quarta-feira, dezembro 31, 2003

Eee..! Último dia do ano. Amém. (como ansiei por isso - ano maldito! pouca coisa boa, vááárias ruins... sabe aquilo que professores e psicólogos têm de dizer 'ó, se você fizer duas listas, uma com as coisas boas e a outra com as ruins, vai contabilizar que existem mais benesses que malefícios'... mas baH! dessa vez foi até pior que 2002, meu ano maldito, pior que 1999,pior que tudo, pior que adolescência... fuH! Deus me livre...)

Mas então que fim de ano me dá uma coisa de lembrar...

se tudo passa como se explica
o amor que fica nessa parada
amor que chega sem dar aviso
não é preciso saber mais nada


(de você sei quase nada/pra onde vai ou porque veio... é do Zeca Baleiro, Quase Nada)

'Tá vendo só? É assim que eu acredito que devam ser as paixões, amores etc. Mas pensando agora: se for assim calminho poderá ser classificado como 'paixão' (com P maiúsculo)? Hein? Não sei muito bem. Era só isso que eu queria e acho que quando eu quero muito uma coisa eu acabo me convencendo de algo que favoreça eu ter ou não. Por exemplo, já aconteceu de eu forçar a barra e me sentir apaixonada e não estar realmente, era só na minha cabeça. Horrível e degradante. Humanamente degradante. Fora que às vezes eu enjôo de uma situação e ponto final. Acho isso muito feio.
E o que eu preciso saber de um amor? Nada. Por que ele passa. Se tudo passa, então para quê sentir qualquer coisa se nada vai durar..? Fico nessa eterna dúvida e acabo por decidir que é melhor continuar, pelo menos enquanto minha cabeça não dominar. Só queria um amor calminho para ter em quem pensar quando cansar de ser só... Bem, estou cansada, mas talvez paixões
não gostem de mim agora. Não sei.


Às vezes eu me odeio...

sábado, dezembro 27, 2003

post in catarse

Acho que nunca vai ser da mesma maneira se novo. Isso é óbvio mas é difícil para eu aceitar esse tipo de conclusão. Eu, que carrego meus esqueletos, aqueles que as pessoas 'nomais' guardam no armário. Sei que isso é meio besta. Ficar com uma mania de 'verdade'. Encarar as coisas. Nem dói tanto, acho. Mas é só uma necessidade, não de sinceridade excessiva, mas de não mentir para eu mesma. E também não acho justo quando mentem para mim. Porque eu procuro não mentir, mas principalmente porque eu acredito. É muito contraditório, eu sei, eu dizer que não confio muito nas pessoas por puro medo (ou receio, como me ensinaram), e dizer também que acredito nelas. É mais ou menos assim: se eu perguntar alguma coisa, ou no meio de uma conversa, se me disserem que dois com dois são quatro eu acredito, assino embaixo e tal. O negócio da confiança é mais embaixo... Nada sai da minha boca para o ouvido de ninguém, de genuinamente e intrinsecamente meu se eu não confiar um tiquinho em meu interlocutor. Se eu valer alguma coisa para quem lê isso e algum dia teve qualquer coisa de meu, tenha certeza que você é especial para mim, e se eu não confio inteiramente em você, ao menos um pouco isso é verdade. Acho que eu sou meio trouxa. Sinto receio mas ao mesmo tempo uma grande necessidade de confiar em alguém, como se existisse uma força meio sobre-humana me impelindo a isso. Meio injusto.

Mas pulando essa parte e voltando a ser a velha Ellen que não está nem aí para nada... Acho que eu queria abraçar. Pessoas que me conhecem a mais tempo sabem o quanto isso era difícil para mim. Era algo realmente im-pos-sí-vel. E houve uma situação bem ilustrativa a esse respeito...

Eu já namorava o Raul. Acho que era na época do final do segundo ano (tipo outubro/novembro de 2000 - nooossa!! 'tô ficando veeelha...) e estávamos jogando basquete - algo que nuuunca acontecia naquela época - depois das provas bimestrais do colégio. Eu mais Raul e no mínimo a Joyde e o Bokão. Tinha mais gente, devia ser o Garcia e o Padre, talvez o Lucas Henn e o Piu mais a Gra, os malucos que jogavam basquete. Lembrei: era o último dia de aulas daquele ano e o próximo seria o ano do terceirão, O terceirão. Acho que estava tudo mais ou menos bem entre eu e o Raul. Mas o Bokão estava mais estranho que o costume, tanto que uma hora ele olhou para mim e para o Raul e pediu um abraço. Ellen tremeu: eis que meu melhor amigo me pede algo bem simples e eu sabia que não poderia, não conseguiria fazer nada por ele. Olhei: me desculpa... você me perdoa? Eu não consegui, e por um bom tempo esse foi meu pesadelo, um amigo que eu gostava tanto pedindo um mero abraço e Dona-Ellen-cheia-de-complexos não conseguindo fazer nada... Cômico se não fosse trágico.

Demorou relativamente bastante tempo e muita terapia para eu conseguir dar três beijinhos e um abraçozinho nas pessoas que não fossem meus namorados, e mesmo com eles era um verdadeiro processo conseguir uma intimidade dessas... Huh. Era como se fosse uma falsidade eu abraçar pessoas as quais eu nem sempre amava de paixão, digamos. Bem estranho. Viu? Isso é um esqueleto que eu não enterrei, preciso dele constante mente ao meu lado como um troféu: eu O superei (eu, sacas?). Daí que agora eu sou quase uma puta! Hehehe... Eu até fico com pessoas que estou vendo pela primeira (e geralmente última) vez! Embora faça bastante tempo que isso não aconteça porque resolvi que quero ir para o céu. Nada a ver. Eu fiquei 'certinha' nem sei porquê. Enjoei de só ficar, esses moleques me estressam, muito toscos... Tsc-tsc. Se eu vivo bem sem eles, por que mitificá-los? Hein-hein? Essa é uma outra (loooonga) história que eu conto outro dia. =)


pos scriptum: a parte final de mais um dos meus posts enooormes é brincadeira... qualquer coisa depois eu tento explicar...

quinta-feira, dezembro 25, 2003

Pouta melda, eu 'tô de bom humor! Também, me deram chocolate... Hehehe =)

Eis que ontem meu pai veio com uma conversa bem típica dele quando quer nos por em nossos devidos lugares, de completa subserviência, segundo a ótica dele do papel das pessoas de uma "família cristã", digamos. Mas eu não vou desfiar nem aqui nem agora meu discurso psicanalítico do papai. É uma looonga história. Então: ele veio com o papo de que eu era muito revoltada e mal agradecida. A noção de revolta dele é mau-humor e desobediência e namorados não arranjados por ele. Bem, ele nunca tentou de verdade arrumar namorado pra mim, e acho que nunca tentaria, pois para dad, filhos devem ser seres assexuados e desprovidos de necessidades emocionais tais como beijos e abraços que não vindos dele, isso que ele nunca me deu um só abraçozinho. Isso não é mentira, tampouco exagero meu. Daí eu, num rompante de coragem de desagradar papai com uma resposta sincera que não ia completamente de acordo com suas convicções de como um filho deve agir com seus pais, respondi coerentemente que: papai, o senhor está enganado a meu respeito. Isso que o senhor diz não é verdade desde meus treze anos. Por que a revolta à qual ele se refere é aquela típica da fase eu sou um cu de nossas existências mortais (adolescência). EU RESPONDI MEU PAI NA NOITE DE NATAL!!! 'Tá.

Como consegui escapar da praia esse ano, papai resolveu dizer que não ia porque eu estou machucada. Nada a ver. Desculpa. Não vai porque ele também não quer. Ainda bem. Imagina eu na praia, quebrada e de mau humor ante pessoas constantemente bêbadas e talvez felizes, garotas tolas e sem assunto torrando ao sol do meio-dia, pegando suaves cânceres de pele... É que eu 'tô de bom-humor. 'Magina... Vamos passar o ano novo com os primos do papai, em Marialva! Maaaaaaassa!!! Eles são completamente pirados. E tem umas tias e primas comédia. Vai ficar todo mundo bêbado. Vou levar Sagarana (do Guimarães Rosa). Tudo bem, eu nem estou reclamando =) Eu só gosto mesmo de ficar num canto lendo e pensando nas pessoas. Principalmente agora...

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Existe um treco estranho que não tem muita explicação e a gente chama de tempo. Ele é quem vai me dizer se o que eu sinto não é invenção só da minha cabeça solitária. Parece que eu me apaixonei.

Mas falando de tempo, eu posso dizer que 2003 foi um ano perdido. Comecei fazendo faculdade de biologia, o que eu não queria nem a pau. Daí eu fui contra tudo e contra todos, larguei os bichos do primeiro ano, que poderia ser resumido em bactérias e parentes de baratas e lombrigas... Então vovô morreu na semana do vestibular de maio. Fui fazer cursinho patrocinada por meu tio, que me adora e meu pai odeia. Inimigos particulares e tal. Não passei num vestibular maluco no qual 47% das pessoas zeraram a redação por que fui mal (justamente) em biologia ?? Mas 'tá. Perdi de vez o que um dia foi um grande amigo e cheguei a brilhante conclusão que não existe essa história de segunda chance. Errou 'tá errado, não adianta querer consertar nem implorar uma segunda chance, que as pessoas são mesquinhas o suficiente para pedi-las e não as darem a ninguém.
Que bom que já está no fim. =þ

sexta-feira, dezembro 19, 2003

Tem uma coisa que sempre acontece (vive acontecendo) e eu sei que não é só comigo.

Por que nós fazemos *de tudo* por uma pessoa e não se dispõe a *nada* por outra? Por que de um suposto amigo aceitamos tudo e qualquer coisa que outro fizer nos faz gostar menos dele? Por que amamos muito um alguém e por este alguém nos anulamos - ou quase - e corremos atrás, e aceitamos situações e imposições que antes não suportaríamos e depois negaríamos ter concedido?
Quem inventou isso não era muito esperto ou gostava mesmo é de dramalhão mexicano.
Para quem está só assistindo é fácil dizer: mas como é burro! (o ser que se 'rebaixa') A questão é que às vezes ficamos felizes quando nos pomos em tais situações, onde nossa posição ante o outro é de subserviência. (feliz = iludido - não concordo inteiramente com isso...)
Se eu pensar muito, o que vivo fazendo, concluo que a chance (estatística) de um relacionamento, qualquer que seja sua conotação - amizade, convivência pré ou pós matrimonial - dar certo é meio nula. Fora que tem a questão da dependência. É tão propagado que não se deve, não se pode, não é "saudável" depender de nada nem de ninguém que é difícil permitir uma coisa assim.
Pensa-se: eu dependo de alguém, legal; o alguém depende de mim, ótimo. Mas e quem é que depnde mais de quem? Como saber? Não há como saber. Claro. Então o mundinho racional ferrou o emocional. A resposta: mas tem que confiar! A pergunta: e quem *confia* em alguém hoje?
Ninguém. Estão todos muito afim de 'curtir'. Brindar a vida etc. Carpe diem moçada. Como se isso fosse tudo e suficiente para tapar o buraco antes de dormir... .
Sabe em que eu acredito? Que temos que tentar sim e procurar confiar. O mundo machuca muito e isso é um clichê sim. Também é uma negligência nossa. De qualquer maneira, eu não desisti ainda. Embora ficar só seja simplesmente mais fácil e cômodo (o buraco do meu dente continua vazio, mas arrumo vícios que o mascare tão bem para nem eu lembrar), embora seja quase uma luta não entregar os pontos de vez, eu continuo acreditando que o melhor achar alguém que complete. Ou complemente.                     

quinta-feira, dezembro 18, 2003

Ontem foi a revelação do amigo secreto do pessoal da biologia. Eu ganhei um treco tipo chaveiro, uma geeeeeeerafa!! Massa. Amarela com mancha roxa (lilás) e algumas partes fúcsia (rosa, magenta, sei lá) do Rogério. Eu ri tanto que minha mandíbula *quase* deslocou...

