terça-feira, novembro 25, 2014

O cão preto, a intransigência e o cansaço

Dia desses eu vi um vídeo no facebook que chamava a depressão de "cachorro preto". Um cão preto que só faz aumentar, e que se a pessoa que sofre conversar sobre ele, diz que melhora e o cão preto diminui seu tamanho. Achei a analogia fantástica. Quando era mais nova eu achava que a depressão era uma estado de não existência, que até os pensamentos ficavam imersos numa luz branca e você se imergia nela, diminuia seu tamanho até deixar de existir. Acho que o cachorro preto do vídeo faz mais sentido.


Na época fazia pouco tempo que meu primo cometera suicídio. E este fato me afetou (e afeta) de maneira especial. Digo isso porque não éramos as pessoas mais próximas, ele era primo do meu pai na verdade. Mas tínhamos conversas frequentes pela internet, enquanto ele curtia insônia/bebia uísque/corrigia provas e eu estava de plantão. Era alguém que eu tinha afeto distante e admiração, daquelas pessoas que você sempre planeja se tornar mais próxima, mas por inumeráveis motivos (mentira! eu sempre planejo essas coisas e deixo para lá porque tenho preguiça de me empenhar, porque não acho que as pessoas mereçam ter que conviver comigo, porque não acho que eu ou a pessoa realmente acrescentaria...), sempre fica para depois - como naquelas conversas com velhos conhecidos que terminam em "a gente se vê... eu te ligo pra marcar... vamos fazer alguma coisa..." e sempre fica para depois. O fato é que quando ele morreu, o "suicídio" se tornou mais palpável, algo real e não que se ouviu falar.

Eu fico imaginando o tamanho da dor que a pessoa sente para chegar ao ponto de acreditar que o alívio da morte é o único desfecho. Calcule o sofrimento de alguém que prefere deixar de existir a continuar sentindo agonia a cada batimento cardíaco. Há quem os chame (os suicidas) covardes. Mas eu prefiro achar que covarde é uma adjetivo que não e aplica. No caso.

Tudo isso eu pensei no caminho de volta para casa, porque eu não tolero mudanças, não tenho a tal resiliência necessária para a felicidade, sou intransigente e provavelmente me vitimizo o tempo todo. Não que consiga evitar. Quando dou por mim já está tudo reverberando infinitamente na minha cabeça. Lembro de aulas de psiquiatria - os pensamento automáticos negativos. É como uma obsessão sem objetivo. Fica repassando o momento ruim até que todos ou outros, os bons, tenham se apagado da memória, percam totalmente o sentido. Só o que é ruim permanece. O problema, aqui, é que desde a morte do meu primo, eu considero deixar de existir com mais frequencia do que é saudável. Deixar de existir significa que essa sensação de inadequação vai desaparecer junto comigo. A eterna sensação de que eu não pertenço a esse mundo, de que nada disso faz sentido, que sou inútil. Minha intransigência me irrita. MUITO. Minha existência me cansa, e eu cansei de me sentir cansada. 

Alguma vez na infância eu ouvi dizer que "quando você se sente cansado, na verdade só está cansado 25%". A pergunta é: quando você sabe que já passou desses 25% então?


segunda-feira, março 31, 2014

A preguiça

 

Eu tenho/sofro duma preguiça existencial. Uma vez uma psicóloga me disse (e fiquei de fato surpresa) que eu tinha medo de viver. Encaro sempre dizendo que é preguiça. Porque ter medo é coisa de gente frescurenta.

Somente a pouco (coisa de um mês, se tanto) descobri que “poha! Sou introvertida!” – porque não parece mesmo. Na medida em que falo pelos cotovelos quando quero e não tenho muito pudor de nada – tipo dizer que tenho diarreia crônica e se saio correndo é para cagar e que “mijo” também com certa frequência... Pois veja bem, aqui me explico: fazer xixi é coisa de mocinha. Imagine uma situação. Você vai sair de casa, e não tem como ter certeza de quando será possível frequentar um banheiro decente, você vai ao banheiro antes de sair (de casa) fazer um xixizinho profilático. Mas, ao contrário, quando a urgência é grande e foda-se a condição sanitária do banheiro, você solta um mijão, daqueles com todas as letras maiúsculas, que faz barulho mesmo – um jato de urina que te deixa feliz E satisfeita de ser capaz de tal ato masculino – mas nem precisa ser em pé, poxa vida! Tudo isso só pra explicar que não “pareço” introvertida. Mas só que eu sou. Tenho preguiça de sair de casa, de atender telefone, de me socializar com desconhecidos – vão todos à merda, ora bolas, não preciso de mais ninguém participando da minha existência.

Aí que a preguiça impera, né. Tudo me pergunto “pra quêêê?”

“Pra que me explicar?”

