segunda-feira, junho 16, 2008

Quer saber de uma coisa? Não vou mais "ficar atrás" de quem não me quer - como amiga. Sabe o que é? Sabe quando você ama muito uma pessoa? Daí vocês são super-amigas. Daí ela vai fazer direito, e você vai tentar medicina. Daí você fica sem tempo nenhum - por que você é meio neurótica [mas como diz uma amiga quase psicóloga, antes neurótica que psicótica], mas mesmo assim você tenta ir atrás da pessoa. Mesmo sem telefone, mesmo sem internet, mesmo sem celular. Você compra cartões telefônicos e liga para a pessoa, e a pessoa nunca fala com você, nunca retorna - seja por que vai sair com o namorado problema [aquele mesmo, que você vivia dizendo para a pessoa não desistir, que você dava força pois sabia que, apesar de tudo, ele a amava/ama, e eles estão juntos até hoje, talvez se casem, e você tem "culpa" nisso - mas de quê importa? se tudo se esquece?], seja por que seu pai é sem noção e não te deixa sair de casa para nada [e a pessoa sabe disso, mas ela faz questão de achar que você deveria enfrentar o pai para sair com ela mesmo sob o risco de seu pai perder a paciência e ou te bater ou te expulsar de casa - sim, por incrível que isso possa parecer, meu pai é muito capaz disso mesmo - ou então por que eu ficaria tão calada e submissa às maiores loucuras dele? eu não sou besta nem fraca, eu simplesmente, por enquanto, não tenho outra saída]. Daí a pessoa parece que perde a paciência e te esquece de vez, e te "substitui", por que "a vida é assim mesmo, Ellen" (!?). E ela arruma um monte de amigas que podem sair com ela. Sim, ela te esquece... Só te liga um dia que a irmã dela foge de casa. Você se preocupa, mas ela nem se dá o trabalho de ligar novamente quando a ismã reaparece. Você vai ao velório e enterro do pai da pessoa, mas ela te ignora - eu sei, não sou idiota tanto assim, a hora era imprópria, mas você percebe ela dando atenção às outras pessoas...

Quando você finalmente descobre o que é que te faz "sofrer" tanto, quando você encontra a solução, você fica muito feliz, e quer compartilhar com a pessoa, quer contar à ela, por que você a ama. E a pessoa parece que não está nem aí. Ela não te entende mais. Ou ela te despreza, ela diz que "a vida é assim mesmo" [eu odeio essa frase, é muito conformista, é para covardes, é para quem não sabe o que dizer, é para quem não se importa com mais nada, é para quem não te ama mais]. E quando você pede desculpas por ter sido tão difícil de conviver, ela te diz que "é por isso que você sofre tanto", por ser tão negativa - e você percebe indiferença + impaciência. Ela não entende que você está feliz. Que o que você está fazendo é importante para você. Que não tem negativismo nenhum nisso. Você não faz mais parte da vida dela. Você se frustra.

Isso tudo pode até estar parecendo emo, piegas e tal. Mas eu estou muuuuito decepcionada. Mesmo. Triste. Desapontada. Será sempre assim? Será que eu sou assim tão difícil? Será que todo mundo que eu amo vai desistir de mim? Será que eu com minhas complicações atrapalho tudo? Será que só eu tenho problemas? Será que só eu procuro entender as pessoas, conviver com seus problemas e amá-las mesmo assim? Eu sou mesmo muito tola. Chego a ser ingênua. Parece que nesse mundinho de Deus é "cada um por si" [outra frase paia... hehehe]. Eu é que sou der o suficiente para tentar ser diferente.

Agora estou me sentindo mais idiota ainda, por pensar essas coisas. Por escrevê-las. Por quê eu havia jurado não escrever mais essas coisas pessoais. Mas está sendo necessário, fazer o quê!? Whatever... Nobody read this stuff, so I can post that thoughts. =]

segunda-feira, junho 09, 2008

Well, como prometido, aí vai uma receita de vingança... E é engraçado como as coisas foram se encaminhando para tal. E eu nem ligo para o fato da tal "amiga" ter se fudido lascado. Alguém já leu um livro da Stella Mcartney chamado "As meninas boas vão para o céu, as más vão a todo lugar"? Hohoho... Pois é pois é pois é... Tem váááá´rios lugares que eu ainda quero visitar =]

'Tá. A história é antiga, e eu fico imaginando do quê eu seria capaz, hoje, de fazer para mostrar que besta é a vovozinha.