'Tava pensando num negócio, de como temos que ser exclusivos, únicos, criativos. Tudo é uma questão de criatividade. Af, sux... Mas como eu 'tô sem muita coragem de por a cara a tapa, fica pra outra vez. :~

segunda-feira, dezembro 15, 2003

Venho tremendamente ocupada em não gostar de ninguém. Mas esse tipo de coisa ainda não faz parte do meu ser. Eu ainda me apaixono por coisas e principalmente, para meu talvez azar, por pessoas. Eu tenho medo do que posso sentir, como não teria? Mas como eu sou daquelas que se pedem um conselho, uma idéia, bem... eu sigo o que me disserem, porque eu não peço conselhos a quem quer que eu ache incapaz. Daí a Gabi ordenou que eu parasse de nóias e deixasse as coisas caminharem por si só...

[sabe o que eu mais gosto nos meus amigos da ex-facul? É que eles cuidam de mim, eles me fazem sentir segurança...]

sábado, dezembro 13, 2003

... às vezes você se decepciona com os amigos que pensa que tem.

E às vezes eu queria não gostar tanto de vocês como eu gosto. Queria esquecê-los. Esquecer todas as pessoas em que penso o tempo todo. Esquecer todo mundo que conheço ou conheci. Queria não me importar tanto com vocês. Queria não desejar poder fazer tudo de ruim que vocês tenham que fazer. Queria não desejar que todas as maldades que farão com vocês acontecessem só comigo. E queria que eu não quisesse que suas dores viessem todas pra mim, pra vocês não sentirem nenhuma. E agora eu nem queria que vocês se importassem taaanto assim, eu só queria que alguém me passasse a mão na cabeça e dissesse que "isso passa". Que dissesse que eu posso não ser perfeita mas que estarão do meu lado haja o que houver, da mesma maneira que sabem que estarei por lá por mais que me xinguem e tudo mais. Eu AMO DEMAIS as pessoas que coloco às vezes sem querer na minha vida. O maior problema é que pode acontecer de alguém que entrou um dia na minha lista de prioridades não dar a mínima pra mim. E pode acontecer de alguém deixar de se importar comigo e eu não perceber a tempo de me adaptar à nova situação.
desconsiderem tudo que eu tenha dito na última semana...
e o que eu vir a dizer pelas próximas, por que eu 'tô exatamente o cúmulo da acidez cadavérica...
sucks

I cannot speak
I lost my voice
Speakless and redundant coz' I love you not enough.

nossa, que coisa estranha... eu nem sei... EU não SEI... EU não SEI... eu que sempre sei não sei o que é que há comigo... essa 'cuzisse' espontânea... urrrrrrrrrrrrrlgh! hmmrlsssssmnngrrh!


falta de wonderwall

sexta-feira, dezembro 12, 2003

Fazendo cursinho na mesma turma que eu tem o Bruno. Bruno Volski, conhecido na época do ensino médio como Bruno-Punk. Sim. O único cara punk de verdade que eu conheci até agora. E o cara continua tão exclusivo que tenho medo. Eu sempre tenho medo das coisas que eu não posso explicar muito bem. Eu sou humana. Eu sou de uma civilização ocidental. Eu prezo a sistemática aristotélica. Eu sou racionalista. Rá: me contestem!
Isso não quer dizer exatamente muita coisa além de: eu tenho medo dele porque ele não é algo que eu possa entender e ponto final [conceituar]. Dá pra dizer que esse é o maior defeito, o mais visível deles, do pensamento lógico. Quando não se pode explicar tim-tim por tim-tim, nós ocidentais trememos e coisas tais como preconceito idiota e manias retardadas brotam como vermezinhos em carne podre. A alegoria dos vermes & carne putrefata é proposital. Só pensa num discursozinho normal a qualquer um que queira 'se aparecer'... Como pode ser que EU esteja parecendo agora...
Trocentas mil coisas me irritam nesse mundinho imbecil que eu me encontro. Mas a que mais me incomoda justamente por não ter como explicar racionalmente, que é a única maneira de entender a vida que me cerca [estou tentando não ser muito preconceituosa], é como tem um monte de gente que usa drogas. Mas, pior ainda: virou moda!! É bonito, é diferente [o que convenhamos, dadas as porcentagens não pode ser tomado como TÃO exclusivo assim...], é cool, é alternativo, underground, punk, chique, fashion...
Putaqueopariu!! Fora que massacrar seus próprios fígados é uma atitude necessária quando se fala em divertimento. Sair e não beber, ou sair e não ficar/comer alguém é o mesmo que não sair. Onde foram parar os conceitos puros de diversão? Mas... quem sou eu pra questionar uma coisa destas? Eu, que não saio de casa por nada nesse mundo? Eu, que nem quero sair pra não presenciar mais de perto esse tipo de deploração dos sentidos humanos...

Às vezes eu acho que devia era me internar num convento. Virar monja. Desligar o mundo de mim. Eu não posso fazer parte disso.
só espero que isso [esse nojo] passe... sempre passa, né!?

segunda-feira, dezembro 08, 2003

AH! Eu 'tô estranha... =/ 'Mó estranha'...
Onde já se viiu [aquilo que "quem te viu, quem te vê", sacas?], Ellen, A reclamante, A que falava pelos cotovelos, A que gostava de expor suas idéias e concepções de vida e outras coisas, A que conseguia falar de si e discutir sobre personalidades com seus 'amigos'... Quem já conheceu um mero fragmento do que fui deve estranhar. Eu, que conversava, agora não digo nada. Perdi a capacidade de me expressar. Tem um mundo de coisas que eu penso, mas na hora de botar pra fora eu travo, por que vai que isso incomoda alguém ,daí vem o ou outro alguém pra me dizer que eu causo desconforto, tristeza... Sim: eu fiquei medrosa, eu perdi o que mais gostava. Minha espontaneidade. A culpa é toda minha, por que EU me negligenciei e agora não quero fazer nada. Isso me incomoda mais ainda: EU NÃO 'TÔ NEM AÍ PRA ESTAR ME ISOLANDO.
O mode fuck all: ON. E saber que 'tá errado e não ter o menor saco pra pensar em tentar fazer algo contra... Daí que se nem eu me agüento..? Eu me decepciono. Eu não consigo ter mais nem uma conversa decente com um amigo. Eu os decepciono. Blá-blá-blá.

[talvez só mais uma crise de 'fobia social' - ecaT!]

domingo, dezembro 07, 2003

Ma' QUE BÓUSTA!!
Faz tempo já que eu não escrevo um coisa decente ??
Raiva de mim _|_
Mas... tem sempre um mas... eu ouvi uns seres dizerem algo de muito absurdo, eu odeio burrice escatológica. Ó só: um menino que tem cara de neandertal e uma menina que chama Paula, o que eu achei uma injustiça com o nome, os dois eu os vi comemorando terem passado no 'vestibular' de uma facul particular daqui. Os dois, que ainda têm que assistir aulas porque estão de recuperação final e média inferior a 5,0, pois é... Biologia: véio, que era aquilo de fonte de energia??? 'Mó difícil aquela prova de bio, hein!?
Poutzgrila!! Meu, fonte de energia é COMIDA e sim, eu acho um tremendo absurdo um ser que estudou provavelmente a vida toda num colégio particular simplesmente não ter noção de o que significa comida no fim do ensino médio... Ou tiveram professores realmente ruins ou eles é que são umas amebas. Nossa. Como eu sou preconceituosa :(

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Talvez eu devesse catar meu caderno e meus rabiscos e começar a publicar velhas e novas idéias. E talvez eu tenha me tornado insociável meio sem querer. Se é reversível, eu imagino que sim, pois quase tudo na vida o é. E 'tava passando Amnésia. Teve uma época que eu queria bater a cabeça num ponto que me causasse pelo menos esquecimento temporário, nem que psicosomático. E o professor novo de História do Brasil é praticamente uma anta. Saudade do Gilson, um cara que eu ainda não decidi se é esquisito mesmo ou só faz força [esse era o outro professor de história, o bom bagarai]. Deus me livre! O cara é pior que uma professora que tive na sétima e oitava série, que era sintomaticamente surda e burra, além de portuguesa da gema. Sério que eu sabia mais que ela... No way. acho que 'tô estressada demais. E eu odeio essa palavra. Modismo: qualquer coisa que te deixa puta da cara é por causa do stress Feelho: minha fase é aguda, é burnout, depois do stress. Hmm.
O Yuri, meu fedelho particular de 8 anos reprimidos por três irmãos mais velhos, duas avós, mais de vinte primos, 6 tios, 6 tias, mais [principalmente] pai e mãe, pergunta quase inocentemente:
- Dê, quando você faz aniversário mesmo?
Eu, pensando: lá vem...
- Dia 4 de julho, por quê? - mau-humor do caraleo...
- Aaaaaah... E quantos anos você faz ano que vem?
Eu: o nível vai baixar, certeza...
- 20. [com aqueeeeeeela convicção de quem não faz nada que presta na vida, nada de útil, tipo eu sou uma ameba]
- Noooossa!!! 'Cê 'tá ficando velha hein? 'Tá na hora de casar...
Eu: putz! onde esse mundo vai parar??
- AAAAAAAAAAAh!! Claaaaaro que NÃO!!
[eu estou certa]
Daí eu tive um ataque convulsivo de riso caótico...

quarta-feira, dezembro 03, 2003

Pieces of Me
----->clichezaaaço... mas não pude evitar =)

[... a Michelle Branch cantando 'A Thousand Miles' me dá vontade de abraço e Charlie Parker tocando 'Now Is The Time', desejos [estranhamente] etílicos de algo mais completo...]

Ontem e hoje os estudos renderam muito. Ontem foi a tarde inteira explicando matemática, física e química. Hoje a intensidade de esclarecimentos foi menor, só química. E eu ADORO dar aulas, desta ou de qualquer outra maneira.

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Agora, o 'Plano de Vida - by Ellen':
× Case com alguém que ganhe alguma coisa além do mínimo necessárrio para viver (comer, tomar banho, fazer cocô e xixi num banheiro decente, etc.);
× Por 5 anos (de casado), divirta-se;
× Por 2 anos, poupe dinheiro;
× Em 3 anos, tenha dois filhos (de preferência um casal, com o menino sendo o primogênito);
× O garoto deve se chamar Reynaldo (Dado) ou João Marcos, a menina Athena ou Paula;
× Crie os filhos sendo sempre presente, compreensivo, democrático, rígido, equilibrado, carinhoso...
× Não se esqueça de amar o cônjuge, e de dizê-lo (quase que principalmente);
× Mantenha-se sempre a disposição para diálogos (e não monólogos auto-explicativos e auto-indulgentes nos quais só o "ser pronunciante" tem razão);
× Procure freqüentar uma igreja, para aprender a ser tolerante o suficiente para con-viver;
× Tenha amigos;
× Vá ao cinema, leia livros, vá ao teatro, etc;
× Ame todos;
× Ame a si mesmo;
× Mas, não se esqueça (NUNCA!!) de NÃO TER UM PLANO B.