“Pra que pedir desculpa, se a palavra dita já foi ouvida e foda-se não preciso de fulano mesmo...”

“Pra que fazer agora se foda-se o depois o mundo vai acabar mesmo e nada significa porra nenhuma?”

Um universo de “pra que(s)” dominam meus dias na Terra e justificam toda a preguiça do meu ser.

O exemplo mor da introversão é que ODEIO quando não posso voltar pra casa nenhum momento durante o dia. Acaba com minha existência pacífica, fode de vez com meu humor. Desejo ardentemente que todos explodam, porque raios me incomodam tanto? CÉUS! E eu só queria ficar 15 minutos em silêncio comigo mesma – no máximo os cachorrinhos por perto (porque ou eles entendem totalmente ou não importa, o fato é que ficam quietos e me amam em silêncio). Preciso da TV ligada, de algum ruído de fundo que seja completamente impessoal, mecânico (daí o rádio, música, TV). Pra ter tempo de reorganizar a insignificância da minha existência e aguentar o resto do dia sem berrar nem matar ninguém.

Tem quem chame depressão. Eu prefiro preguiça. Não sei se um dia vou deixar de me sentir cansada. Mas também não importa, desde que tenha pequenos momentos de recarregar a tolerância.

terça-feira, novembro 12, 2013

E la nave va...

Eis que me pergunto diariamente: o que estou fazendo da minha vida? Uma coisa beeem retórica, mesmo. Porque, aparentemente, não faço a menor ideia. Às vezes acho que assisto seriados demais, porque esses dias pensei enquanto estava filosofando no banheiro que as escolhas que fiz estão me levando para caminhos cada vez mais árduos etc e tal. É tão chato o pensamento que me "auto-entedio" só de pensar - vai dando uma náusea e tudo termina com um "bleeeegh", com direito à língua de fora e tudo.

Sabe aquela coisa de filme mesmo, de livro mais ainda, que o personagem tem dois caminhos para escolher. Se mantém sua integridade, seu modus operandi ou se cede ao que quer que seja, se vai deixar de lado suas convicções, ou o que se espera dele, se vai ser modificado pelo poder maior. Eu ando tão burra ignorante que não sei mais nem me expressar... Enfim.

Seria mais fácil, mas não sei dizer sobre a comodidade, ser menos "eu" e mais os outros. E é uma CHATICE SEM TAMANHO porque me sinto eternamente com 16 anos - sempre os mesmos dilemas, sempre o mesmo tipo de dúvida. 'Tá certo que quando tinha 16 anos era escolher continuar com o namorado neurótico ou não, qual curso fazer vestibular, estudar mais ou namorar mais. Na faculdade o drama era: manter-se fiel à ideia de não colar e só estudar por livros ou me render à cola e estudar pelo resumo dos outros?

Acontece que se passaram mais de uma década e ainda estou encalhada na adolescência. Ainda quero assistir seriados bestas, ainda quero ler ao invés de estudar, ainda não sei muito bem o que fazer. E o que mais me frustrou, esse ano, é que me boicotei de tal maneira que agora não dá mais para cumprir o plano. O plano da vida toda era x, tudo certo, tudo traçado. Aí eu virei uma bola que não para em pé. Tive que mudar o plano, na verdade, mudaram por mim - nesse y levei "sorte".

Cada dia que passo, apesar da relutância, eu entendo mais o que querem dizer com aquilo de trabalhar para viver ou viver para trabalhar. Atualmente, vivo para trabalhar -  e eu gostava mais disso. Parece que não sei fazer concessões. Parece que se não for o planejado inicialmente, não serei completamente feliz.

E tudo começou again com a chegada do convite de casamento duma prima que, de verdade, eu preferia não ter conhecido nunca, não fazer ideia da sua existência. Dela e do resto da família. Mas fica pra outra hora. Ainda estou tentando entender o que penso a respeito.

x = oncologia
y = intensiva



sábado, abril 18, 2009

Nothing Hill again

Sabe, eu sou uma pessoa muito conservadora, dogmática, apegada ao passado. Como tal, tenho a tendência de fazer as coisas durarem, às vezes demais. Eu demoro a gostar de alguém, e uma vez começando, demoro também para deixar de gostar. Eu gostei por muitos anos [uns 3 ou mais] de um ex-namorado, o que me impediu, mas que foi meio que uma desculpa, de tentar gostar de outras pessoas. E quando o sentimento estava esgotando, ele me procurou, disse que era só para ver como estava. Tenho minhas desconfianças, ainda mais sendo ele o que sempre foi, e dizendo que "nosso caso era de destino", que "não importa quanto demore, um dia a gente se acerta"... Mas quando dizia isso, namorava há uns 2 anos, pelo menos, que eu saiba... E tal. Então comecei a gostar de outra pessoa. Faz mais de um ano. Não disse a ninguém, até agora. Acho que talvez uns 2 anos... Disgusting. Depressive. E eu realmente queria ter certeza das coisas. Queria conversar, perguntar "qual é". Não, meu bem... Não quero nada sério. Mesmo. Nem mesmo "exclusividade". Mas isso é complicado. Não por mim, que fique claro. As outras pessoas complicam. Porque se metem no meio. Porque me interrogariam: "como assim você não liga [para o fato de ele ficar com outras pessoas ao mesmo tempo]?" É. Eu não ligo. E não gostaria de ficar com mais ninguém. Não. Só queria abraço de vez em quando. E só.


