sábado, junho 14, 2003

Primeiro eu reclamo...
Cara, tem umas coisas nesse mundo "bloguístico" que me enojam. Não quero falar o quê exatamente, mesmo por que a maioria das pessoas acham normal ou simplesmente ignoram. Mas eu não. Eu tenho que complicar, senão eu não seria a Ellen. Pula essa parte.

Depois eu "protesto"...
Meu irmão [o Thiago] vira pra mim e diz:
- Andressa, tô saind namorar...
Q-que eu tenho a ver com isso? Ora! Não era ele o galinha que me fazia acreditar que todo homem não presta então pra que sonhar?

Agora eu falo de mim...
Se tem algo em mim que eu sinto [sentia] orgulho, é da minha espontaneidade. Aquilo de viver e querer continuar. De perseverar. Não desistir etc. De me manter uma criança por dentro, e por vezes, por fora também.

E já faz algum tempo [desde novembro do ano passado e as poucas pessoas que já liam esse blog podem confirmar isso, mesmo por que ele ficou até março sem ser atualizado por completa ausência de vontade minha] que essas nobres características minhas parecem ter ido pro ralo junto com boa parte de mim. Não gosto nem um pouco disso. Odeio ser o que estou sendo. Odeio querer desistir. Odeio ter a necessidade de falar de mim. Odeio precisar de ajuda [já que isso não resolve nada, normalmente... e também levo em conta que das vezes que me ajudaram, usaram minhas palavras contra mim]. Odeio não confiar direito nas pessoas. Odeio parecer tão só. Odeio minhas alergias. Odeio ter descoberto como vomitar depois de comer. Odeio a impressão que passo para as pessoas. Odeio ser denominada "fofa". Odeio. Odeio. Odeio.

Eu realmente não sei o que fazer. Eu realmente penso em morrer. Isso é uma puta contradição e não foi só a Joyde que brincou que eu represento o Barroco [as dualidades], porque eu sempre tive a tola pretensão de ser imortal só pra presenciar um possível fim de tudo. Parece que tudo que se refere a mim atualmente remete à tristeza, depressão, merda, desmotivação. Parece que estou "podada".

Quer saber? Eu não vou desistir de mim como tanta gente já desistiu [e dessas pessoas, as que mais me doeram foram a mamãe e minha vó]. Não vai ser exatamente agora que as coisas vão "mudar da água para o vinho" e assim permanecer eternamente. É só que eu vou tentar, de novo e de novo e de novo. Agüentem-me. Ou não venham mais aqui [ou comentem, critiquem!!]

Blur | Country House

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