Eu era apaixonada por um menino da minha turma. Até aí, beleza. Ele não fazia idéia que eu existia. Daí eu tive a brilhante idéia de me tornar sua amiga. Mais ou menos na mesma época, me tornei amiga de uma menina, também da minha turma. Isso tudo quando eu estava no 2° ano...

Conversa vai, conversa vem, descobri que a melhor maneira de ser amiga dele era tendo conversas intermináveis sobre como as pessoas podem ser idiotas [!!!] e jogando basquete. Praticamente todo dia a gente jogava basquete depois da aula de educação física dos pirralhos do ensino fundamental. Fui sacando que essa tal amiga estava ficando meio afim dele [para facilitar, vou dizer que o nome da tal amiga era Cris e o menino, Zé]. Mas minha auto-estima sempre trabalhou contra mim. E daí que tive mais uma brilhante idéia: hum, e se eu trabalhar para juntar os dois? vou pro céu? [na verdade, foi um inferno...]

Fui me tornando cada vez mais amiga dele, cada vez conhecendo mais, até saber dele tintin por tintin. E no começo do 3° ano eles finalmente começaram a namorar. Daí começou a palhaçada: eu, a cupida, fui a última a ficar sabendo - estranhei, mas tudo bem. Lá pelas tantas, eles foram perdendo o contato comigo, e eu não entendia nada do que estava acontecendo. Tentava em vão conversar, perguntava o que tinha acontecido, o que eu fizera de errado... O Zé fugia de mim, escondendo o ouro - depois ele me contou que era por que a Cris não queria que ele convesasse comigo, a trouxa. A Cris, me ignorava na cara larga, do tipo me deixar falando sozinha.

Então um dia uma outra amiga minha me contou que a Cris andava falando mal de mim para todo mundo, mas que ela [a outra amiga] sabia que não tinha nada a ver, que eram calúnias, que era para eu me cuidar. Eis que minha vigancinha começou... Por que a Mel [a outra amiga, a de verdade] fora muito amiga e por muitos anos da Cris, e havia rompido relações com ela nem me lembro por quê. Hehehe... E eu sabia que o maior sonho da Cris era voltar a ser amiga da Mel... E acontece que na hora da raiva, ela tinha metido a boca na Mel, mas falado mal mesmo, um monte de coisas que me impressionaram muito na época... Rá! O quê que eu fiz? Contei tudo para a Mel - ela nunca mais voltou a considerar a Cris [engraçado que agora parece tão bobinho, mas para crianças de 16-17 anos, a coisa foi feia... estou simplificando um pouco, mas a Cris ficou meio mal vista e isolada na turma... ela, que sempre sonhou ser pop].

No outro ano, depois que a gente saiu da escola, a Cris se apaixou por um amigo em comum meu e da Mel... A Mel ficou meio indignada e começou a bolar um plano infalível. Ela queria que eu ficasse com o amigo. E a gente acabou ficando, e demos um jeito - eu e a Mel - da Cris ficar sabendo. A Mel tinha um blog, e postou tudo o que estava acontecendo, por que a gente sabia que a Cris sempre lia o blog...

Mas a coisa não parou por aí. Um dia, a Cris tentou voltar a conversar com a gente, segundo ela, "para colocar os pingos nos is" [até hoje tenho um pouco de asco dessa frase - blergh!]. Hehehe... Então eu terminei a coisa toda contando tudo o que eu fiz para ela se ferrar. Para ela largar a mão de ser trouxa e achar que podia me fazer sentir tão mal [naquela época do 3° ano, que eu fiquei acho que um mês tentando entender o que eu podia ter feito de errado]. Segudo a Cris, ela desenvolveu síndrome do pânico por minha causa... Quer saber? Bem feito!

'Tá vendo!? Nem foi tão foda assim... =P