sábado, maio 31, 2003

[penso no que faço no que fiz e no que vou fazer... hoje o seu retrato é tudo aquilo que eu quero esquecer]
fofo?

Q-que eu 'tou fazendo aqui agora? Nada. Faz tempo que não tenho nada de realmente importante para fazer, não há para onde voltar [mesmo por que às vezes concluo amargamente que não fui a lugar algum], não há pódio de chegada nem beijo de manorada (o). Cazuza.

Não, não estou absolutamente reclamando da vida. Apenas constatações e isso passa. Ao menos não tenho febre, ao menos não estou machucando ninguém com meu jeito estúpido de ser. É essa mania idiota de independência e desapego que me estraga, que não consigo me permitir gostar muito, confiar e esses troços de amizade e paixão.

Penso - o maldito verbo que impera sobre mim - que quero um homem para mim, mas ele não existe e não sei se eu seria capaz de identificá-lo sozinha. Quero dizer, se ele aparecesse agora, ele teria que se apresentar, bem no estilo: oi, Ellen, sou eu!! Porque 'tou completamente desatualizada nas artes amorosas. Simplesmente me tornei assexual meio que para não ter mais problemas e para não desagradar pai. Acontece que tenho lá minhas carências e elas estão se revoltando contra minha falta de vontade para com elas. Estão me deixando na mão: ok, estou admitindo que preciso SIM de alguém, foda-se, etc.

Vou protelando. Depois eu penso nisso. [e como diz o Francisco: às vezes parece que você tem um botãozinho no lugar do coração...] Quem sabe daqui uns 5 ou 7 anos, quando não tiver mais jeito e eu tiver me transformado numa jovem senhora. Daí quando eu tiver uns 40 e poucos anos e bater a canseira de ser só eu adoto uns 6 filhos. Ai que porra eu carente.

[foi mal]



post scriptum: meu! vai passar "boys don't cry" na tv!! pena que é dublado...

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