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Sr. Evandro: você 'há! eu já sabia' o quê?? ô_O

segunda-feira, dezembro 01, 2003

Queridas pessoas que porventura acessem este humilde blog sem grandes pretensões numéricas, ideológicas/intelectuais etc [ o blog, e sua respectiva dona]: façam o favor[pliiiz!] de deixar um comentário só pra dizer: ó, eu consegui abrir... EU NÃO CONSIGO VÊ-LO!!! AAAH!! [meu filhote pode estar agonizanteee...]

Talvez, talvez, eu seja um anjo numa pele de capeta pra tentar sofrer menos. Ou pode ser que eu seja um diablo na pele de anjinho pra tentar ir pro céu. Ou também pode ser que nãaoseja nada disso, mas eu não vou dizer a terceira opção por esta ser realmente deprimente...

domingo, novembro 30, 2003

Às vezes penso em ir embora, no meu sentido. Fazer tudo o que devo fazer, o que esperam de mim - corresponder a todas as expectativas e sair daqui. Ficar sozinha. Sentir sozinha. Pensar sozinha.

Queria ir prum lugar que só tivesse eu, livros, música, água. Algum lugar meio praia deserta. Não que eu goste de praia, por que eu as odeio: aquilo de ter que parecer feliz, completo, sarado, amado. Toda aquela perfeição. BleH! Eu tô chata mesmo...

Queria um lugar em que ninguém se importasse comigo, nem pro bem, nem pro mau. E que eu não me importasse com qualquer um. Não precisava de ser só eu, mas que só eu me importasse. [ó... como sou egocêntrica...]

Muita água pra me distrair. Eu adoro ver e ouvir água. Muitos livros pra estudar, me formar. Muito tempo. Tempo pra pensar-ser. Essa maldita necessidade de auto-suficiência momentânea. Eu não sou assim o tempo todo, é só de vez em quando...

Às vezes eu tenho dessas necessidades toscas de independência... Tsc-tsc. EU: o ser mais carente do mundo... Mas o mundo dá voltas, hein!?

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Rá! Descobri uma coisa mais degradante que ter seu pé parecendo uma batatinha [é, meu pé tá assim, mó inchadão... indecente! sentindo um dedo encostar no outro... urgH!]: são os malucóides que pagam mico na tentativa de virar big brother... ó Jisuis!! Falo nada...

quinta-feira, novembro 27, 2003

A VACA ATOLADA


Eis que eu estou de folga forçada em casa. Machuquei a pata. Isso aí. Voltando da aula de física química meu chinelo ficou preso numa valinha, estava escuro e eu não vi. Voltando apressada por que já era quasa dez da noite. O pé ficou, a perna foi. Foi-se meu joelho outra vez.

Ainda andei 500 metros, não agüentei e sentei numa amurada e então a Sara me viu. Aquela cara de espanto: que te aconteceu?? Acho que e torci o joelho... de novo. [eu com cara de urggggggh!! - porra que dor! doia mais que da primeira vez, uns 3 anos e meio atrás, quando torci o maldito joelho esquerdo jogando basquete]

Hoje pela manhã a coisa estava maior. A dor, o diâmetro. Aí fui pro médico. Sabe que ortopedista é o ser mais delicado da face da terra. E como ele é TÃO legal: puxou, empurrou, torceu, apertou. Eu: chorando, urrando mesmo de dor... Resultado: 'tô entalada. Colocaram um treco de gesso na minha perna esquerda, que é uma be-le-za pra andar...

segunda-feira, novembro 24, 2003

... a língua é um pequeno membro, que diz muitas coisas.É como uma pequena chama que pode incendiar um bosque todo. A língua também é como um fogo; como mundo de iniqüidade, está posta dentro de nossa boca, e contamina todo o corpo com maledicências e palavras que proferimos sem pensar.

Por que machucar é fácil e sarar demora e deixa cicatrizes que sempre nos lembrarão do que nos foi feito. Por que esquecemos o que de bom e edificante foi dito: o que magoa permanece. Mas nenhum homem pode domar a língua. É um mal que não se pode refrear; está cheia de peçonha mortal.

Vai. Diz aí daonde eu tirei/pensei isso...

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Aê!! D. Ellen teve seu primeiro dia de 'tia'. Um puta medo de alguém chegar e perguntar alguma coisa que eu nõ consiga fazer de imediato... mass... pra não dizer que ninguém foi lá na nossa salinha, foi um menino. E como era menino, foi falar com os... MENINOS!! Normal. Né!?

Mas então, antes de certas pessoa perguntarem sobre os outros dois monitores... Tem o Ricardo e o Djalma. O primeiro é loirinho e simpático. O outro é moreno branquinho e quietão. Por enquanto. Fiquei resolvendo os exercícios de química que os professores passaram pro plantão de revisão da UEL e Federal. De boa.

Hmm. 'Tô muuuuito cansada. Depois fui fazer a matrícula no curso de química e f;isica e os professores de lá são o cúmulo da simpatia. E são acadêmicos de Medicina da UEM. Epa! Uma luz no fim do túnel: é que o povo que faz Medicina aqui é mesmo muito cuzão.

sábado, novembro 22, 2003

Eita! Que eu 'tô feliiiiz!!
Só hoje que nós conseguimos falar com o papai, que estava perto de Cuiabá. Essa história de vento solar deixa celular fora de área. Daí a mamãe contou que eu consegui a bolsa e ele perguntou se eu ainda queria fazer os cursos específicos. Imagina! Já liguei e reservei vaga, segunda-feira matrícula e terça e quinta, aula das 18h30 às 21h40. Estuuda! Tooma!

E recebi e-mails, e teve uns comentários, o que me deixa bem satisfeita. Recebi enquete. Eu adoro enquete. Sim, meio exibicionista. Tinha uma pergunta sobre o que tem debaixo da tua cama. Além da poeira, que junta de um dia pro outro [ódio], tem uma caixa com minhas agendas. Explico.

Tenho agendas desde faz muito tempo. Tipo desde a primeira série, onde eu colava figurinhas 'Amar É' e escrevia versinhos bonitinhos, além das coisas pra não esquecer. A partir da sétima série a coisa ficou mais subjetiva, e como eu sabia que não adiantava nada esconder que alguém sempre acharia e leria, eu escrevia de maneira a lerem e não entenderem lhufas. Eu sou boa nisso. A tal história das entrelinhas, como ninguém me conhece de verdade, ninguém entende e assim por diante.

Escrever é antes de mais nada algo visceral. Tem três coisas que NÃO POSSO ficar sem: dormir, ler, escrever. Depois tem aquela de ser terapia. Mas o fato é que eu gosto muito de por coisas no papel. Ou na internet, agora. Continuo a ter uma agenda, lindona, caprichada, auto-biográfica [óbvio, hehe] e essa ninguém lê.

Lembro de há muito tempo alguém dizer que 'um homem tem que plantar uma árvore, escrever um livro e ter um filho...' Abstenho-me do filho, árvores já plantei aos montes, e o livro sai um dia. Mas nem vai ser auto-biográfico. E o soberano ego, e o alter-ego vão ficar bem quietinhos e escondidinhos...

Aliás, eu o tinha iniciado. 'Tá lá, paradão, esperando eu virar gente de verdade e ter o que dizer sem parecer patético demais...

sexta-feira, novembro 21, 2003

Ótemas notícias!! D. Ellen é a nova monitora do colégio Platão. Pois então. Ontem o coordenador do cursinho me ligou que queria conversar comigo, passar as instruções etc. Se eu estou feliz?? 'Magiiiina!!! Daí hoje de manhã fomos lá no Nobel cancelar a matrícula, e a D. Moça lá queria me dar bolsa também... Mas que coisa! Quando eu pedi ninguém quis dar... E daí? Daí vou pro Platão mesmo por que é aqui do lado de casa [três quadras].

Vidinha mais ou menos a minha. Paraaaaada... Paaaaz... E tenho que convencer minha mãe de me deixar sair com a Ingrid sábado que vem pra ver o Fulano tocar. Tenho deixado ela muito na mão nesses assuntos de companhia pra sair.


post scriptum: Sabe há quanto tempo um monte de coisas não dá assim tão certo de uma vez só? Acho que isso nunca me aconteceu. [Eu sempre quis dar aulas. Bem, ser monitora é mais ou menos como um plantão tira-dúvidas.] Não é só o fato de ter conseguido a monitoria, vai dar pra eu fazer um curso específico de química, vou fazer o vestibular da UEL, e mais outras coisas de nível psicológico =)

segunda-feira, novembro 17, 2003

É, ué. Eu devia estar no cursinho. Primeiro dia de aula e tal. Mas acontece que minhas queridas pupilas estão TÃO dilatadas [até agora] que num tô vendo muito bem. Só passei lá pra pegar as apostilas e a d. Moça achou estranho, muito suspeito, eu de óculos escuros numa manhã chuvosa.

E ontem foi domingo com pai em casa. Aliás, acho que ainda não contei que dear dad comprou uma moto massa pra caramba [uma Honda NXR Bros - 125 cc]. Porém, dear dad que é o meu me proibibiu até mesmo de sonhar em pilotar a máquina. Andressinha do coração: pra você é só Jog, no máximo uma Honda Bis... HunF!! Sacana, papai.

Daí fomos nós todos prum churrasco regado a 4 caixas de cervejas, mais que suficiente para que à excessão de moi e algumas, mas não todas as crianças ficarem molinhos-molinhos. Os primos da minha mãe. Mó comédia, véio... Sei lá se fazia muito tempo que eles me viam, mas só ficavam falando "virou mulherõ ela, hein Serginho..." Serginho é papai, o maior deles. Santa ironia, Batman. [Sim, eu dormi com o Bozo, seus abusadinhos... Nhé-nhé-nhé.]

Então, um dos ficou viúvo recentemente [umas duas semanas]. Pra atentar o papai ele ficou dizendo que iria se casar comigo. Ah, vá se fuder! Ó só eu casando _|_... Uma hora o Sílvio me contou que meu pai disse que quem tocar na minha filha escolhe onde quer o tiro: na testa ou nos pulmões. Eu imagino que se ele um dia vir a saber das merdas que já fizeram comigo, primeiro é claro que ele me dá aquele sermão, depois vai atrás dos malditos dar sova.

Sei não. mas eu gostei disso. Eu me senti protegida. Eu fiquei feliz em saber que alguém zela por mim se eu precisar...

