sexta-feira, maio 09, 2003

"Quando penso sobre meus sonhos claramente, vejo que nunca existem sinais certos pelos quais estar acordado pode se distinguir de estar dormindo. O resultado é que fico tonto e esse sentimento só reforça a idéia de que eu posso estar sonhando"
René Descartes


Bem. Continuo com medo de estar pensando em excesso. Continuo com medo de enlouquecer. Continuo tendo receios quanto a existência ou não de um deus real. Continuo com medo de não ser gostada. Continuo pensando na incerteza da minha existência bem como dae toda a realidade à minha volta... Continuo sendo eu após um período de auto-conhecimento [conhece-te a ti mesmo...]. A diferença é que antes tais pensamentos geravam choro e profunda sensação de insignificância. Talvez eu continue não sendo nada. Enfim.

Pois então. Quer dizer que se eu nunca havia lido nada disso antes, que se eu não tive as mesmas experiências que as pessoas que pensam da mesma maneira que eu, então pode ser que não seja exatamente piração minha todas essas coisas? Et coetera. Pode ser que eu não seja [ainda] maluca, certo?

O pior é que esta não é a melhor hora para pensar nisso. Tenho um vestibular no qual eu não vou passar. Pai enchendo. [e quando eu digitei hora saiu hgora, quer dizer, agora é a hora, não há necessariamente uma hora específica... que neura...] Ok. E eu fiquei 2 anos sem pensar nessas coisas. Agora tudo de novo. Realmente. Talvez esteja mais capaz de correlacionar conhecimentos e apartir destes fundamentar novos.

É certo que é no mínimo curioso o fato de eu e mais alguém tenhamos pensado da mesma maneira ainda que sem conytato algum e sem nada em comum em nossas vidas. Caramba. Eu nem tive tempo de estudar um monte nem de ler obras e tratados, ainda. Ai-ai-ai.

Mas é difícil. Porque não tem ninguém que eu conheça que esteja afim de pensar comigo. Porque dói, às vezes, dói. Sempre eu acabo ficando com a sensação de que sou uma excessão à regra. Se há uma regra. No fim das contas pode ser que eu seja meu sonho. Ou o de alguém. Ou nada disso. O negócio é que não posso ter certeza de exatamete nada!

Fico me perguntando se há um deus. E então estaria blasfemando. Prefiro achar que ele existe e à sua procura é preciso que não admita sua existência. Que na busca eu não visualize seu fim. Porque se você procura por algo já esperando pelo resultado, previamente, antecipadamente... bem. É provável que criemos uma ilusão no sentido de satisfazermos nossos anceios.

[uma pseudo-realidade criada por nossa inconsciência, ou por quem for apaz de controlá-la]

[e foi mal pelo pseudo, eu também odeio a mania que os aspirantes a psicólogos tem de classificar tudo de pseudo-qualquer-coisa e de dizer que todas nossas atitudes são projeções...]

[sorry-sorry-sorry]

Então. Um post enorme sobre algo que ninguém, exceto eu mais meia dúzia de malucos, quer saber muito menos pensar. Vai ver que é por isso que isso aqui não tem audiência nehuma, exceto eu mais nem meia dúzia de malucos =P

Nenhum comentário: