha metido a boca na Mel, mas falado mal mesmo, um monte de coisas que me impressionaram muito na época... Rá! O quê que eu fiz? Contei tudo para a Mel - ela nunca mais voltou a considerar a Cris [engraçado que agora parece tão bobinho, mas para crianças de 16-17 anos, a coisa foi feia... estou simplificando um pouco, mas a Cris ficou meio mal vista e isolada na turma... ela, que sempre sonhou ser pop].

No outro ano, depois que a gente saiu da escola, a Cris se apaixou por um amigo em comum meu e da Mel... A Mel ficou meio indignada e começou a bolar um plano infalível. Ela queria que eu ficasse com o amigo. E a gente acabou ficando, e demos um jeito - eu e a Mel - da Cris ficar sabendo. A Mel tinha um blog, e postou tudo o que estava acontecendo, por que a gente sabia que a Cris sempre lia o blog...

Mas a coisa não parou por aí. Um dia, a Cris tentou voltar a conversar com a gente, segundo ela, "para colocar os pingos nos is" [até hoje tenho um pouco de asco dessa frase - blergh!]. Hehehe... Então eu terminei a coisa toda contando tudo o que eu fiz para ela se ferrar. Para ela largar a mão de ser trouxa e achar que podia me fazer sentir tão mal [naquela época do 3° ano, que eu fiquei acho que um mês tentando entender o que eu podia ter feito de errado]. Segudo a Cris, ela desenvolveu síndrome do pânico por minha causa... Quer saber? Bem feito!

'Tá vendo!? Nem foi tão foda assim... =P

quarta-feira, maio 28, 2008

Eu sei que eu já disse que tem coisas que me irritam... Outra delas: essa história que os times brasileiros tem de ficar vendendo jogadores no meio do campeonato! Exemplo: o São Paulo, que agora parece que vai vender o Hernanes. Já não basta ter vendido o Leandro, o Souza e sei lá mais quem, por que agora eu não lembro por que estou de cara... O fato é que, como todo mundo já sabe, isso mina com as possibilidades de um time se sagrar campeão. E o São Paulo já pulou fora da Libertadores... Sem comentários - ainda estou mal por isso, ainda mais por ter que admitir que faz tempo que o tricolor não vem jogando lá muito bem...

Hoje à noite tem o jogo do Fluminense e eu não vou ver por que tem uma maldita prova amanhã cedo. Eu já disse que sou fanática por futebol? Topo até Sarandi x Paiçandu [exagero, mas é por aí]. O fato é que vou torcer para o Flu detonar o Boca - o que, diga-se de passagem, não deve acontecer... Acho que já que o Fluminense tirou a chance do São Paulo, tem mesmo é que ganhar a Libertadores, ora bolas!

Mudando de assunto... Hoje - na verdade ontem, mas eu matei aula ontem - deu um quebra pau lá na sala [a porra da minha turma da faculdade, da qual salvam-se 8 pessoas e o resto, de boa, eu jogava gasolina e via queimar felizona - burn mothafucker, BURN!]. Por quê? Por que na última semana de aula do semestre teremos 4 ou 5 provas, e a maioria da sala queria antecipar uma das provas [a mais difícil, para tentar minimizar o estrago] em uma semana.

So what que sempre tem umas pau-no-cu dumas trouxas que sempre fazem confusão... Eis que uma das vacas resolveu não assinar a lista de consentimento para a mudança da data da prova... Pois é, pois é, pois é... E eu ainda me preocupo com a qualidade do atendimento que esses seres sem noção prestarão aos pacientes! Valha-me Deus!!! Eu é que nunca vou indicar um paciente meu prum povo egoísta desses...

Daí eu nem sei mais o que é que deu. Sei que estou louca para alguém vir me encher a paciência, por que o recado será este: ô querida vaca... vai se fuder, idiota! E reza aí pra nunca [NUNCA] na vida depender de mim pra nada... Por que se eu tiver chance, te ferro numa boa, sem nenhum peso na consciência...

Nossa, como eu estou fora da casinha hoje... É isso aí.

Outro dia eu conto como é que eu fudi com a vida duma "amiga" trouxa que quis me passar a perna uma vez, há muitos anos atrás... Hehehe :P

terça-feira, maio 27, 2008

AAAhhh... Tem uma coisa que me irrita bastante [na verdade, um monte de coisas, mas hoje tem uma específica que está me deixando louca]. Esta coisa se chama computador. Eu sou uma anta nesses assuntos. Eis que hoje eu queria só imprimir uns slides do powerpoint para levar nas aulas de endocrinologia [glândulas endócrinas] e pneumologia [pulmões], para não ter que copiar a aula toda, só ir anotando o mais importante [o que o professor fala].

Daí que o cartucho de tinta preta, que diga-se de passagem foi comprado outro dia, resolveu que não deixa uma gota de tinta sair para o papel. E o cartucho de tinta colorida, além de estar no fim, custa mais caro, um ótimo motivo para não usá-lo.