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E ontem aconteceu uma coisa que por sua extrema raridade me deixou até emocionada. Minha irmã, que está em sua fase "eu sou um cu" fez lobby político pro meu pai deixar eu fazer auto-escola!!

sábado, novembro 15, 2003

Não. Eu não sei o que pensar. Eu não sei o que fazer. Eu tenho uma vida inútil. Logo: eu sou inútil. Que eu quero com isso? Pode ter certeza que não é gerar comiserações alheias. Isso é um desabafo e, por favor, se isso gera constrangimentos em alguém, por favor, feche a janela, saia daqui, etc.

Eu sou alguém que tem muito medo de um monte de coisa. Tipo de perder alguém, já falei inúmeras vezes disso para tentar me acostumar com a idéia de que ninguém é de ninguém, nada e nem ninguém é imortal - dura para sempre. Não sou mesmo possessiva. A questão do niguém é de ninguém é só uma maneira de dizer que um relacionamento [não só entre amantes, amigos principalmente] não dura para sempre nem da mesma maneira que começou. Quanto advérbio, fazer o quê?

Daí que fico paradinha na minha, feito Chapeuzinho Amarelo do Chico Buarque. O pior é que eu não era assim, eu não sou assim. Estou assim. E eu não sei o que fazer, já que confiar é muito-muito difícil. Só não quero perder esperança e ingenuidade e espontaneidade e sentimento de mundo. Sim: sou bem sentimental, emocore. Eu me preocupo pra caramba com os outros e pode ser, pode ser, que seja para não lembrar de mim.

Mas e daí?

[fui... mas não pra sempre, como parece que virou moda no mundo blogístico... 'tou de cara, hunF!!]

sexta-feira, novembro 14, 2003

Não tem muito o que pensar, não tem muito o que postar. Pra não cair na mesmisse de dizer meu ínfimo cotidiano [e hoje tive cólicas fe-no-me-nais - eu adoro cólicas, aquele estado em que temos vontade de fazer cocô mas não sai merda nenhuma, como já disse antes...], vai aí uns sonhos.

Outro dia eu sonhei que todos, absolutamente todos meus cabelos caiam. E isso é muuuuito pior que qualquer pesadelo. O que eu mais gosto em mim é do meu cabelo. Liso, compridão, multi-cores [ele tem o dom de transmutar, digamos]. Pois é. Toda vez que sonho isso acordo meio no desepero.

Daí outro dia tive três sonhos. Nenhum lá muito bom. O primeiro foi com o Raul [lembra? aquele ex-namorado de 1 ano e meio de namoro, com quem tive uma quase volta totalmente frustrante na semana do meu aniversário - ô presente!! visitem os arquivos de julho, se assim quiserem =) ]. Sonhei que minha ex-coleguinha de cursinho, a Camila, chegava e me entregava uma caneta:

- Ó, devolve pro teu 'namorado'... - uma caneta.

Então eu me encontro com ele, ele com aquelas calhordisses dos últimos tempos. Eu preocupada que tinha que voltar pra casa. Sem o menor saco pra ele. Conclusão: eeeeeeeeeeeeeeeeeeeeba!!! Não gosto mais nem um pouco do Raul. Até outros dias tinha lá minhas dúvidas. Coisa triste. Tsc-tsc...

Os outros sonhos eram tããão importantes que agora esqueci. Por isso é que eu devia ter anotado. Eu sempre esqueço tudo. Só quem eu quero esquecer é que demooooooora pra esquecer. Ow SHIT!!

terça-feira, novembro 11, 2003

Pessoas que não tem nada pra fazer da vida como eu, que estou assistindo Sessão da Tarde: sinto muito, mas Billy Zane [o Fantasma] não é mais massa que o Robert Downey Jr. [Chaplin]!! Ora-ora. O filme é basicamente fofo. E eu adoro coisas fofas. Fofo é um adjetivo indefinido. Quer dizer legal, meigo, que dá vontade de dizer: onnnnnnn!! Dá vontade de morder, de ter, de que aconteça com você: a mocinha [Marisa Tomey], quando adolescente fez uma brincadeira - tipo aquela do copo, lembra? - acho que com o irmão, e o nome da sua 'cara-metade' era Damon Bradley.

Daí ela vai atrás dele na Itália e acho que fica com outro [nem fica não, fica com o tio certo mesmo, o Jr.]. Mas isso não é o mais importante, ela foi atrás de alguém. Sabe quantas vezes eu fiz isso diretamente [eu sempre vou atrás do que quero, nem sempre consigo, é claro, mas eu vou, mesmo que indiretamente]? Acho que só uma, e deu tão, mas TÃO errado que... deu errado. Pronto.

'Tá. O filme se passa na Itália, o que me faz lembrar do meu bisavô comédia, que morreu a contra-gosto aos 92 anos. Menos de 1 ano depois, minha bisa morreu também, mas ela não era muito legal não, quando ele queria beijá-la ela não permitia. Esse ano, dia 4 de julho, meu aniversário, ele faria 100. E eu fico reclamando de não ser imortal... Então não queria viver muito assim, morrer logo. Às vezes sonho que vou morrer com uns 40 e poucos anos, pra não me apoderar muito do sentimento de estar viva. Estranho? Mais estranho ainda é sonhar isso desde que me lembro por gente. Sério.

Eu deveria ter nascido na Itália, comer macarrão sempre, polenta com queijo, pizza-pizza-pizza!! Tique no queijo e pumba na polenta, como diria meu vô. Eu deveria ter nascido na Itália, corações ardentes, latim na veia, vinho tinto, Spinoza e a Biblioteca proibida do Vaticano!! Rômulo e Remo, Veneza!! Quem sabe lá, minha Pasárgada, eu teria mais coragem, menos receio... Quem sabe lá tenha alguém que cuide de mim para eu cuidar dele... Et coetera. Isso é latim. :)

Sabe aquele sorriso meio triste, de auto-comiseração, é o que tenho antes de dormir. Algo do tipo: go girl!! Você tem que continuar. Quem sabe(...)??? Aaaaai-ai.

segunda-feira, novembro 10, 2003

IngridEEEEE: não dá pra comentar no teu blog... 'tou de cara :/

Ué-ué-ué... Alguém consertou o breguecinho ali do icq, e não fui eu com certeza, já que eu sou incompetente o suficiente para não fazer nada direito...

Mas então, domingo foi aniversário da minha vó, uma das, a mãe da mamãe. Numa idade perigosa: 69 primaveras!! =) Daí que foi aquela coisa de almoço de comingo com conotação mega familiar, aquilo de namorado de prima e amigo de primo. Eu simplesmente ADORO almoço de domingo!!!

Hmmm... Segunda-feira começa outro cursinho. AaaaaaH!! Sei lá. Isso não é legal. E eu sou burra. BleH.

E eu estouestive com medo do meu horóscopo, do Quiroga... Pula essa parte. Não sei o que lá de se apaixonar por pessoas difíceis, não disponíveis, loooonge... Não, obrigada. Enquanto eu puder evitar isso de gostar eu evito. Isso aí, racional de doer. =þ


sábado, novembro 08, 2003

Sabe um negócio chamado 'rinite'? Sabe o que acontece com uma pessoa que tem esse tipo específico de alergia quando a rua *inteira* resolve reformar suas casas cinqüentenárias? Então... meu nariz entrou em desacordo comigo de novo, está em greve. Ai que ótemo.

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[I'll never fall in love again é da Diana Krall ou não? Pior que a tia em questão é lindona e vai - ou ia - se casar com o bocó do Elvis Costello, li por ...]

Ontem, depois do programa do Jô teve reprise [e eu o-d-e-i-o reprises] do TIM Festival. Como ia passar White Stripes, D. Ellen ficou ligadona. Nossa-nossa-nossa!!! Preciso dizer que quase tive um treco?? Problema é que eu não lembro o nome das 2 únicas músicas que apresentaram... Snif-snif...

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D. Ingrid apareceu por aqui hoje. Enquanto eu almoçava a comida que minha mãe me obrigou a fazer ela colocava em pauta suas quase duas últimas semanas. Hehe. Daí teve uma hora que ela falou que cada uma de nós três fomos para rumos completamente diferentes: a Dé foi fazer Computação na USP de São Carlos, a Yu foi fazer Direito no Cesumar, e eu... bem, a princípio fui fazer Biologia na UEM, agora faço cursinho pra tentar Medicina. Ela estuda a noite, eu de dia, é complicado. Ainda mais quando se junta namoros, outros amigos, falta de telefone et coetera... Embora não tenhamos deixado de nos falar, gostar muito uma das outras e confiar.

É engraçado e de certa forma gratificante a maneira como mesmo não tendo as mesmas opiniões, além de respeitá-las, defendemos. Ficou estranho, escrito. É só que se precisar, sai um fight com quem se meter a besta...

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Mas nem era disso que eu queria falar. Queria dizer só que NÃO ME CONFORMO COM A IDÉIA DE QUE UM DIA EU VOU MORRER!!! Sacanagem termos uma *noção* do que é eternidade e simplesmente a única certeza que nos resta é que "morreremos um dia"... Saco-saco-saco. Eu não quero morrer!!! Fu!!! Nun-ca!!! Queria poder ver o Sol quando ele explodir, englobar a Terra. Queria brincar de Deus. Queria mesmo é não precisar de ninguém, enfim, mas eu preciso... Sei disso, fazer o quê? E nem era disso que eu estava falando... Bilu-bilu.


White Stripes | Fell In Love With the Girl

sexta-feira, novembro 07, 2003

... Só queria saber se o que penso está certo ou não. Se as coisas que penso e as conclusões a que chego são ao menos cabíveis. Mas não. Para quem é que eu poderia me voltar para conversar sobre o "processo da vida', sobre realidade, sobre as possibilidades, universos paralelos, fractais, sentimentos, ações que tomamos, lógica... hein!?? É maçante. Quem mais no mundo pensa se "o ruflar das asas de uma borboleta em Hong-Kong pode desencadear erupções vulcânicas na costa leste da América Central". Nem eu me agüento.

Sinto inveja das pessoas que não pensam (muito). Invejo quem não gasta uma vida em pensar e consegue realizar algumas coisas, por simples que sejam.


Simpleplan | I'm Just a Kid

terça-feira, novembro 04, 2003

Então que CORTARAM meu cabelo. Quase dois dedos. Isso por que eu levei minha mãe para inspecionar, que cabeleireira que se preze quer mesmo é tosar madeixas sem prévia autorização. Daí que meu hair 'tá exatamente na altura de cintura. E eu fiquei mais de 10 meses sem cortálo... 'Snif'.

Audioslave | Like a Stone

On a cobweb afternoon
In a room full of emptiness
By a freeway I confess
I was lost in the pages
Of a book full of death
Reading how we´ll die alone
And if we´re good we´ll lay to rest
Anywhere we want to go

In your house I long to be
Room by room patiently
I´ll wait for you there
Like a stone I´ll wait for you there
Alone

On my deathbed I will pray
To the gods and the angels
Like a pagan to anyone
Who will take me to heaven
To a place I recall
I was there so long ago
The sky was bruised
The wine was bled
And there you led me on

In your house I long to be
Room by room patiently
I´ll wait for you there
Like a stone I´ll wait for you there
Alone, alone

And on I read
Until the day was gone
And I sat in regret
Of all the things I´ve done
For all that I´ve blessed
And all that I´ve wronged
In dreams until my death
I will wander on

In your house I long to be
Room by room patiently
I´ll wait for you there
Like a stone I´ll wait for you there
Alone, alone

[enquanto eu não sarar do meu sarcasmo exagerado, vai ser assim...]

sábado, novembro 01, 2003

Hoje eu 'tô feliz e nada nem ninguém vão me deixar triste. Ou fazer eu me sentir uma idiota. Meio grito de independência. Mesmo com minha mãe não tendo deixado eu fazer mingau de chocolate. Nem minha irmã vai conseguir me deixar triste.