 

Tudo seria muito mais fácil se já não tivesse ficado com ele – mesmo que não lembre nada, absolutely nothing about that night come back to my memory, at least... Seria muito mais fácil se não me importasse. E eu lutei tanto para que nada estragasse meu autocontrole, eu tentei tanto não querer, eu tentei tanto e me sabotei. Fiquei bêbada e fiz besteira. Ops! E nem sei o que fiz. Não sei o que aconteceu. Duas pessoas sabem o que aconteceu. Ele. E minha memória apagada. O que eu posso fazer? Perguntar? "Olha, benzinho, você não se importaria em me contar direito o que aconteceu naquela noite? Por que eu, eu não lembro..." Hmmm... Muito sei lá o quê. Fugiu-me a palavra da mente. Algo repugnante... Quem esqueceria algo assim? O que ele interpretaria? "Oh! Ela realmente não se importa..." Bem, não quero dizer que me importo, mas também não quero que pense que não. Que portas estaria fechando se fizesse isso? Se é que já não estão fechadas... Mas por que é então que sempre fico com a impressão de correspondência? De que tenta colocar-se sob meus olhares, chamar minha atenção? Pegar café para mim, me dar bombom, me cutucar toda vez que passa por mim, pegar minha mão no corredor e dizer: vamos gerar fofoca!, dizer que deveria fazer a mesma residência que ele e me casar com ele...?


 

Ok. Wake up, Ellen. Just breath and get away...


 

"And don't forget that I'm just a girl staying away in front of a boy, asking him to love her."

sábado, abril 11, 2009



 

Outro dia a minha psicóloga nova – a de antes está de licença maternidade – me disse que tinha a impressão de que eu sou alguém impaciente que está esperando por alguma coisa. E então ela perguntou pelo quê eu espero... Fiquei assustada. Nunca tinha me perguntado isso. Sempre me identifiquei com a música do Raul Seixas que diz que espera para saber o que dizer/fazer. Mas na hora que ela perguntou eu soube a resposta. E tive medo. Por que tudo que espero nessa vida é que algum dia alguém goste de mim. E não tem nada a ver dizer que isso é muita baixa auto-estima. Não tem nada a ver. Do resto eu dou conta. Eu gosto de mim. Eu me conheço. Dou conta das minhas escolhas. Serei uma boa médica. Tudo que quiser sei que consigo, é só não desistir. Mas alguém gostar de mim não depende só de mim. Aí fudeu... É algo que eu não tenho o menor controle.

 

Comentei com uma amiga. Chegamos à conclusão que no fim é o que a maioria espera. Posso dizer que estou feliz. E poderia ser mais feliz. Se alguém gostasse de mim. Se... Será que se eu fosse menos agressiva, como pedem meus amigos, seria mais fácil? Será que alguém algum dia já gostou de mim e eu nem fiquei sabendo por que teve medo de mim? Será que se eu fosse mais bonita, mais magra, ou mais burra, será que seria mias fácil alguém gostar de mim? Se, se, se...

 

Mas, como tenho dito, tenho preguiça de sofrer. Seja lá o que tiver que acontecer, infelizmente eu não sei, e não tenho como controlar. Que esteja claro, as coisas são bem mais fáceis de ser ditas quando não se gosta de ninguém.

domingo, março 01, 2009

Oi, meu único leitor! =)

Acontece que eu estou feliz. Achei que não iria suportar o internato na clínica médica, que meu negócio é mesmo a cirurgia e tal. Mas sinto como se tivesse esperado a vida toda até chegar agora para ser feliz. Realização é a palavra da vez.

Fico muito feliz de fazer o que faço. Hospital o dia todo cansa demais, muito mesmo. Interno deveria receber por quilômetro rodado dentro do HU... Mas eu estou feliz mesmo assim. Nunca pensei em ser médica para salvar ninguém. Sempre achei que a minha função seria ajudar, não salvar ninguém. E, surpresa! Estou adorando a novidade.

Descobri que sei muito mais do que achava que sabia, e muito menos do que tenho que saber. Mas ainda tenho 2 anos, quase.

Sabe, a vida não está perfeita e tal. E que graça teria se assim fosse? Ainda acho que deveria gostar de alguém, mas, fazer o quê?

