Sai do transe - o qual, aparentemente, durou horas de terrível ansiedade; mas eu sei, agora, passados dois dias, durou segundos, dois ou três (por aí percebe-se o grau de paranóia que eu estava). Observei aquele objeto pontudo, rígido, vindo em minha direção. Novo transe: fiquei imaginando qual seriam as conseqüências do que iria acontecer comigo em pouquíssimo tempo. Arrepios percorreram todo meu corpo. Um deles extravasou, manifestou-se em mim como um choque. Tremi.
Decidi então bloquear todo o medo e aceitar aquilo. Um dia teria que acontecer, que fosse agora! Preparei-me. Mas os músculos continuavam rijos. "Vamos, vamos", pensei, "relaxar, re-la-xar!". Voltei a olhar o meu algoz, tão temido e, ao mesmo tempo, de certa forma, esperado... Percebi que o objeto estava mais próximo ainda de mim - mas isso é lógico! (a lógica inexiste nessas circunstâncias, entendi então). Naquela hora, o único remédio seria aceitar passivamente que o extracorpóreo se tornasse intracorpóreo. Imagina, o que diria minha mãe, meus amigos, o resto da humanidade, se eu, em plenos 18 aninhos, resolvesse ter um ataque histérico num momento tão fundamental para todos?
Relaxei... Senti o objeto sendo introduzido, a picada. E o líquido, extravasando o objeto, fluindo rapidamente dentro de mim. Mas DOEU!!! E,
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