Revoltei. Nem quero mais ir para a aula... Acho que só vou para o HU, ficar na biblioteca estudando, algo que eu não fiz no feriado, nem ontem. E aprova é quinta-feira. De angiologia e cirurgia vascular [vasos sanguíneos e linfáticos]. E a matéria não rende na hora de estudar. Até parece, para quem vê de fora, que eu ainda tenho bastante tempo para estudar [hoje e amanhã]. Acontece que eu tenho 8 horas de aula por dia. E quarta eu tenho inglês até as 21:20. Ou seja: tempo escasso. Fódeu.

'Tá vendo como minha vida é entediante? I'm bored...

domingo, maio 25, 2008

Ainda bastante abalada com a derrota do São Paulo... Eu fico mal de verdade. Sofro antes, durante e depois do jogo [quando perde, ou empata, ou joga mal].

'Tava fuçando nuns posts antigos [muito antigos, diga-se de passagem]. Talvez finalmente eu tenha evoluído de idade. Explico. Até outro dia eu tinha a sensação de ainda ter 19 anos. Acho que fiquei um pouco 'traumatizada' com as coisas que aconteceram comigo em 2003 [morte do vovô, pés na bunda consecutivos, um quase abuso sexual - 'tá, essa parte é exagero meu...]. E depois, eu demorei um pouco para passar no vestibular. Tipo: as coisas ficaram meio paradas dentro de mim. Adendo: não gosto da palavra traumatizada. É meio besta. E as pessoas usam para exprimir coisas tão divergentes - e, às vezes, usam errado, ou mesmo exageradamente, sem nem imaginar o que significa.

E eu fiquei um tempão pensando se voltaria a postar minha vida aqui, além de opiniões e pitacos na vida alheia. Mas daí que ninguém lê - então não tem problema [acho].

Talvez o que tenha me ajudado foi finalmente saber que sou bipolar. Mas isso é assunto pra outra hora :)

quarta-feira, maio 21, 2008

Responda à pergunta SemCriatividade no seu blog também e concorra a dois pen drives!

Well... (Manuel... foi pro céu... é, estou com mania de rimas de novo, culpa de um amigo tosco que eu tenho aí)

Então, ando precisando de um pen drive. Não é apelação. É verdade. Motivo. Eu tenho um mp4, que caiu no chão, e quando ponho para escutar música, fica soltando sonzinho por trás. O problema é que eu o pedi (e inacreditavelmente fui atendida, o que raramente acontece) ao meu dear dad para gravar em áudio as aulas de alguns professores da faculdade (aqueles cujas matérias são um terror - endocrinologia, ou eu ODEIO - como cardiologia, ou de alegre mesmo - pneumologia) e para gravar aulas salvas no computador da sala.

[eu sei... pasmem! tem computador, datashow, quadro branco e cadeiras almofadadas revestidas com couro na UEM]

'Tá. Acontece que o computador da sala não reconhece meu mp4 [aff, véio]. Então eu precisooooo de um pen drive. Acontece também que eu nem vou pedir um para o papai. Por que se ele está redicando [que palavra engraçada] uma calça jeans para mim [eu só tenho duas, e uma está partindo para o terceiro remendo :/...], imagina se ele me daria um supérfluo desses!?
Mas eu não acho supérfluo, não. É artigo de primeiríssima necessidade. E tenho dito.

Para tentar ganhar um... A
pergunta semcriatividade: O que sua mãe faria com um pen drive? Das duas uma - ou ela faria um chaveiro [certeza que ela acha bonitinho] ou daria para mim (!), e não para nenhum dos meus três outros irmãos [isso aí... mamis parideira].

É isso aí. E eu gostaria de pegar o 2° lugar, hehehe...

Foi mal aí o monte de [colchetes] :P

sexta-feira, maio 16, 2008

E eis que a Fênix renasce das próprias cinzas... nada ver, mas pelo menos parece um volta triunfal, hehehe.

Então, agora eu já passei no vestibular, estou no 4° ano, quem diria!

Tinha um monte de idéias para postar, mas, incrivelmente, agora todas me fugiram. Pois é, sucks...
Mas agora que eu tenho internet acho que vou postar sempre (para ninguém, hohoho).

Sobre o template. Por enquanto vai ficar esse mesmo, modificado a partir do site do blogger. Quando eu tiver tempo (quem sabe em julho, nas férias, por que desde o início de abril eu estou em época de provas - note a ironia: época), eu arrumo o antigo do jeito que eu quero :)

Sobre o título. Bem, era "Mary's ewe". Mas a época disso passou, acho, assim espero, ao menos. Daí eu estava meio sem idéias de um novo nome para o fiote, lembrei da musiquinha (agora me foge o nome...) dos Mutantes, que fica repetindo "eu só quero que você se top top top..." (adorooo). Então ficou isso mesmo. Se eu tiver uma idéia genial, talvez mude de novo. Mudar é viver! Até parece, tsc-tsc-tsc.

Agorinha formulei uma listinha (14 itens) de futuros posts... Rá.