Acho que é só.

domingo, dezembro 14, 2008

"Logo você
Que dizia saber
Não sabe
Aonde quer chegar
Olha o que fez
Perdeu-se outra vez
Não sabe
Aonde quer chegar"
Mop Top again... Aonde quer chegar. Agora serve para mim.
Acabei de assistir a um filme. Dava tudo errado mas no final deu tudo certo. Típico e tal. Daí eu comecei a pensar. Agora fudeu por que não lembro mais de nada. Mas o que interessa é que comecei a pensar uma coisa que não tinha nadíssima a ver com o filme. Engraçado isso de minha cabeça fazer conexões "ao acaso".

Tenho dado muitas aulas. Não descansei ainda. Tenho aulas para dar até terça-feira. Minhas aulas, quer dizer, o internato, começam dia 19. De janeiro. O que significa que terei pouco mais de um mês de descanso. E é esranho o fato de que provavelmente estas serão minhas últimas férias de mais de 30 dias. Talvez também as últimas com mais de 15 dias seguidos. Por que do 5° para o 6° ano serão umas duas semanas. Daí o 6° ano acaba em outubro. E com diploma na mão e CRM no bolso, óbvio que vou trabalhar, dar plantões afim de juntar dinheiro. E estudar muito para as provas de residência. Se eu passo de primeira, as "aulas" começam em fevereiro (acho). Até isso, plantões. Depois de começar, nunca mais pára.


Eu sempre pensei que se ainda não deu certo é porque não chegou ao fim. O que é um tanto contraditório e talvez até meus verdadeiros amigos achem que não combine nada com minha natureza cáustica... Sim, acabo sendo otimista. Apesar de extremamente insegura, ansiosa e sei lá mais o quê. Talvez só queira algo ou alguém. Mas se for mesmo isso, espero que seja como um resfriado - você pensa que vai ser uma gripe, e é só uma coisinha passageira. Realmente espero que meus amigos e minha família me bastem.


Acho que me conheço o suficiente para saber que não acredito em mim como deveria, como mereço, como outros (os que me amam, presumo eu) crêem em mim. Acho que meus conhecimentos não bastam, queria conseguir não dormir, não me divertir, não sentir tanto, só estudar e estudar e estudar... Sim, não queria ter uma "vida". Engraçado que pensando nisso agora estou com um puta nó na garganta, daqueles que doem um monte.

E minha cadela pitbull está deitada no sofá, roncando e provavelmente sonhando, uma vez que emite uns grunhidos enquanto dorme. Ainda bem que ela está em casa agora, por que meu poodle morreu atropelado e ele era realmente muito amado, faz muita falta. Agora ele estaria no sofá, rolando, derrubando almofadas e desarrumando o manto que a mamãe põe em cima do sofá. Daí eu diria: Thor seu capetinha, pára já com isso! Ele ficaria em posição estática um minutinho. Então desceria do sofá, espreguiçaria e viria até mim, focinhar minha mão para ganhar cafuné. A Hera é mais de dormir e arrastar um pano ou um pau, ou qualquer coisa que ela consiga carregar para que você jogue e ela corra atrás feito doida. Acho que adoro cachorros, no? (pelo menos os meus)

Será que eu mereço o que tenho? Será que mereço mais?

Rá. Lembrei o que estava pensando depois do filme... Era que todo mundo sempre diz que é melhor o arrependimento por algo que fizemos do que o gerado pelo que deixamos de fazer. Mas me permito discordar. Explico. Eu não sou assim. Eu me arrependo sim das cagadas que fiz nesta vida. Provavelmente vou me arrepender de muitas mais. E vou continuar sendo precavida demais. Vou continuar deixando de fazer coisas (não queria usar "coisas", mas não encontrei outra palavra...) por medo de me arrepender depois. Por que não tenho tanto aquela dor da dúvida. Esta dói menos que a dor causada pelas cagadas muitas vezes inexplicáveis que faço.

Pode ser que eu esteja assim meio dert porque fiquei sem tomar os remédios por uns três dias, o que não é bom. Tenho relaxado muito no meu tratamento medicamentoso. Não tenho me esforçado muito. Isto não é bom, eu sei. Só que às vezes cansa. Cansa o tempo todo ter que se vigiar. Cansa saber que você tem uma disfunção no cérebro, ele funciona errado, e para não te causar maiores problemas, você terá que tomar remédios pela vida toda. Provavelmente fará terapia a vida toda (mas dessa parte eu gosto... adoro terapia, o fato de poder conversar com alguém que nunca vai te trair, nunca poderá usar o que você pensa, diz e sente contra você), visitará o psiquiatra uma vez por mês. Enche o saco. Andei gastando mais do que devia, nada descontrolado, mas poderia não ter gastado. Sintomas de mania. E essa tristeza, sintomas de depressão. Um saco...