Pena eu estar tão feliz e não ter com quem conversar, do tipo: oooooooooooi!! como vai você? sabe que gosto muito de ti? sabe que você é muito legal e eut e admiro por isso e aquilo? Ai, parece que 'tô bêbada, mas nem é não. Só besta feliz mesmo :)

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Ontem teve churrasco do meu primo. Muito legal etc. E ele tem uns amigos lindos, e tem redes pela casa toda e nós ficamos balançando feito crianças e minha tia: seus loucos! Mas muito bom mesmo. Suco de cupuaçu. Coca-cola [eca!]. Carne e namorado de prima ligado na tomada. E montinho. [sabe que é isso? um derruba o outro e então cai todo mundo em cima... infantil e engraçado, desde que não seja você quem caiu primeiro]

quinta-feira, outubro 30, 2003

Umas quatro notícias. Duas mesmo boas, uma ruim... e uma eu não decidi ainda se boa ou não. Meu primo passou em terceiro lugar, sem nem terminar o terceirão, em Ciências Econômicas!!!!!!!!! E eu, eu mesmíssima, tirei 48 na redação, o que eu achei que serviria para amenizar minha agonia... Meu, 48 é 80% da nota, e isso é realmente muito bom. O máximo que eu tinha conseguido até hoje em vestibulares foi 40. Sim, eu estou feliz por isso :)

Às vezes eu me surpreendo com minhas reações. Não, não passei no vestibular, e posso dizer que foi a prova de biologia que acabou comigo. Depois dela comecei a me cobrar e as coisas não foram melhores, por que elas tinham que ter sido bem superiores em aproveitamento. Enfim.

E a quarta notícia é que fiz inscrição para o vestibular da UEL.

quarta-feira, outubro 29, 2003

Skimarink dink din
Skimarink dink du
Te amo
Te amo de manhã quando o sol já vem
Te amo à noitinha quando a lua vem também...
[acho que é assim, ontem assisti Xuxa depois de uns 10 anos]

Boi, boi, boi
Boi da cara pre-ta
Pega essa menina que tem medo de care-ta
[acho que estou com medo]

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E hoje, dizem, é o cinqüentenário da morte do Graciliano Ramos. Não é só de "Vidas Secas" que escreve o homem... Parecia que ele escrevia vivendo num limite, não, numa certa tensão pré alguma coisa que não se sabe boa ou ruim. Não, não vou dizer: tipo eu agora. É, mas não vou dizer.

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Estou péssima, para dizer bem a verdade. Horrível não ter certeza. Quase certeza que não vou conseguir dormir essa noite. E nem sei o que é que vou ficar fazendo, por que sei que ler "Baudolino" [do Umberto Eco] não vai dar.

Talvez eu leia a Bíblia, em busca de consolo etc, em busca de ânimo, colo. Por que: quem é que vai me perdoar por eu não ter sido tão boa quanto esperavam que eu fosse, quanto eu esperava ter sido.

Talvez não exista dor maior que decepção, principalmente se for em relação à nós mesmos... [ou a pessoas que gostamos muito, que somos leais, que apoiamos em qualquer circuntância, que parecias ter nos apoiado, que acreditamos, que colocamos nossas mãos no fogo... mas essa é uma outra - looonga - história, que eu conto, ou não, outro dia]

terça-feira, outubro 28, 2003

Eu tenho um problema. Um problema muito grave. Eu tenho COMPULSÃO em escrever. Se eu pensar e não escrever na hora, eu esqueço. Daí que depois eu fico puta comigo! Fora que o que eu falo, eu acabo esquecendo, ou não lembrando direito... Uma bosta. Eu tenho que estar lendo ou escrevendo o tempo todo. Afora a mania besta de "I need you"... mas essa todo mundo já sabe, eu acho.

Mas então. Sempre foi assim, eu sempre tive agendas e cadernos, que muita gente lia e quase sempre não entendia. He-he. 'Tá. Isso tá pior agora, deve ser meu estado de ansiedade extrema que vai acabar me consumindo até quinta-feira, eu já falei disso. Minha pele estava ótima, meu estômago idem, até dia 13. Minha pele tá quase uma bosta, meu estômago idem. 'Tô reclamando um monte, mas foda-se, aquela velha história de "o blog é meu, eu escrevo o que eu quiser, and fuck you!!!'.

Legal é que depois da fuckn' quinta eu vou começar a chorar desesperademente etc.

A BOA notícia é que a inscrição para o vestibular da UEL foi prorrogada [diga-se de passagem: de novo] até... tcharammmm: DIA 30!!! Acho que me parto pra lá... [com apoio finenceiro e tudo de tio, já que meu pai me deserdou até das dívidas] 'Tá errado, I know...

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Estou desesperadamente afim de dar carinho. Aquilo de abraçar, ouvir, ninar, cafuné, ombro, colo e tudo o mais. E o mais esquisito: eu não espero naaaaaaaaaada em troca. Preciso urgentemente de um psicólogo. Ou de conversar :)

domingo, outubro 26, 2003

AAAAAAAAAAAAAh! Lá vem problema, mas eu não vou pensar nisso agora. Nem depois, eu espero. He-he...

Então que teve um negócio massa hoje. Depois do almoço foi todo mundo pro meu quarto, Ana, Francisco, minhas duas primas e minha irmã. Whatever... que importa. Depois pessoas empenhadas me ensinaram a jogar baralho [mau-mau], e o Francisco fulo por que eu ferrava ele direto, comédia. Quando ele foi embora entrou no icq e, sabe, foi legal dar muuuuita risada com ele hoje.

Quinta-feira é o dia do desespero. Vamos, rezem por mim!! Talvez em breve eu fique impossibilitada de usar a net, liguem. Senão ninguém vai pro céu!!
Primeiro as "inutilidades"...
Falemos então do 'find' que ainda não terminou. Ontem eu fui a um churrasco dum amigo da Ingrid, e joguei futebol. Acho que estou virando menina direita, não bebi nem coca-cola. Mas eu nunca bebo coca-cola. Eu não gosto de coca-cola. Daí eu vim para casa e depois fui à igreja com minha mãe. Minha prima [uma das trocentas que eu tenho, minha família é mui grande] tava lá e eu fui pra casa dela assistir "O Senhor dos Anéis - A sociedade de Anel"- é o primeiro - e "Tempo de Despertar". Esse último é baseado num livro de mesmo título do Oliver Sacks, um médico não-tapado como tantos, neurologista, sobre uns pacientes em estado catatônico. Ai-ai. Imagina se deu ou não vontade de ser neurologista de novo?

Agora Ana resolveu aparecer aqui, o Francisco ficou de ligar e eu estou rezando para a Ingrid não lembrar que inventou de ir ao cinema hoje. Eu até gostaria, mas como? Se minha tia está vindo almoçar aqui? Vida cruel...

Bem, se alguém puder, diz aí como é que eu faço pra por um daqueles linkzinhos do icq... plizzz!?

sábado, outubro 25, 2003

[ talvez meu grande problema seja que meu mundinho é formado por meninos & meninas, e não por homens & mulheres, talvez complique mais ainda o fato de eu desejar que me protejam - ai que brega!!! ]
Que droga! Não consigo abrir nenhum endereço que tenha "blog"... Fico super fliz quando meu voyerismo internético é tolhido :(

Está passando um filme completamente ridículo na tv [ Scanners 3: fala sério ], estou sem sono por que dormi das 18 às 21h. Que bosta. Nada de inspiração. Não saí, não quero sair. E o pior: vontade de beijar na boca. Sim. Pior por que eu não quero fazer nada do que é necessário para se ter a quem beijar [ não sou adepta daquela história de por gelo num copo e "exercitar" a língua, não fiz isso aos 10 anos, não é agora que farei... ]. Ai Jisuis! Por que não cai alguém do céu, eu dou uns beijos nele e beleza, ele vai embora e adeus? Nem precisa me amar, essas coisas, etc...

Ok, eu andei tendo umas chances, mas naquelas horas eu não quis. Que bosta. :þ
Que peninha de galinha, acho que vou me enforcar num pé de cebolinha...

quinta-feira, outubro 23, 2003

Segundo minha irmã, agora o SBT vai fazer o Pop Stars - Gay...

Sabe, eu sou péssima nesse negócio de perder. De gente que eu gosto morrer. De perder qualquer coisa. Dói muito e eu quase nunca me recupero. Até hoje, quando lembro dum bonequinho com cara de tomate que eu perdi quando tinha 6 anos tenho um nó na garganta... E foi tão difícil ganhá-lo...

Eu odeio perder. Não sou nada-nada esportiva. Meu espírito esportivo é quase nulo. É nulo. Pode ser que eu seja uma covarde, mas por enquanto não vejo a menor necessidade de me expor à uma perca da qual eu demore para começar a me recuperar.

Mas as piores perdas são as não computadas. Aquelas que demoramos para perceber. Meu avô morreu e embora eu desejasse que ele fosse imortal, embora eu tenha até acreditado nisso... Eu simplesmente não acreditava que ele pudesse me deixar. Nunca ele gostaria de não estar aqui. Nunca ele não estaria lá, no dia em que eu me formasse. Ele acrediatava em mim mais do que qualquer pessoa. Ele me botava para cima, tinha orgulho de mim e e não me pressionava como todo mundo, ele tinha certeza. A mesma certeza que eu tinha de que ele não morreria jamais. E "nunca diga nunca"... Aprendi isso num gibi, quem diria. Ele adorava me ouvir rir sozinha das histórias da Mônica, às vezes perguntava: minha gata borralheira, do que é que tá rindo à toa?

Podia parecer que eu não ligava muito. A verdade é que eu sabia que um dia ele tinha que ir embora. E eu às vezes só queria que Deus fosse legal comigo e me levasse antes dele. Quantos acidentes absurdos imaginei-me morrendo. Mas era eu e mais ninguém. Essa é do tipo computada - a perda.

São esse pequenos absurdos que se passam na minha cabeça. É o medo de perder que me faz não aparentar sentimentos, fazer observações idiotas que por vezes são além de estúpidas, inúteis e sarcásticos - leia-se que tem alto poder corrosivo, que machucam. Meus aspectos negativos são memso horrorosos...

Por perdas não computadas entendo os amigos perdidos pelo caminho. Será que eram mesmo amigos?

De qualquer maneira, é por isso que eu fiquei com aquela cara de brava quando saí com a Ana, foi por isso que não dei a mínima para o moço que queria me beijar, foi por isso que dei um troféu jóinha para o outro que disse "mas que ela é linda, é...", foi por isso que quando me ligaram com uma conversa de "agora já passou o vestibular, vamos sair? - você prometeu" eu disse que não... Xinguem-me.
Eu morreria feliz se um dia no fim da vida eu olhasse o espelho e fosse capaz de me reconhecer após tantos anos, reconhecer os defeitos, ser possível sentí-los como calos do tempo, ser capaz de admití-los sem maiores dores e conseqüências ameaçadoras à outrem. Melhor ainda: reconhecer velhas qualidades.

