[ao som de John Coltrane, acho que a música é algo parecida - o nome - com count down]
"Angústia"- Graciliano Ramos. Livro, quer dizer, narrativa dos pensamentos que povoam nossa mente quando se deseja esquecer o inesquecível - um pé na bunda fenomenal, um assassinato perfeitamente justificável. Aquilo que nossa cabeça pensa quando não queremos mesmo é pensar em nada. Histórias da infância. Histórias que não sabemos procedência menos ainda veracidade. *De quando olha-se para a própria mão a escrever e pergunta-se: esta mão, será minha? Estas unhas roídas? Estes calos? Estas linhas? Esta letra é a mesma de antes? Que há com ela? Enfeiou, envelheceu, embruteceu. É quando se constata o tempo. Lembro do relógio, onde os segundos fazem barulho, numa alegação de identidade tardia do tempo: tic-tac passei. Só aqui na minha mente e de maneira incompleta revivo.
*bem, a partir daqui, digamos que houve um insight... perdoada?
Penso nos meus desejos e [ainda] percebo que o único meu mesmo é o de ficar quieta, de não ter que fazer nada disso. Covardia? Só não queria nada. Era só não ter. [porque inevitavelmente eu sou o que moldaram]
E na falta de assunto, falo de mim. Ê, laiá...
Hmmm. Cheguei a uma conclusão edificante [leia essa palavra bem lentamente, pronunciando cada sílaba, aproveite e junte o dedo indicador ao polegar]. É o seguinte: existem garotas que só de olhar os homens babam literalmente, apaixonam, gamam, etc, e também há as que depois os caras cometem loucuras, quer dizer, eles se apaixonam perdidamente [que fofo! que romântico, lalalá... pula], as loucuras, as juras, e tal. Pois então, EU não sou uma dessas meninas.
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