Esse post já está enorme e eu nem falei tudo que queria. Whatever. E reprovei no inglês. Suck. Não sei se vou fazer cursinho para residência ano que vem, o que eu queria muito - por motivos que aceito ter e por motivos (obscuros) que não quero admitir nem para mim mesma, hohoho... Meu pai vai voltar a trabalhar em casa, o que terá conseqüências boas e ruins. Como tudo na vida - tão clichê. Tá.



p.s.: está certo escrever "ter gastado", depois de verbos curtos, vem um verbo longo... assim falou um ex-professor de gramática, um que deu aula para o Pasquale... calem a boca :P

sábado, novembro 15, 2008

Absurdo, é um absurdo


Depois tem quem se pergunte por que a saúde brasileira é esse caos... tem que não se toque e ache que tem apenas direitos, deveres são para quem não tem dinheiro. Porquê eu tive que passar pelo "massacre psicológico" que é o vestibular no Brasil e outras pessoas não? Serei melhor profissional? Acredito que sim... Não estou dizendo que uma pessoa que estude na Bolívia será pior profissional que qualquer um que estude no Brasil, mesmo porque existem umas faculdadezinhas chulé por aqui também... O fato é que geralmente alguém que opte por estudar por lá, não está muito afim de se esforçar, e eu acredito que sem esforço ninguém aprende a dar valor à vida - não apenas na sua, mas nas mais importantes, nas vidas de quem você, futuro médico, deve amar, cuidar, não necessariamente salver... 

Que bosta! Acho podre isso: você se mata de estudar, daí vem um playboizinho endinheirado "papai quer que eu sseja médico", faz a faculdade nas coxas e tem o mesmo título que você, um carimbo com CRM e tudo... Tudo bem que para ele passar na residência sem pagar vai ser *quase* impossível (mesmo por que, o papai pode ter Q.I. = quem indica). 

Mas ele tem dinheiro para montar um consultório 10.000 estrelas - coisa que você, pobre coitado, não fará tão cedo, não antes de trabalhar feito um camelo por no mínimo 10 anos. E as pessoas, os pacientes, vão com a cara do tal consultório: "Olha que bonito! Se ele tem um consultório assim, tão chique, deve ser ótimo médico, senão não teria tantos pacientes, não é mesmo!?". E vão com a cara dele, que está sempre descansado, por que não tem que trabalhar demais - papai ainda lhe envia R$ 10.000 por mês, de mesada, para ajudar no início da carreira - pobrezinho, já se esforçou tanto na faculdade! O orgulho da vovó!

E quando ele fizer 2.500 cagadas por que nunca estudou direito então nunca vai estudar, ninguém vai conseguir cassar seu CRM, por que ele já terá dois milhões de amigos médicos, que não permitirão tal barbaridade com um colega tão agradável...

Whatever... como diz minha irmã: "alguém te obrigou a fazer medicina?" Ô o




p.s.: não me entendam mal... acredito do fundo do meu coração que também existem exceções, que existam pessoas que estudam em faculdades particulares na Bolívia ou no Paraguai e que se tornam bons profissionais, por se dedicarem, por estudarem e por fazerem o que gostam/gostarem do que fazem, da mesma forma que também há quem estude nessas faculdades que todo ano o MEC diz que vai fechar e que se formam muito bons profissionais. Não me entendam mal. Só estou falando da maioria que é vagal e etc.

segunda-feira, novembro 03, 2008

odeio lamuriar - mas hoje eu preciso

Odeio quando o tempo passa e as pessoas que amamos se afastam a ponto de o amor que sentem pela gente acaba. E não significa nada o fato de você ainda amá-las. Odeio o fato de não fazer a menor diferença. Odeio por que... por que me sinto ignorada, sem valor nenhum. Eu tenho que parar com isso de só sentir que tenho valor se for "necessária". Eu me odeio, também às vezes.
Mas eu havia prometido parar de falar tanto odeio para um grande amigo - mas até quando ele será meu amigo? Fico me perguntando se é/foi realmente uma grande amizade se nem resistiu à distância... E fico me perguntando se não é egoísmo.
Cansei. Eu realmente cansei. E vou ter que me acostumar a perder pessoas pelo caminho como contas de um terço que você vai rezando para, apesar do cansaço, seguir em frente, ainda acreditando que pode fazer diferença no "mundo cão" [hahaha, piadinha cretina].
Cansei de ser a boazinha que engole todos os sapos do mundo. E cansei de ter dó de mim.
E não acho que estamos nesse mundo apenas para sermos felizes. Devemos ser capazes de proporcionar felicidade. Devemos ser responsáveis.
Mas eu vou conseguir - por que não sou de desistir assim, tão facilmente. Nem que seja à base de porrada. E tenho dito.
Agora vou chorar até dormir.