Eu gostaria de um dia amar tanto alguém e confiar tanto (porém não cegamente, que fique claro) que não precisasse de esforço para dizer amo você. Um amor tão puro que eu pudesse cantar:
"O problema é que eu te amo
Não tenho dúvidas que eu queria estar mais perto
Juntos viveríamos por mil anos
Porque o nosso mundo estaria completo
"

(sem medo de ser mal interpretada)

Adoraria que minha criatividade não servisse somente a mim, que um dia ela fizesse mais pessoas se sentirem bem. Bom seria que minha mal-fadada inteligência realmente causadora de problemas fosse capaz de imaginar coisas mais positivas, que gerasse outras tantas positivas.

Não precisa ser nada agora, e ter certeza é relativo, embora muito mais confortável. Não há necessidade de ser hoje ou amanhã ou em pouco tempo, nem precisa de ser o próximo namorado que vá me dizer quero ficar só com você. Bom seria se fosse a vida toda. E mesmo não gostando da totalidade de Vinícius de Moraes, aquela velha história de "ser infinito enquanto dure"...

segunda-feira, outubro 20, 2003

Vendo "The Green Mile" [ não lembro se tinha o artigo ou não ] pela quarta vez. Não porque quis, mas por pura causalidade. Assisti no cinema, com a Ingrid, o Garcia e o Black, dois colegas de colégio que encontramos lá por acaso. Ela é tão chorona que - eu sempre tiro sarro dizendo que ela chorou no final de "Godzilla" [ é assim? ] - as lágrimas se acumularam na borda da lente dos óculos e fizeram tipo uma cachoeirinha e escorriam até o queixo. Ela segurva minhas mãos, pra dizer a verdade, quase as arrancou. Ver filme de terror, suspense ou drama com a Yu é realmente um problema, pode-se sair do cinema com uma delas decepadas, ou as duas.

Bem, o fato é que eu nunca choro quando assisto à filmes, sejam como forem. Mais fácil eu me emocionar com o brilho do luar refletido nas folhas duma jaboticabeira ou com uma gota de sereno pendente no pingo d'ouro. Pode parecer piegas, e certamente é. Pura realidade em se tratando de moi.

Blábs e nhé...

Hoje eu desabei em choro quando minha tia perguntou sobre o vestibular. Aliás, todo mundo sabe que fiz o tal, todo mundo vem perguntar sobre. E me sinto péssima em desapontar tanta gente, inclusive e talvez principalmente eu. Aquele monte de "tias" em cima, carinhosamente tentando me consolar, que você é muito novinha ainda... olha a Priscila, já tem uns 5 ou 6 anos que ela tenta e não desistiu... você é tão inteligente etc-etc-etc. Que eu faço? Chora mané.

O PIOR É QUE EU ESTUDEI!! [ quer dizer que devo ser burra mesmo... pula ]

sábado, outubro 18, 2003

Assim, só pra dizer que, apesar de tudo, eu diria que está tudo relativamente bem. Continuo a mesma coisa que sempre fui. Pensando demais e quase conformada com isso. Blá.

Daí que a Gabi ligou aqui e ela fica dizendo que eu sou forte etc mas uma vez eu li um treco sobre força e não parecia ter nada a ver comigo, blá-blá-blá... Pensa-pensa-pensa. Saudade de um monte de gente. Mas acho que ainda não está na hora de parar com a greve de paixonite aguda e crônica. E meu primo vem de Cascavel semana que vem pra me animar um pouco.

Tem mais: todo mundo quer que eu saia-saia-saia, mas eu quero ficar-ficar-ficar [em casa]. Quero só EU-EU-EU. Individualiiiiismo... O foda é que eu não amo mais ninguém. Com todos os sentidos que a frase possa ter. Quem já sentiu aquele super vazio pós. Isso passa, se não passar, acostuma-se.

Ai que m.
Eeeeeeeeeu!! Ai Jisuis como me faz falta um voyerismo internético!!
Começo com as notícias boas: sabe simulado? De vestibular? Então, o cursinho realizou um e a cdfuda aqui ficou em primeiro lugar. Nossa-que-massa-eu-tirei-pelo-menos-um-primeiro-lugar-na-vida...

O vestibular acabou. Só não decidi ainda se isso é bom ou ruim. A probabilidade de ser ruim é bem maior, já que eu, um ser do além, consegui ir mal justamente na prova de biologia, que tem peso quatro. E olha que eu não deixei de estudar a matéria só por que fiz o primeiro ano de Ciências Biológicas. Que legal. Mas pelo menos não fui só eu que fui mal... Ai-ai.

Daí ontem eu saí com meus amigos futuros biólogos e a Ingrid. Legal, povo doido e eu nem bebi nem fumei. Convicção de ser pura, santa e virginal [ pelo menos a terceira parte é de verdade ]. Dormi na casa da Gabi e então ela contou que uns certos caras que não foram legais comigo são pessimamente mal-recebidos pela minha *turma [ tá, a *palavra é medíocre e eu cometi uma redundância proposital ]... Se fodeu, se fodeu. Eu sou ruim.

Sabe aquelas pessoas pra quem a vida só deu errado? Minha mãe. Acabei de ficar fula com ela, porque tem a doce mania de me botar pra baixo. É melhor você desistir da Medicina... Como se não bastasse a absoluta falta de apoio financeiro da parte do meu pai. Aliás, um dia eu crio coragem de perguntar pra que é que eu obedeço e respeito e sou uma mula [ empregada ] doméstica, se eles nem sequer querem me dar um centavo, apoio moral ou abraço em momentos de absoluto desepero.

Já que estou num momento de hugh!, meu pai é daqueles super amigo [ dos amigos dele ] carrasco em casa. Se eu fico mal... imagina essa situação: você está à beira de um precipício, seguro apenas pela ponta dos dedos. O que se espera de um pai? Que ele vá lá, segure em suas mãos, te tire do perigo, certo? Agora, a catastrófica atitude do meu pai: ele vai, olha pra mim, e diz "se você está aí, nessa situação, é por que fez aguma coisa errada... VOCÊ ERROU, VOCÊ ERROU, VOCÊ ERROU!!! " Daí ele pisa nos meus dedos e eu caio e ele vira as costas... Super legal, né!? E o pior mesmo, é que não estou exagerando.

terça-feira, outubro 14, 2003

eu, aqui. na firma do meu tio... em meio ao vestiba... já volto!!
beijos

segunda-feira, setembro 01, 2003

Era uma vez duas pulguinhas que passaram a vida inteira economizando e compraram um cachorro só pra elas...

Mário Quintana


Yeeeeeei!!
Mas então, a semana passada não foi muito produtiva, em termos de estudos, nada que não se possa recuperar. Acho que andei exagerando um pouco nessa história de estudar taaanto, mas no fim das contas eu gosto... Ou tento.

Estudando Geografia:
"eu queria uma gulf stream [ pra quem não sabe ou não lembra, é a corrente quente de água - oceânica - rtesponsável pela amenização do inverno no norte europeu ] paraamenizar meu inverno polar particular, trevas e gelo num coração atarefado em não bater..."

Momento "eu sinto":
E ontem foi dia 31, não? Aniversário de uma certa pessoa. Às vezes fico ressentida comigo mesma, com as manias de sentir e esquecer de viver. Pode-se dizerque eu sou meio péssima em terminalizações de histórias. Acabo deixando reticências. O que não é ponto final apesarde ser três. Um exagero que não diz nada. E incertezas geram incertezas, não?

E nam vou citar exemplos. Agora é só estudar, estudar, passar. Amigos são bons quando nos levam pra frente e homens são fatores limitantes dos meus progressos de aprimoramento intelectual/cultural e psicológico. Egocêntrico e individual.

Pessoas, rezem muito: acho que vou fazer vestibular na [ Universidade ] Federal do Paraná...

Audioslave | Like a Stone

Letters to Cleo | I Want You to Want Me

The Wallflowers | I've Been Delivered

quinta-feira, julho 17, 2003

O papai é caminhoneiro, isso quase todo mundo já sabe. No Mato Grosso, naqueles fins de mundo, um panaca de carro deu sinal de luz pro caminhão dele. Detalhe: é daqueles caminhões de duas carretinha, sabe? Imagina um bi-trem freiando, do nada, a 80 km/h. Foda é pouco.

O papai não parou de repente, lógico. Daí o aloprado do motorista do carro parou num posto policial à beira da estrada e se quixou do meu pai. Se eu pego uma anta dessas, meu amigo, morre! Voltando... O zé do guarda parou meu pai e lá se vão R$50,00 pra mão do corrupto.

E aí vai outro detalhe: o posto policial é o mesmo, inclusive o guarda, onde há uns dois anos meu pai desceu todo estrupiado tentando dar queixa porque tinham tentado assaltá-lo. Mas a gente não faz flagrante não... FEEELADAPULTAS!! :/

[ E agora, na íntegra conto a história do assalto: o papai foi tomar banho no posto e deixou o caminhão de boa, normalmente. Quando ele voltou tinha uma surpresinha super legal. Dois caras dentro do caminhão, armados com porrete e .38. O super-Sérgio sei lá o que fez com a arma e quase morreu de pancada, mas conseguiu, de novo, sei lá como, bater nos caras com o mesmo porrete e mandá-los embora... E os manés dos policiais, desgraçados, não fizeram nada. No mínimo rolou a propina básica, como sempre. ]

Ora mas que coisa... Bocão de volta? Pula.

Minha mãe me proibiu de namorar antes de passar no vestibular. Nham.

quarta-feira, julho 16, 2003

Link novo, pessoas que lêem isso aqui: Hoje é Um Bom Dia. Eu gostei pacas.

Aaaaaaaaaaah... O Raul ligou aqui duas vezes hoje, Joyde, sua linguaruda... :** pr'ocê, Tya. Liga não, o Raul nunca soube esconder nada de mim mesmo [ o nada é relativo ]. E eu pedi pra ele não conversar sobre mim com a Jô que eu não falaria dele pra ela, evitando situações embaraçosas e descontentamentos mútuos entre três amigos, quase velhos amigos - não?

Blá blá blá e eu não tinha entendido nada do que ele tinha dito. Mas agora foda-se, eu vou estudar e pronto. Que eu ainda te amo... você errou uma vez e eu outra e talvez exista uma terceira chance. Ó que destino. É claro que eu ri, bastante. Parece que agora é minha vez de rir por último. Hehehe... Eu: faceira.

Porque é que hoje de manhã eu pensei na possibilidade disso acontecer? Sexto-senido ou o quê? Engraçado quando essas coisas acontecem, isso de repetir um acontecimento. Quando nosso namoro já tinha seis meses, o Raul terminou comigo, aliás, eu liguei para ele e o botei contra a parede, do tipo: decida-se sobre o que quer de mim, comigo... Daí foi um fim [ um dos ], que durou - uau!! - surpreendentes dois dias. No sábado eu liguei para ele e na segunda-feira ele foi na minha sala e a besta voltou. Dessa vez, NÃO, jacaré! Já disse: vou estudar, passar, primeiro. Assim evito aborrecimentos com a família. Fora que dá para festar um pouco.

