sábado, novembro 15, 2003

Não. Eu não sei o que pensar. Eu não sei o que fazer. Eu tenho uma vida inútil. Logo: eu sou inútil. Que eu quero com isso? Pode ter certeza que não é gerar comiserações alheias. Isso é um desabafo e, por favor, se isso gera constrangimentos em alguém, por favor, feche a janela, saia daqui, etc.

Eu sou alguém que tem muito medo de um monte de coisa. Tipo de perder alguém, já falei inúmeras vezes disso para tentar me acostumar com a idéia de que ninguém é de ninguém, nada e nem ninguém é imortal - dura para sempre. Não sou mesmo possessiva. A questão do niguém é de ninguém é só uma maneira de dizer que um relacionamento [não só entre amantes, amigos principalmente] não dura para sempre nem da mesma maneira que começou. Quanto advérbio, fazer o quê?

Daí que fico paradinha na minha, feito Chapeuzinho Amarelo do Chico Buarque. O pior é que eu não era assim, eu não sou assim. Estou assim. E eu não sei o que fazer, já que confiar é muito-muito difícil. Só não quero perder esperança e ingenuidade e espontaneidade e sentimento de mundo. Sim: sou bem sentimental, emocore. Eu me preocupo pra caramba com os outros e pode ser, pode ser, que seja para não lembrar de mim.

Mas e daí?

[fui... mas não pra sempre, como parece que virou moda no mundo blogístico... 'tou de cara, hunF!!]

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