domingo, outubro 26, 2008

maybe I'm amazed

" Mesmo que não acredite
Em amor de verdade, em beijo de filme
Tem que haver
Alguém nessse mundo
Que não te despreze, que não te repulse
Pois mesmo que não acredite
Em conto de fada, em beijo de filme
Tem que haver
Alguém pra te amar"
Beijo de filme - Mop Top

Boa música, eu gosto. E parece com o que eu espero. Talvez exista alguém - que obviamente eu ainda não encontrei, ou que ainda não me encontrou - para me amar. Para me suportar. Talvez realmente exista isso de "amor de verdade". E, talvez, maybe babe, talvez algum dia alguém seja capaz de me amar, mesmo comigo sendo assim tão gauche, tão difícil, tão eu, tão intensa - exagerada mesmo, mesmo sendo meio gorda, mesmo sendo tão crítica, mesmo sendo futura médica.

E já que toquei no assunto, deixa eu reclamar de uma "injustiça" a cerca do curso de medicina... Às vezes eu penso que devia ter escilhido outra coisa para fazer. Mas sou meio tapada. Jamais seria capaz de ser psicóloga. Nunca conseguiria ser arquiteta. Talvez conseguisse ser pedagoga. Digo isso por que são profissões que eu admiro. O fato é que devia ter resolvido ser bonita e me casar. Mas, como acabei de dizer, sou mesmo muito tapada... Whatever.

O que quero dizer é que homens que fazem medicina são paparicados, perseguidos, sempre tem alguma mulher afim deles, por amor ou por interesse, mas sempre tem. As "asmáticas". ASMA é agarre seu médico agora. Yeah, baby! Realidade. Nem é exagero meu. Pura verdade.

Agora pergunte como é mulher que faz medicina? Ou ela "consegue" um também médico, ou desiste. Por que você acha que alguém quer uma mulher que eles homens acham que é mais inteligente que eles, que eles acham que vai ganhar mais que eles? Pois então. É assim que as coisas são. E se você não for exatamente uma Giselle Bündchen, cai fora. Desista. Ninguém vai nem olhar para você, honey.

Pronto. Reclamei. E não venha com a porra da idéia de que sei lá, isso não é verdade e eu sou uma despeitada que não arruma um namorado. Eu não quero um namorado. Pelo menos, não agora. Por que isso desviaria minha atenção. Eu teria que dar atenção à alguém. E por nada nesse mundo gostaria de não ter a carreira que sempre sonhei. Por nada nem por ninguém. Não quero marido. Nem filho. Quero ser muito boa no que resolvi fazer.


domingo, setembro 28, 2008

Começou por que o curso de medicina completou 20 anos. Daí resolveram fazer um jantar dançante todo chique e cheio de gente importante para comemorar. Daí eu e uns amigos resolvemos ir. Estava muito legal e me diverti pra caramba :p

Quando chegaram para me buscar em casa, um amigo ficava: "onde tem uma farmácia". Achei que estava doente, sei lá... Daí ele voltou com dois vidrinhos e sussurrou: ô Ellen, você vai beber? Eu:ah... acho que sim! Ele: quer um protetor gástrico? Eu: ah, dá aí. Pronto. Eis o início da história toda :)

Bebi. E como não passava mal, bebia mais. Sabe aquilo de "cu de bêbado não tem dono"? Pois é. Não. Hehehe. Da metade da festa para frente não lembro nada. E é sério isso. Embora meus amigos não me levem muito à sério. Dois deles já me disseram: ah Ellen, isso que você diz de ter esquecido é mentira... é impossível... dúvido que você não conte nada para sua psicóloga!! Mas é verdade, só sei do que me contaram.

Mas o que deu merda mesmo foi a consequência de ter bebido. A perda de controle... Os riscos não são calculados. E eu, pessoa extremamente racional, calculista mesmo, que odeia surpresas, caí numa armadilha besta. Odeio sentimentos.

Aconteceu que, assim que encontrei um outro amigo meu - grande amigo, que adoro - ele me contou que havia terminado o namoro, de bastante tempo - uns 3 anos, acho. Aconteceu que a gente ficou. Eu não acredito nisso. Em como fui deixar isso acontecer. Mas tudo bem. Agora estou tentando achar um jeito de impedir que isso estrague a amizade. Mas acho difícil. Essa mistura costuma não dar muito certo.

Aff... Esse post não ficou tão bom quanto eu queria. :/

Um dia desses eu vou falar sobre remédios. Acetato de ciproterona, meu grande amigo [não, não é droga ilícita, não]. :)


Faz quanto tempo? Uns 20 dias... Provas e mais provas. Expectativas - vem aí o 5° ano - não sei ainda se é bom ou ruim, sei que dá um frio na barriga... Imagina quando o que vier pela frente for o 6° ano? Eu me formo em outubro de 2010, daqui mais ou menos dois anos... E é engraçado isso, de como o tempo passa rápido, às vezes rápido demais. Por que eu me lembro de coisas antiiigas - como quando eu estava na 1ª série fundamental e achava o máximo minhas primas, que estavam na 8ª... pensava em quanto tempo iria demorar para eu chegar lá. Hehehe. Estranho, no mínimo.