Agora ele foi mais prudente. Eu gosto de você mas eu não vou morrer se não me quiser agora [ q-que ele quis dizer com o "agora"? ]... Ai-ai. Esse post tá confuso, meu reflexo. Vou dormir que tá tarde. Glub-glub.

Nevermind | Nirvana
[ especialmente Downer ]









segunda-feira, julho 14, 2003

Falling Away From Me | Korn
[ hoje tá tudo diferente, música no começo do post, mais de um post grande por dia, eu falando de mim de verdade sobre o que não falei com niguém... ]

Dizzz... Diz que eu posso falar do Raul. Ou então foda-se. É sério. Porque raios os homens quando amadurecem viram uns sacanas? Hein-hein? Essa porra não vai render comentário algum mas aí vai...

Como já deve ter dado para peceber, ele terminou. Para dizer a verdade eu achei ridículo, para não dizer que pareceu vingancinha besta, do tipo você me deu um pé na bunda e eu estou te dando outro agora só pra você largar mão de ser metida. Se estou me fazendo de vítima? Muito provavelmente que sim. Eu posso, ao menos uma vez ser fracote.

O foda é que dessa vez eu não fui covarde. Nem deu tempo para tentar nada. Senti-me usada etc. Foi isso aí. Estranho é que não doeu, muito [ esquece o muito e só lembra da negação, all right? :* ] . Ou nada. Só ficou um nada esquisito. Vácuo, entende? Mas passa. O negócio é desistir de manés e afins.

Conclusão da hora: nunca volte atrás, se você errou [ ok, o erro não foi meu, mas ele fazia questão de deixar claro que a culpa era toda minha, e isso já estava me incomodando... por que é que as pessoas do meu passado impublicável que qualquer dia eu publico aqui adoram me alfinetar? eu não faço isso, digo com a boca cheia ] não haverá segunda chance, qualquer erro é irreparável, então conforme-se e torture-se para não cometer o tal erro de novo. BleH.
::Meu pai::

É. Minha mãe chegou. E meu pai junto. E pela primeira vez eu tive coragem de dizer que não, eu não sei mesmo o que eu quero, então eu tento fazer as coisas para agradá-lo - o que, diga-se de passagem, é impossível. Quem me conhece a mais tempo sabe das minhas neuras por causa desse tipo de coisa, mais especificamente, do meu pai. É sério, já fiz terapia e tudo, blá blá blá. O que interessa e eu estou enrolando para dizer é que quem me conhece deve lembrar e por favor, se não quiser, é só não ler quando o título for meu pai, e daí não teram motivos para virar a cara e dar uma de de novo isso...

Não estou precisando nem um pouco desse tipo de apoio moral. Mas ora, blog não é lugar para buscar apoio moral, mas também não é para "desapoio", ok? Não gostou, critique, ignore, enfim, eu não vou me preocupar muito, a não ser que eu goste de você...

Sei lá, esse post vai ficar horrivelmente grande e inútil. Só estou dizendo o que estou pensando. O blog é meu, e tem gente que faz dele diarinho, como o meu, tem gente que só diz merdas, tem gente que só o usa para contar façanhas sexuais ou suas pirações com drogas e eu não recrimino. Apenas não leio mais se me sentir incomodada. Pelo jeito virou sessão de descarrego o negócio aqui, seqüelaaada...

domingo, julho 13, 2003

Véio, quanta dor na região da barriga! Só fui lembrar bem depois que deve ser porque ontem joguei futebol. Detalhe: em 15 minutos torci o joelho esquerdo três vezes...

E MINHA MÃE CHEGOOOOU!!!
Como dizem as meninas: você é foda, você é muito(a) mulher para ele... Despeito às vezes alivia a barra. Por enquanto estou melhor do que pensei que ficaria, de novo. Eu sou tão imprevisível que me surpreendo comigo. Não é sempre mas eu sei...

Where Is My Mind | Pixies
Aaaah! Dia maldito. Por assim dizer. E estou de volta ao Clube MSF [ Mulheres Solteiras Festeiras ].Disso eu falo outra hora.

Mas que coisa. Eu acabei de chegar e meu irmão 'tá saindo. O churrasco da calourada estava legal e provavelmente amanhã vou jogar sinuca. Massa. Será que eu ainda sei como é o negócio? Foda-se.

Eu vou e ainda levo a Gabi e a Má. De boa. E se marcar ainda beijo na boca. Já que homem não presta mesmo e minhas últimas esperanças explodiram... Eu queria que existisse outro homem feito meu primo Diego. Fofo, bonzinho, inocentezinho, estudioso etc. Ma' que merda.

Hoje eu não consegui chapar todas. Faltava muito mas o dia já tinha acabado, quase. De qualquer maneira, mesmo com todos os contras presentes na situação, foi legal.

A única fodisse total que eu não quero nem pensar é que tem maconha na bolsa do meu irmão. Graz'a Deus mamãe chega amanhã ou segunda-feira...

Butterfly | Weezer

sexta-feira, julho 11, 2003

[ Vou tentar contar alguma coisa 'legal'... ]

Quando eu ainda fazia faculdade de Biologia na UEM, já no final do período, todos estávamos quase reprovados em Cálculo, que é o sinônimo de se fudeu, principalmente com o professor que tínhamos. Enfim, depois de estudar sexta-feira e sábado a manhã toda, em torno das 14h estressamos [ o tal bournout, o pós-estresse, segundo a Marília ], "vambora comer, negada", decreto do Rogério apoiado em peso.

Chega na lanchonete, o povo pede coca-cola e guaraná e coxinha e lanche. A doida pede água e sanduíche natural. A zoação com a minha cara já começa: pô, Ellen, com tanta coisa boa de comer você pede isso? Lá pelas tantas os seqüelados [ acho que foi a Gabi ] lembram que leram em algum lugar que a cada beijo na boca são trocadas 250 bactérias. As divagações começam.

O pior aconteceu: me ofereceram refri, o Rogério. Eu olhei bem para a latinha, será que estrago meu estômago ou não? Mas o pinéu rebate, sem chance de resposta: aaaaah! 'tá pensando nas 250 bactérias, né? Daí piorou quando a Gabriela tomou depois de mim a latinha e disse: se numa noite eu beijei 5 caras... CARALHO, são 1250 bactérias!!!! Uolôco. Ela ofereceu refrigerante para todos, agora, pergunta se alguém teve coragem de tomar? Malucos...
Eu já disse que eu adoro Edgar Allan Poe? Pois é...

quinta-feira, julho 10, 2003

AAAAAAAH!!! A MAMÃE CHEGA DOMINGO!!! :D

Êêêêêêêêê..! Assistindo a "10 Coisas que eu Odeio em Você" pela quinqüagésima vez, daí tem uma doidinha que diz que O Sol Também se Levanta - Hemingway é romântico... Fala sério, a última coisa que Hemingway é, principalmente neste livro, é romântico. E à tarde passou "Curtindo a Vida Adoidado", que eu assisti pela enésima vez etc. E quem da minha idade que nunca teve vontade de cantar junto, hein-hein? EU tive e continuo tendo. Blá-blá.

Então, o Raul está realmente amadurecendo. Tornando-se um virginiano típico. Consegui me tirar do sério. E duvido muuuito que ele tenha percebido, grande bosta, ninguém percebe, a não ser que eu diga. Engraçado, mas as pessoas me tem como "revoltada", e quando elas mais esperam que eu fique brava, eu fico 'de boa' e daí ficam: puuuxa, você nem ficou nervosa, eu pensei que iria me matar...

Voltando: ele me deixou, digamos, p* da vida. Pula. O negócio é que se não fosse um recomeço e eu não tivesse criado juízo, meu, CERTEZA que eu iria no tal churrasco sozinha e ficava com uns três. Mas acontece que eu gosto bagarai dele, e se ele não for, vou encher a cara e rir muito com a Gabi. Ei, Joyde, você vai, né!?

terça-feira, julho 08, 2003

Às vezes eu tenho quase certeza de que não existe esse negócio de 'segunda chance'. Primeiro tem que nunca uma situação sequer corre o risco de ser idêntica à outra. Acho que já escrevi isso. Pula. Mas eu realmente sou levada a crer que não temos o direito de errar...

Ontem foi o dia do "quase fim do recomeço". Intimada básica e coloquei o Raul contra a parede. Acho que estou virando gente grande. Mulher, não são as mulheres que tem 'atitude'? Mandei ele embora e tudo: "você pode não saber o que quer, mas eu sei. Eu quero você". Nooossa. Ellen Revolutions!!! HuaHuAhUAhuAHUhuAhuaHUAhahUa... Só rindo mesmo...

Mas é sério, não deixa de ser. E ele dizia que eu sou pra casar [ pode? depois tem gente que não acredita na minha teoria da fofisse... ] mas não sabia como 'esperar' até lá... Sinceramente, eu também não. Puuula... Não vou mesmo falar disso aqui. Daí eu só avisei: e não quero você se estiver com - nooossa de novo. Aí sei lá. Continuamos namorando e por hora é o que me basta. Só pra dizer que eu não quero incertezas, que toda vez que elas surgirem não mais temerei e vou até o fim, até saber. BleH.

Alanis Morissete | Head Over Feet

segunda-feira, julho 07, 2003

Agenda | 12 de junho e 31 de agosto [ respectivamente ]

Afinidade
Afinidade é ficar de longepensando parecido a respeito dos mesmos fatos que impressionam, comovem ou mobilizam. É ficar conversando sem trocar uma palavra. É receber o que vem do outro com uma aceitação anterior ao entendimento. Afinidade é sentir com. Nem sentir contra, nem por, nem sentir pelo. Quanta gente ama loucamente, mas sente contra o ser amado. Quantos amam e sentem para o ser amado, não para eles próprios. Sentir com é não ter necessidade de exlicação do que está sentindo. É olhar e perceber. É mais calar do que falar. Ou quando é falar, jamais explicar: apenas afirmar.

Luzia Freire


O amor é o estado em que melhor o homem vê as coisas como elas são.

Nietszche




domingo, julho 06, 2003

Coisas inúteis são coisas inúteis e após tão *brilhante* conclusão advêm o fato de que elas fazem parte inevitavelmente de minha vida. Então: aaaaaaaaaaaaah!!! Eu achei um fio de cabelo [ e não foi num paletó e duvido muito que algum dia ele tenha estado grudado em nosso suoooor... af ], e só pode ser meu, de 60 cm!!! Nooossa.

Sem saco nenhum para passar mais um dia inteiro estudando. Tinha até me esquecido quão chato é um cursinho.

[ Hey, wait, I've got a new complain... Forever in debt to your priceless advice - nada a ver, mas lembrei, estou meio musical, na verdade esperando desesperadamente que alguém me ligue e me chame para fazer alguma coisa bem longe daqui, propostas indecentes serão analisadas com "carinho", prometo ]

[ Sei lá... acho que estou meio retardada. Sabe aquilo de ficar indo até a janela o tempo todo? De olhar fixamente o telefone? De ter febre no fim do dia na tola esperança de que venham cuidar de mim? Eu sou a pior: aos 19 anos arrumo um namorado que a família me odeia... Fala sério. ]

Drugstore | Solitary Party Groove

sábado, julho 05, 2003

Que coisa... Mais uma coisa para eu fazer se a Medicina não der certo.

