Alguém já pensou em como é contraditório o que "pregamos" sobre o não-julgamento de terceiros? Antes de mais nada isso é um mandamento cristão, e mesmo os ateus tendem a aceitar - salvo os que são um tanto quanto desprovidos de alter-ego e estão pouco se fodendo pr'o resto do mundo.
Hoje eu atinei para um "detalhe" nada básico. Ok. Somos seres humanos. Logo, temos livre arbítrio, temos condições de escolha mesmo quando não aceitamos qualquer que sejam os caminhos apresentados a nós. Onde eu quero chegar?
Se temos escolhas a serem feitas, o modo pelo qual estas serão feitas é a partir do julgamento que faremos de cada situação, pessoa, caminho a ser tomado, etc. Então não há maneira de seguirmos nossas vidas sem que existam os julgamentos. O que seria de nossas vidas sem os julgamentos [e por que não dizer pré-conceitos]?
Não existe essa história de não julgar as pessoas. Mesmo quando parece que topamos de repente com alguém que não julga os outros, pode ter certeza que ela julga sim. É desta maneira tosca que podemos viver. É assim que tocamos nossas vidas. Que erros são evitados e cometidos. Imagino que com o passar dos anos nossa capacidade de captar sinais de outrém é refinada. E julgamos com mais exatidão. E é claro que existem exceções, sempre existem exceções [quanto ao fato do "refinamento"].
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