Semana passada saí sexta e sábado. Para quem me conhece, sabe que é um acontecimento. Sei lá. Este ano me dei conta que passou a faculdade, a tal melhor fase da vida e eu não fiz nada. No 1° e 2° ano por que trabalhava feito doida. No 3° por que a única coisa que eu queria era desaparecer - e isso não é figura de linguagem. Deprê total e séria - por que será que tomo 3 remédios diferentes todo dia? :p Daí que deu um treco, por que 5° e 6° ano são barra. Legais, mais bem cansativos. Brincar de médico não é fácil, viu...

Esta semana foi muito cansativa. Trabalhei muito para juntar $$... vou para um congrsso em Campo Grande. E provas, muitas provas. Odeio provas... mas odeio mais ainda trabalhos.

Vou contar do jantar.

segunda-feira, setembro 08, 2008

Quatro e pouco da tarde, acabei de voltar da aula de medicina legal, tenho prova quarta, de pediatria [sucks, não que eu odeie crianças... se me mandarem cuidar de uma, cuido numa boa, tudo certinho, dou banho, papinha, faço dormir etc... mas não me mande brincar com ela, nunca fui muito boa nisso, nem quando eu era criança... enfim...]. À noite tenho inglês e não fiz a tarefa.

Mas... Depois da aula, à tarde, fui atrás da mamãe, que estava no médico urologista. Daí que quando cheguei à clínica, fui informada que ela havia acabado de entrar no consultório. Vou, não vou... entrei, na maior cara-de-pau. Aparentemento, o médico não gostou muito da idéia. Mas... tudo mudou, repentinamente, quando ele ficou sabendo que faço medicina, e na UEM [rá rá rá]. Daí ele começou a tratar bem, explicar o que era melhor fazer, encaminhou o exame sem delongas, e mandou minha mãe retornar, sem nem mesmo precisar de agendar consulta - o que demora uns meses [não temos plano de saúde :/]. Disse à ela que era só ir ao consultório particular dele, dizer que era minha mãe... Hahahaha :P Eu realmente ADORO fazer isso... dizer que faço medicina, por que daí o tratamento muda - o que deveria ser assim com todos, por que, muitas vezes [não se pode negar], o tratamento pelo SUS é diferenciado [para menos].

Lembro de uma vez que fui ao oftalmologista. Primeiro que havia duas entradas: uma chiquérrima para consultas particulares e conveniados... e outra, para pacientes do SUS... Sabe como era a do SUS? Uma portinha de meio metro de largura, literalmente encrustrada [é assim mesmo que se escreve?] numa parede, beeem longe da entrada dos "ricos". Sacanagem! Daí EU resolvi sacanear... Entrei para minha consulta, o médico nem olhava direito para a minha cara. Mas... tudo mudou! Assim que disse a ele que já estava cursando a matéria de oftalmologia na faculdade.
- Faculdade de quê você faz?
- De medicina... [sarcasmo no olhar oÔ]
- Onde?
- Aqui, na UEM... [hohoho... satisfação com a cara de espanto dele, como sou má]
Então, conversou comigo, sugeriu lentes de contato, que era só ir à clínica dele, e tal. Pois é.

Quer outro exemplo? Há aqui na cidade uma clínica com três entradas: uma para particulares [tipo mármore de Carrara no piso], uma para conveniados [até normalzinha] e uma para o SUS [não tem nem cadeiras para todos...] Esse tipo de coisa se repete em todos os lugares que prestam serviços tanto ao SUS quanto para os outros. E eu acho, sinceramente, sacanagem. Espero que o tempo e a arrogância não me façam mudar de idéia. Já me disseram que não se pode misturar os pacientes por que os ricos não gostam, o que eu não duvido nem um pouco. Mas então por que não fazem três entradas iguais? Não é 100% certo, mas é menos errado...

quinta-feira, setembro 04, 2008

Diz um amigo meu, que obviamente também estava no tal jantar dos 20 anos, que aconteceu este diálogo entre ele e eu [que estava tomando tudo]:
- Ellen, por que você está com duas taças nas mãos?
- Uma é para a Ellen, e a outra, para a Andressa...

p.s.: meu nome é meio mexicano - Ellen Andressa [aff mau gosto]

domingo, agosto 17, 2008

Estava procurando um envelope para minha irmã. Achei. Estava junto com cartas antigas. Cartas da minha amiga que fez faculdade na USP - no primeiro ano, nos correspondíamos regularmente. Junto também tem umas cartas de um ex-namorado, o segundo, o mais complicado, o que doeu mais, etc.