MarlaSinger (01:38 AM) :
isso deve ser um distúrbio
acho que preciso de um psicólogo
será que ao invés de virar gente grande eu estou me infantilizando?
nooossa!

EalSeabra (01:40 AM) :
uoloko! essa foi profunda
tipo...manda pra Sony Music. eles vão somar umas rimas e entregar pra primeira bandinha q aparecer
vc vai ficar mais rica materialmente
____________________


Outra coisa... Ontem eu estava meio nóinha, aliás, completamente. Daí que eu vou tentar não pensar nisso, às vezes não é nada mesmo.

Hoje ainda recebi uns parabéns atrasados porque não conseguiram falar comigo ontem. O telefone esteve ocupado o tempo todo. Quando estava falando com o Guil, isso ontem ainda, a Ingrid chegou. E fui ao cinema ver "Procurando Nemo", que fofo... E comprei um blusão preto de moleton, que quentinho... Af.

sexta-feira, julho 04, 2003

Ellen com ataques de sentimentalidade.

O Raul foi embora há uma meia hora. Estava numa festa de Agronomia [ o povo que mais faz festa da UEM ] e veio aqui pouco antes da meia-noite, segundo ele, para ser o primeiro a dizer parabéns pra você, e cantou. Falando em parabéns, como era para eu ter ido dormir na casa da Gabi [ meu pai não deixou ], amanhã eu não estaria em casa, daí a vovó, a Lu e o Yuri compraram um quindim e duas bombas, uma de chocolate e uma de creme, e colocaram velinhas no quindinzinho... coisa fooofa! Direito a parabéns e tudo.

Que mais? A mamãe vem embora semana que vem, finally!

[ ah! eu tenho que registrar que espero que dessa vez dê tudo *certo*, que todo mundo que fica sabendo que voltamos - pela quarta vez - diz "eu sabiiia", e a Gabi e a Má já ficaram todas animadas porque daí tem desculpa para ir às festas de Agronomia... eu mereço? tipo, dois fofos juntos é coisa de louco ]

quinta-feira, julho 03, 2003

SE HOJE É DIA TRÊS, AMANHÃ É DIA QUATRO... [ pessoas, olhem no canto superior esquerdo do blog, ok ]

Ai que coisa! Passou a carência e agora estou muuuito manhosa. Quero porque quero minha mãe. A Luiza conseguiu telefonar para ela. Está em Vitória e eu mandei ela ir à praia. Mandei. Fora isso, mamãe venha logo embora que eu não quero mais vó coisa nenhuma. Quero MÃÃÃE! E eu tô doente, hoje tive que vir embora na segunda aula do cursinho porque estava simplesmente MORRENDO de dor de cabeça. Agora tô com febre. Aproveita que está com dineiro e vá na Thelma comprar florais, ou vá ao médico. Mas ir ao médico sozinha... eu quero MÃE! E desagüei... buá-buá-buá. Com lágrimas e tudo. E a palhaça da minha mãe começou a rir. Eu também, enfim.

Que coisa, não? Bem, vamos agora contar sobre minhas semanas off-line. Antes de mais nada, vou avisando que, como diz a Ingrid, vai rolar a festa.... Acho que dia 11, que dia 10 é aniversário da minha irmã. Espero que até lá a mamãe já tenha voltado, daí ela festa também. [ eu quero minha mãe... eu quero minha mãe... ]

Então... Estou fazendo cursinho. Meu tio que está pagando. De vez em quando é bom ter uns tios puxa-sacos da gente, hein? Pois é. Comecei semana passada.

Que mais... [ agora o que interessa mesmo ] Quem leu o blog da Joyde ficou sabendo que domingo [ 29/06 ] ficou sabendo que o Raul foi à casa dela. Depois ele veio aqui, mas eu não estava, estava na casa da minha tia ajudando minha prima a fazer uns trabalhos da faculdade - ela está no quarto ano de Administração. Daí ele ligou duas ou três vezes aqui, antes de eu chegar.

Assim que cheguei, liguei pra Jô. E ela me INTIMOU a finalmente criar coragem e ligar paa o Raul. iguei e pedi que ele retornasse, pois estava na casa da minha vó. Ele ligou. Nós conversamos, pedi desculpas, sem antes ter perguntado sobre as expectativas dele quanto ao início das aulas na UEM - ele começou Agronomia, sobre se tinham falado coisas não exatamente muito boas sobre mim, se e quanto tempo ele teve ódio de mim etc.

Ele: ah, então você admite que grande parte da culpa..? Éééééé...

O Raul disse que "qualquer dia" passava por aqui. Então beleza, qualquer dia é qualquer dia. Segunda-feira ele aparece aqui. De qualquer maneira, tudo bem, amiguinhos fazem visitas não é mesmo? [ é que tinha ficado combinado que seríamos amigos, como antes de começármos a namorar, era realmente legal ] Ele imitou tiranossauro para meus irmãos, "encheu o saco" de todo mundo como sempre fez, o Yuri encheu a paciência de todos, como sempre também.

Acontece que na hora de ir embora ele destruiu meu castelo de cartas antes de eu colocar a redoma de vidro em volta: quer dizer, ele me beijou. Eeeeei! Q-que é isso? Você está querendo transtornar minha vidinha? É que deu saudade... [ ah, pensei, não diga? você também? ] Como eu fiquei? Algum sentimento entre alegria e tristeza, totalmente em dúvida. Afinal, ainda restaria amizade? Ele queria o quê? Era só "saudade" mesmo? Ele teria mudado tanto a ponto de virar canastrão? Por que o Raul que eu conheci antes nunca teria coragem de me puxar pela cintura e me beijar e dizer é só mais um [ beijo ]...

Terça-feira à noite, depois da aula, a Ingrid veio aqui e conversamos sobre mim, fazia tempo hein? Ai-ai, mocinhas experientes são outra coisa. [ por que eu não consigo pensar em mim como mulher e nos meninos como homens? muito estranho... alguém aí faz idéia de por que isso acontece? ]

Quarta-feira eu fui doar sangue lá na UEM, e, pausa: eu sou uma ANTA! A Dona Jumenta aqui foi doar sangue sem nada no estômago além de um pão de queijo que comi no intervalo do cursinho, isso porque a Márcia que me deu... E ainda voltei a pé para casa, meus 30 minutinhos habituais viraram 50 angustiantes minutos de suor frio seguido por febre. Lá na UEM, reencontrei meus fofos amigos de ex-facul de Biologia, ai que saudade deles! E vi o Raul: se uma certa pessoa não me ligar hoje, vai ter morte!! Isso eu disse olhando para a cara dele.

Ok. Ele ligou e perguntou se poderia vir aqui. Ãhnnnnn... tá, vem então. Dei a desculpa de ir buscar dinheiro no banco para minha vó [ e fui mesmo, com febre e tudo ], e fui andar com o Raul. Paramos lá no Cogumelo [ Bosque das Grevíleas, um parquezinho uns 20 minutos a pé de casa ], achamos um banco decente e começamos a conversar. Um monte de "porquês" e fui contar minha vida amorosa depois que terminamos - ele já tinha me contado a dele.

Ele me pára então e pergunta: mas porque você fez tudo isso? Ah... sabe quando você se sente tããão carente... [ aviso: quem sofre de diabetes, pule essa parte ] Daí ele me abraçou e me beijou: você nunca mais vai se sentir assim... Aaaaaaaaaaaaaaah! Acho que eu Tô FILIIIIIIXXXXXXXXX!!!


hehehehehe...

sexta-feira, junho 20, 2003

Quero três coisas:
- Um amigo homem;
- Um amigo do sexo masculino e homossexual;
- Um namorado. [ graaaaande novidade, hahaha...]

Ou então:
- Eu quero um amigo homem e não me importo de ele ser bissexual [ daqui a pouco vocês entenderão ], que quando estivéssemos carentes pudéssemos aliviarmos nossa barra mutuamente. Mas isso sem trair niguém. Quer dizer, quando estivéssemos compromissados, não extamente ao mesmo tempo, não serviríamos de estepe... Simples e fácil assim. :)
Diálogo:

Moço: Moça, você me dá?
Moça: Ow... ó o respeito, hein!?
Passante: O quêêê? Só os peito? Hahahaha...
Moça: Dar o que?
Moço: Só me diz... Você me dá?
Moça: Tá. Eu dou. O q-que você quer?
Moço: Então você me dá qualquer coisa? Hmmm... Proposta interessante, hehehe...
Moça: Eu te dou R$ 1,00... Você quer? HoiHUAhuhaoAIhihOAIHiouhiHiOaHUauA...

[ e aí, alguém reconhece quem é a moça? ]

quinta-feira, junho 19, 2003

E me diz só uma coisa: eu não mereço um só abraçozinho fuleiro? Não precisa nem de beijo depois, ou antes. Não precisa de compromisso algum. Só o abraço, entende? [ é que acabou de bater uma daquelas crises... coisa de Ellen ]
Por isso que às vezes eu saio e acabo ficando com alguém, só pelo abraço. Daí eu faço de conta que é carinho o que muitas vezes não é, mas foda-se. Se eu pensar nisso fico mais triste [ palavra degradante ]. É só fazer de conta, feito quando eu era criança e brincava comigo que tinha amigos que gostavam de mim e me achavam bonita e legal e tal... Mas isso não me redime. Eu sou sentimental. Ponto.
Q-que você faz quando seu irmãozinho de oito anos diz que volta às 19h30 e próximo das 22h o pest não apareceu ainda? Além de se desesperar? Comecei a rezar. Ai Jisuis! Cadê esse moleque? Fiquei pensando: ai meu Deus, q-que eu prometo dessa vez? Da última vez que precisei da ajuda divina [ quando a transparência que uma das minhas primas fez pra mim num trabalho da minha ex-facul de Biologia saiu uma verdadeira caca, e eu liguei pra outra prima fazer uma nova correndo que eu era a próxima a apresentar o tal seminário de citologia - e deu tempo, e ela ainda levou lá pra mim, eu sou mó folgada mesmo! ], prometi que ia tentar ser menos chata com a minha irmã... Daí lembrei que não cumpri totalmente a famigerada promessa, e se Deus se revoltasse comigo? E se Ele não estivesse afim de acreditar nas minhas boas intenções?

Pois é... Bem feito, pecadora!!! Então resolvi jurar que se achasse o capeta, não o espancaria nem um pouco - fato que por medo e dó do peste cumpri, santa força de vontade. Meu, que cagaaaço! Imagina se o infeliz me some agora? A culpa seria todinha minha, já que meu irmão estava na escola, minha irmã foi pra casa da minha vó e a mamãe está viajando com o papai [ e aposto que o caminhão virou motel, aqueles dois pervertidos, depois de 19 anos de casamento, meu pai vira pra mim e diz: minha filha, você nunca vai achar um marido tão bonito-gostoso-e-bom-de-cama feito o papai... diz... fala sério, como ele é modesto! ]

Vééééio... se tem uma coisa que eu desejo pr'os manés norte-americanos, é que o Arnold Scheizneger [ é assim que escreve? ] vire presidente daquela birosca, eu ia rir muuuito!!!!