Nós começamos a namorar no meio do 2° ano do ensino médio. Acho que no começo ele gostava mais de mim que eu dele, e isso gerava uma nóia tremenda, que gerava discussões, que acabou minando tudo - porque apesar de eu amar ele, no fim achei melhor terminar tudo, por que não agüentava mais aquela situação de angústia (é bem essa a palavra). Quando brigávamos, eu sempre cedia alguma coisa, só para desviar a atenção dele momentaneamente, daí a discussão dava um tempo - mas sempre voltava.

Um exemplo de como era: ele sentia vontade de dizer que me amava o tempo todo, mas como eu não era assim, ele achava que se fizesse isso, estaria me enchendo o saco, então eu deixaria de gostar dele... é muita esquisitisse para uma pessoa só. E eu tentava o tempo todo mostrar para ele que a coisa não era bem assim. Tudo muito complexo para crianças de 16 anos. Ainda assim, namoramos 1 ano e meio, e pouco mais de 1 ano depois, voltamos a namorar, por duas semanas.

Então. Enquanto procurava o tal envelope para minha irmã, achei algumas cartas dele e minhas também [eu fazia rascunhos, e guardava]. Li uma delas, ele dizendo que me amava, que se eu tivesse um problema, se eu ficasse triste, ele também ficaria, e por aí vai... O fato é que me lembrei de uma coisa até engraçada, ou não. Uma vez ele foi em casa e, para variar, brigamos. Sabe lá Deus por quê, mas ele estava com todas as minhas cartas na bolsa. TODAS. No meio da briga, ele pegou e RASGOU todas elas! Eu fiquei possessa - pensa que é fácil ter inspirações românticas para tentar convencer seu namorado que você gosta dele sim, que não tem nada a ver as nóias dele, que vai dar tudo certo, e que sim, se possível, você gostaria de ficar com ele o resto da sua vida??? [eu queria... e continuei querendo até uns dois anos atrás]

O que eu fiz? A primeira coisa que vi, joguei nele com toda minha força. Sabe o que era? Hehehe... Uma lata de nescau cheia de pregos. Pois é. Na cabeça. Depois fiquei com dó dele, ri um pouco, ele me chamou de maluca, fez um galo, mas acbou tudo bem. Ele não morreu, e nós namoramos mais uns meses.

Guardei as tais cartas e disse alto, para mim mesma: "por que é que quando a gente é mais novo, complica tanto as coisas?" Mas daí cheguei à conclusão que independente da idade, sempre é possível complicarmos as coisas se não tomarmos cuidado, se não formos prudentes [que palavra de livros de auto-ajuda, não!?]. Não dizem por aí que é errando que se aprende? [agora me imaginem com uma cara de condescendência...]

Outro dia, que eu não tiver mais nada para dizer, conto o que ele fez no Natal. Não tem nada pior no mundo que ex-namorado - principalmente se o fim foi mal resolvido.

terça-feira, julho 15, 2008

Voltei às aulas. Férias? Trabalhei até quinta passada. E ontem fiquei fazendo um trabalho chato, para não dizer outra coisa. Fiquei com a pior parte: organizar o trabalho escrito, além de três tópicos... Era a única coisa que eu pedi para não fazer. Gosto mesmo de apresentar trabalhos, seminários, montar slides. Trabalho escrito não é meu forte.

Daí teve um imbecil que simplesmente não fez a parte dele. Copiei e colei do trabalho dos meninos do ano passado - uma vez que o professor orientador indicou os mesmos artigos. Mas faltava uma parte. E um colega muito bonzinho fez para mim, enquanto eu terminava de revisar o trabalho escrito. Tudo muito chato. Eu havia dividido o trabalho em pastas, cada uma com o nome da pessoa que fez aquela parte. E tem uma pasta com o nome imbecil. Fico me perguntando o que alguém pensaria se visse...


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E só porque eu vivo me gabando do fato de nunca ficar doente [por exemplo: pessoas que trabalham ou estudam em áreas da saúde devem tomar a vacina contra a gripe, e ano passado quase todo mundo tomou, eu não, por que eu nunca fico gripada], estou resfriada... Dores no corpo, gânglios cervicais palpáveis [sabe aquilo que as avós chamam de ínguas?], nariz trancado e escorrendo, um sono desgraçado, rouquidão...

Agora vou ver se faço uma prova de uma matéria que o professor manda fazermos em casa. Uma a menos.


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I'm bored. Muitas dúvidas, medos e incertezas enchem minha cabeça de caraminholas. Dúvidas e incertezas não são a mesma coisa. Não para mim. Sempre achei que dúvida é no presente, e incerteza é sobre o futuro. E eu odeio mais ter incerteza. Ao mesmo tempo que gostaria que o futuro chegasse depressa, queria ter certeza de como ele será.